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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo e muitas abelhas em 2011

Amigos da Ame-Rio e Internautas,

Eu não podia deixar acabar o ano sem mostrar para vocês, mais uma vez, como vão as minhas divisões.
Estas próximas quatro fotos são de uma colônia de Uruçus amarelas (Melipona rufiventris), fruto de uma divisão feita no dia 04/12/2010, as fotos foram feitas na última terça feira, 28/12, portanto elas estão com 24 dias. A colônia mãe eu recebi da AME-RIO, através do projeto Uruçu amarela e devo devolver para a associação no final do próximo ano, espero conseguir fazer mais duas divisões antes de precisar devolvê-la.
O desenvolvimento da nova colônia parece ser excelente, afinal tem pouco mais de 3 semanas e só foi alimentada uma vez, no dia da divisão.

Muito mel, e algum pólem, para uma colonia em início de desenvolvimento.

Muita abelha, aparentemente já eclodiram todos os discos fornecidos e ainda deve ter campeiras que foram incluídas no dia da divisão. O maior problema vão ser os próximos 30 a 35 dias sem eclosões novas.

A entrada está sendo construída com carinho, provavelmente vai fornecer uma boa proteção para elas. 

Outra visão da entrada.

As próximas fotos são de uma divisão de mandaçaias (Melipona quadrifasciata quadrifasciata), também feita no dia 04/12/2010 e fotografada em 28/12, portanto também com 24 dias. Esta colônia não teve um desenvolvimento muito forte no início, inclusive aos 14 dias, estava com poucas abelhas e fizemos a transferência de campeiras de uma outra divisão que na época estava com 28 dias e não tinha vingado, nesse dia eu cheguei a visualizar uma princesa, mas ainda não havia postura. O invólucro também não estava com bom aspecto.
Agora o invólucro já está com ótimo aspecto.

Já foi iniciada a postura. Agora acho que vai. Vamos acompanhar e com mais duas semanas devo fornecer um pouco mais de campeiras.

As próximas imagens são das divisões que eu fiz no dia 21/11/2010 e também fotografadas no dia 28/12, quer dizer com 37 dias. Estão tão bem que já parecem colônias antigas, se continuarem assim vão ficar na elite de minhas colônias.
No dia 7 de dezembro eu fiz uma postagem, mostrando a primeira revisão das meninas, quando elas estavam com  14 dias, vocês podem rever essa postagem em: Revisão de divisões de mandaçaias. 

Essas abelhas, que vocês vão ver, só foram alimentadas uma vez, no dia seguinte a divisão. Podem não fazer uma entrada muito bonita, mas o que carregam de barro é brincadeira, felizmente também carregam néctar e pólem, vejam os potes repletos.  

Invólucro bem feito, muito mel e ...
... sete discos em 37 dias, pode parecer muito,...
... não, para quem tinha postura regular aos 14 dias e...
... e cinco discos aos 28 dias. 

Vamos a outra colônia, também de 21/11/2010, portanto também com 28 dias e também com alimentação só no primeiro dia.
Invólucro bem feito e depósitos de mel repletos,
Também com sete discos, só que o sétimo ainda é pequeno,
Ela também tinha uma bonita postura aos 14 dias,
Muito alimento aos 28 dias e ...
... uma postura excepcional aos 28 dias.

Vamos ver como ficou a outra divisão:
Aos 14 dias, ainda não tinha postura, mas já tinha bastante alimento,
Aos 28 se recuperou bem e estava com uma postura linda,
Aos 37 dias, com bastante alimento, invólucro fechado e ...
E cinco discos aos 37 dias, acho que está bom prá caramba.

A outra divisão eu já tinha dito para vocês que não deu certo e que acabei utilizando as campeiras e o alimento para auxiliar a divisão da caixa de vermiculita, que estava patinando.

Fiz também mais três divisões no dia 11 deste mês e no dia 28 tinha uma que estava muito bem e com dois discos de postura, já as outras ainda não apresentavam postura e praticamente todas as células já tinham eclodido, como tinham bastante alimento e uma boa quantidade de abelhas, eu resolvi reforçá-las fornecendo mais dois discos para cada uma, vamos ver nas próximas revisões.

Um abraço a todos e um Feliz 2011, com muitas abelhas e muito mel.

José Halley Winckler

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

POLINIZADORES

Olá,
O Wincker pediu para que meu pai fizesse uma postagem aqui para ajudar.
Meu pai se lembrou do trabalho que fiz para escola este fim de ano.
Eu não queria postar, mas já que ele insistiu, aí vai.
Foi um trabalho que eu e minha colega Renata fizemos juntas, valendo nota para ciências e português.
Tinhamos que fazer uma estória em quadrinhos sobre a matéria de ciências. Queríamos falar sobre algo novo na polinização, então me lembrei das nossas abelhas sem ferrão.
Contei tudo sobre elas para minha amiga de grupo, depois de recortar muita revistinha da Mônica, montamos nossa própria estorinha.
Quem escaneou as nossas colagens foi meu primo. Depois colocamos texto no power point.

No final nossa professora nos chamou para perguntar sobre o que sabíamos sobre essas abelhas. Aí eu contei que sou meliponicultora, e que frequento as aulas da AME-RIO. Contei sobre as jataís,uruçus e mandaçaias.

Ela se convenceu, e acho que tiramos dez !!!! Afinal fiquei com dez na média de ciências !!!!

Mayara

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Meliponicultura na revista Mensagem Doce

Vocês conhecem a Revista Mensagem Doce?

A Mensagem Doce é uma publicação da Associação Paulista de Apicultores Criadores de Abelhas Melíficas Européias (APACAME), que foi fundada em 19 de novembro de 1979 e cujo lema é: "Abelhas a Serviço da Agricultura".

Apesar de ser uma associação de apicultores, entre seus departamentos a APACAME possui um Departamento de Abelha Indígenas Sem Ferrão.

Hoje a revista Mensagem Doce, atualmente com 5 edições por ano (Março, Maio, Julho, Setembro e Novembro), já pode ser acessada on-line. Além da última edição, o site da APACAME nos dá acesso a todas as edições a partir da Edição 42, de Julho de 1997.

Por iniciativa de Waldemar Ribas Monteiro, que atualmente é o Diretor do Departamento de Abelhas Indígenas Sem Ferrão da APACAME, desde a Edição 42, a revista dedica no mínimo uma de suas seções a Meliponicultura e nesses últimos tempos tem sido uma das grandes fontes de informação para os Meliponicultores.

O link que vamos apresentar a seguir, nos levará à pagina de apresentação da última edição da revista, com a imagem da capa da Revista impressa, bem como links para todas as seções da revista.

Caso você queira conhecer as edições anteriores, nessa mesma página também são apresentados links para Edições anteriores, inclusive com imagens de capa de cada uma das edições.

Visite a "Última edição da revista Mensagem Doce" e veja o que ela nos trouxe, dessa vez, sobre Meliponicultura.

 Att,

 Redator AME-RIO

Na data em que foi feita esta postagem, a edição atual era a 109, que foi uma edição dedicada em grande parte a Meliponicultura, conforme podemos ver na relação de matérias:

Editorial: Qual o Rumo da Apicultura?
Congresso: X Congresso Iberolatinoamericano de Apicultura em Natal-RN: Mais um Show de Inovaçoes Apícolas e Meliponícolas no Brasil.
Visita Técnica: Visita aos Meliponários da abelha Uruçu (Melipona scutellaris)
Palestra: Os Meliponíneos em Portugal e na Europa
Atividade: Borboletário / Polinização
Notícia: Inauguração do Laboratório de Sanidade Apícola
Atividade: Encontro dos Apicultores e Meliponicultores do Mês de Novembro 2010

A edição anterior (108) também apresentou muitas matérias sobre Meliponicultura:

Editorial: Meliponicultura Brasileira
Artigo: Radiossensibilidade de Esporos de Paenebacillus larvae subsp.larvae em Mel
Artigo: Boas Práticas e os Registros na Produção Apícola
Experimento: Uma Nova Colméia Para Abelha Sem Ferrão
Notícia: Butantan Produz o Primeiro Lote Piloto de Soro Antiveneno de Abelha
Notícia: Pe. Jesus Santiago Moure
Artigo: Toxicidade de Óleo de Torta de Nim (Azaduachta indica) Para Operárias de Abelhas Apis mellifera
Palestra: Origem da Meliponicultura Brasileira

Além da assistência numerosa a reunião contou a presença: Da esquerda para a direita: Sr. Marcos Luz, Presidente da AME-SAMPA; do Pesquisador e Palestrante João Pedro Cappas e Sousa; Prof. Dr. Paulo Nogueira Neto; Sr. Waldemar Ribas Monteiro, Diretor do departamento de Abelhas Indígenas Sem Ferrão da APACAME; Sr. Gesimar Célio Dos Santos, Coordenador da Lista ABENA e Vice-Presidente da AME-RIO; Dr. Constantino Zara Filho, Presidente Executivo da APACAME; Profa. Dra. Marilda Cortopassi-Laurino e do Sr. Radamés Zovaro, Diretor Técnico da APACAME. 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Revisão em divisão de Mandaçaias - Continuação.

Amigos Associados e Internautas,


Sábado, 18 de dezembro, estive em meu meliponário em Rio Claro e aproveitei para efetuar uma revisão nas divisões que eu fiz dia 21 do mês passado, no dia 7 sete desse mês eu mostrei aqui a situação delas com 12 dias, vocês devem ter acompanhado a minha postagem: Revisão em divisão de Mandaçaias. Já na semana passada eu dei uma nova olhada, apenas por fora, não cheguei a abrir o invólucro dos ninhos para não estressar muito as pequenas, o resultado está na postagem: Notícias de Rio Claro - Projeto Uruçu Amarela e mais... e parecia que tudo ia bem.
Vamos ver como elas estão agora, na revisão de sábado passado, quando elas completaram 27 dias.


Acordei cedo, pouco antes das seis, o dia estava bem claro, tomei meu banho e antes mesmo do café resolvi dar uma olhadinha nas meninas.

6:15 hs, de repente uma névoa começou baixar e tomou conta de todo o sítio.
A mata de onde as abelhas tiram seu alimento, desapareceu completamente, no meio da neblina.

Com o tempo nublado e estranho, as Iraís e Jataís não deram as caras, as Uruçus amarelas, estavam com as vigias a postos, mas sem qualquer movimentação, mas ao chegar perto das caixas de mandaçaias vi que já estavam trabalhando e a todo instante entrava uma abelha carregada de pólem. Mas eu também não estava gostando do tempo e resolvi esperar pelo sol, para inspecionar as novas colônias. 
8:00hs, a névoa já estava levantando.

Mas só lá pelas 9:00hs, com o sol já rachando eu fui olhar as colméias.

Conforme eu falei, minhas mandaçaias ainda não aprenderam a construir um entrada bonita, como aquelas lá da AME-RIO.

Cada vez mais eu penso em contratar as mandaçaias da Mayara,  para vir ensinar às minhas como fazer uma entrada, que mereça uma fotografia. Vocês devem ter visto a matéria: Agora também sou meliponicultor diplomado !!!se aquelas abelhas, com 50 dias fizeram aquela entrada, só quero ver aquela caixa, daqui a um ano. Mas quem vê cara, não vê coração. 
Por dentro é outra coisa. Minhas mandaçaias são construtoras de interior.
Cinco discos em 27 dias! 
Pode até não ser recorde, mas que é impressionante, isto é.

Fiquei tão contente, que até esqueci de mostrar os potes de mel, mas estavam cheios, vai continuar sem alimentação.

Essa outra está até tentando construir uma entrada decente.
Por dentro também é uma boa construtora. E a quantidade de mel, vocês viram?

Só não sei porque as abelhas invocaram com a isca para forídeos e roeram o plástico, aumentando os furos, tinham mais de 50 abelhas afogadas. Precisei tirar a isca, também não funcionava mais mesmo e não vi nenhum forídeo na caixa. E, é claro, a colônia vai continuar sem xarope.
Olhem só esses discos! Brigando pau a pau com a outra.

Esta outra sujou bem a porta de entrada.
Armazenou muito mel.
Não parece ter um ninho excepcional.
Mas, já está com três discos e iniciando o quarto.

Para uma colônia que, há 14 dias, ainda não tinha iniciado a postura, está mais do que bom. E vou continuar economizando no xarope. 

Mas agora, olhem só as próximas fotos: 

Esta é a colônia que tinha perdido as campeiras. 
E que troquei de lugar com a colônia mãe
Mel e pólem a vontade, bastante abelhas.
Muito barro, ninho ainda pequeno, mas...
tchan... tchan... tchan... tchan!!!! 
Vazio..., totalmente vazio!
Todos os três discos fornecidos eclodiram
e nenhuma princesa foi aceita.
Outra decepção e com a mesma colônia!

Bem, eu podia insistir mais uma vez, fornecer uns dois discos novos e torcer para que desta vez aceitassem as princesas, mas achei melhor fazer o contrário, utilizar as abelhas e todo o material para reforçar a divisão que foi para a caixa de vermiculita. Mas essa já é outra história.

Então, que ensinamento podemos tirar disso tudo. Se formos contar só com os três primeiros exemplos, o processo de divisão 2x1 é um tremendo sucesso. Se contarmos só com o quarto exemplo, esse processo pode parecer um tremendo fracasso. Se continuássemos insistindo, poderíamos gastar uma boa quantidade de discos e quem sabe conseguiríamos salvar essa divisão, mas valeria a penas? Eu achei que não.

Mesmo fazendo tudo da mesma forma, nem sempre o resultado é o mesmo, não depende só do meliponicultor, também depende das abelhas.

Já ouvi falar que quando usamos colônias muito fortes como doadoras, é comum não se conseguir sucesso nas divisões, que o melhor seria utilizar colônias fortes, mas não, em exagero.

Bem, se levarmos em conta as quatro divisões feitas no mesmo dia, poderíamos dizer que o nosso processo demonstrou 75% de chances de sucesso. Se formos levar em conta outras quatro divisões feitas posteriormente e que vão bem, espero conseguir alcançar os 87,5% de sucesso, 7 em 8, isso só contando as mandaçaias. 

Mas a efetividade real desse processo, só poderá ser conhecida, se conseguirmos repetir a experiência inúmeras vezes, sempre nas mesmas condições, para que a média de sucessos alcançada possa ter validade estatística.  Acho que esse, inúmeras vezes, deve ficar acima de uma centena de vezes, mas aí já é preciso um estatístico para dizer.

Com certeza a média que estou conseguindo já pode ser considerada uma boa taxa de acerto. Pode ser melhor? Pode. Mas, também poderia ser pior. Nem Aidar conseguiu os 100% de sucesso em suas divisões de mandaçaias.

Uga

José Halley Winckler