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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pensando a Meliponicultura em Santa Catarina

Amigos da AME-RIO e Internautas,


Há exatamente uma semana, no dia 12.08.2011, meliponicultores de diversos locais de Santa Catarina, com o apoio da EPAGRI, reuniram-se em Campos Novos no I Encontro Catarinense de Meliponicultura. Esse evento foi realizado no CETRECAMPOS (Centro de Treinamento da EPAGRI) e segundo Mario Tessari, educador, ambientalista e meliponicultor da cidade de Jaguaruna, foi "o evento estadual mais importante para a meliponicultura catarinense, até agora".



  
Mario lembrou que as abelhas-sem-ferrão são os principais polinizadores florestais e agrícolas e frisou a importância dos trabalhos de pesquisa e de extensão rural dos técnicos da EPAGRI. "Juntos, abelhas, meliponicultores e técnicos podem contribuir substancialmente para a melhoria técnica na produção de frutas, de hortigranjeiros e de cereais. Destacou ainda a excelente estrutura do Centro e a competência da equipe que organizou o evento.
Mario Tessari
   
Foi o Mario que nos enviou as fotos desse encontro.


   
Depois o Sigfrid Frömming, meliponicultor e educador da cidade de Rio do Sul, nos falou sobre o evento. 
   

Ele nos contou que em primeiro lugar foram relacionadas as potencialidades da meliponicultura naquele estado:
  • polinização;
  • produtos: mel/pólen;
  • vendas: enxames e produtos;
  • manejo barato e seguro;
  • disponibilidade de cursos;
  • troca de material genético entre meliponicultores;
  • atividade em crescimento;
  • qualidade e variedade de espécies no Estado;
  • mercado promissor;
  • amor pela atividade;
  • preservação das espécies;
  • procura por cursos;
  • risco financeiro baixo;
  • fonte de renda;
  • equilíbrio ambiental;
  • potencial medicinal do mel;

Também foram relacionadas necessidades, para um melhor aproveitamento dessas potencialidades: 
  • estudos de espécies produtivas;
  • incentivo à criação de espécies nativas de cada região;
  • parcerias com instituições;
  • difusão da atividade em ambientes urbanos;
  • a divulgação em âmbito nacional;
  • incentivo à entrada de mais pessoas na atividade;
  • incentivo à criação na agricultura familiar;
  • troca de genética;
  • desenvolvimento de novos produtos e subprodutos;
  • melhor apresentação dos produtos através de uma boa embalagem;
    
A seguir foram relacionados os entraves para a meliponicultura no estado:
valor comercial dos enxames (risco de furto, perdas);
  • individualidade entre produtores;
  • falta de apoio do poder público;
  • falta de padronização das caixas;
  • legislação inadequada;
  • alimentação artificial cara;
  • alto custo da caixa;
  • desinformação;
  • pensamento apenas em lucros;
  • desmatamento e uso indiscriminado de agrotóxicos;
  • dificuldade de se dedicar à atividade (é hobby, lazer);
  • extração e armazenagem;
  • falta de divulgação;
  • conhecimento técnico restrito e mal aplicado;
  • falta de associativismo;

Também foi feita uma relação do que fazer para acabar o amenizar os entraves para a meliponicultura:
  • atuação mais vigorosa junto aos legisladores;
  • socialização do conhecimento adquirido;
  • provimento de floradas para as abelhas;
  • capacitação de mais produtores;
  • organização da classe;
  • inspeção de produtos, garantindo a qualidade e procedência;
   
Diante desses aspectos apresentados, o grupo maior elegeu as 5 prioridades a serem almejadas durante o período de setembro de 2011 a setembro de 2012:
  1. Legislação;
  2. Marketing;
  3. Capacitação;
  4. Associativismo;
  5. Pesquisa.

Aconteceu, também, a escolha de líderes por região, os quais devem representar os meliponicultores junto à FAASC. Os escolhidos foram:
Oeste: Davi Piovezan
Meio Oeste: Ângelo Rosso
Alto Vale do Itajaí: Sigfrid Frömming
Encosta Sul: Rudinei Soares
Extremo Sul: Etevaldo Citadin

Para algumas regiões não chegaram a ser escolhidos os representantes e deverão ser indicados posteriormente: Extremo Oeste; Norte; Litoral Norte; Médio Vale do Itajaí; Planalto Sul; e Litoral Centro.

Como representante estadual foi escolhido o próprio Sigfrid 
Frömming, que instou a todos que unissem seus esforços para que aqueles objetivos definidos possam ser contemplados.


Sigfrid Frömming
   
Sigfrid é realista e já afirmou que não espera um grande diferencial na atividade nesse próximo período, mas são precisos passos pequenos para dar conta do recado, o que vier a mais é lucro.

Já nós temos a certeza que mesmo não alcançando um grande diferencial durante sua gestão, Sigfrid e os outros representantes regionais vão ajudar a preparar uma base sólida onde novos representantes poderão se apoiar para então conseguir um bom crescimento da meliponicultura catarinense e nacional.

   
Parabéns ao Sigfrid, por sua escolha, parabéns aos outros representantes, parabéns aos meliponicultores catarinenses que estão muito bem representados e finalmente parabéns para os meliponicultores de outros estados, que poderemos pegar uma carona no crescimento da meliponicultura barriga-verde.

Está na hora de outros estados seguirem o exemplo dos catarinenses e repensar a meliponicultura, com esperança e entusiasmo, mas com os pés bem plantados no chão.

UGA

José Halley Winckler
Rio de Janeiro 

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