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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Aceitando a vontade da maioria.

Amigos da AME-RIO,

Achei essa matéria do Fernando Reinach, no Estadão, superinteressante e muito atual. Embora a matéria seja referente às abelhas com ferrão, eu resolvi replicá-la em nosso site, principalmente porque elas parecem ser mais democratas que muitos de nós. Mas leiam vocês mesmos, acho que vão gostar.

Um abraço,
José Halley Winckler

Fernando Reinach
Início do conteúdo

Como as abelhas exercem a democracia

12 de janeiro de 2012 | 3h 02


Fernando Reinach - O Estado de S.Paulo


Apesar de terem uma rainha, as abelhas tomam decisões usando um processo democrático, que envolve a formação de opiniões individuais e a construção de um consenso coletivo. Agora foi descoberto um novo mecanismo que atua nesse processo. Um sofisticado processo de inibição é capaz de transformar os proponentes da proposta perdedora em defensores da proposta vencedora. Esse mecanismo permite à colmeia atuar unida após o término da eleição.
O processo de formação de uma nova colmeia é bem conhecido. Uma jovem rainha e um grupo de operárias saem da colmeia original e se agrupam em um local próximo. Sua primeira tarefa é decidir onde vão construir a nova colmeia. É uma decisão importante, uma vez que a escolha de um local ruim pode levar a colmeia incipiente à extinção.
Na primeira etapa, o grupo envia as operárias mais experientes para sondar as redondezas. Cada uma delas escolhe o local que acha melhor e defende a sua escolha. Isso ocorre por meio de uma espécie de dança. Essa dança tem duas partes: a primeira consiste em caminhar rebolando em linha reta; a segunda, numa curva sem rebolado, que faz com que a abelha volte para onde iniciou seu rebolado.
O comprimento do percurso em que a abelha caminha rebolando indica a distância até o local proposto; o ângulo da curva indica a direção em que as abelhas têm de voar para chegar ao local. E o número de vezes que ela repete a dança indica a avaliação que ela faz do local. Normalmente, diversas abelhas visitam cada local e fazem a propaganda dele para as colegas. Os diversos partidos políticos (cada um defendendo seu local) dançam até convencer a maioria. Quando isso ocorre, termina a eleição e todas as abelhas, mesmo a rainha, partem para o local escolhido e começam a construir a nova colmeia.
Quando estudaram a maneira como as abelhas analisam as diversas propostas e tomam a decisão (apuração dos votos e declaração da proposta vencedora), cientistas observaram que durante a dança ocorria algo estranho. Enquanto uma abelha dançava, várias outras davam cabeçadas na dançarina - e, dependendo do número de cabeçadas, parecia que ela resolvia parar de repetir a sua dança. Aí eles se perguntaram quem eram as abelhas que davam as cabeçadas.
Para identificá-las, soltaram grupos de abelhas que procuravam um local para fazer uma colmeia em uma ilha deserta, sem locais adequados. Nessa ilha, colocaram duas caixas de madeira adequadas para a nova colmeia. Mas essas caixas continham pequenas quantidades de tinta; assim, as operárias que visitavam as caixas ficavam com as costas marcadas de amarelo (caixa 1) ou rosa (caixa 2). Assim, os cientistas puderam filmar as danças das operárias, identificar as que estavam propondo a caixa 1 ou a 2 (rosa) e contar os votos.
Intriga da oposição. A observação mais interessante foi a identidade das abelhas que davam as cabeçadas. Se uma abelha "amarela" estava dançando, as cabeçadas inibitórias eram sempre das "rosas" e vice-versa. Eles também demonstraram que o número de cabeçadas inibia a quantidade de dança e, portanto, o poder de convencimento das abelhas.
Como as abelhas que possuem maioria têm mais possibilidades de dançar sem levar cabeçadas - e ao mesmo tempo têm a possibilidade de dar mais cabeçadas nas defensoras da proposta adversária -, esse mecanismo leva a uma convergência mais rápida para o consenso. Os cientistas fizeram modelos matemáticos que simulam esse mecanismo de inibição e eles confirmam que a presença de um mecanismo de inibição leva a uma decisão mais rápida, convertendo os perdedores em adeptos da proposta vencedora, garantindo que as abelhas fiquem alinhadas com a proposta vencedora e juntem forças para construir a colmeia no local escolhido.
Nas democracias humanas, não temos um modelo semelhante. Mesmo depois de conhecida a vontade da maioria, é normal os perdedores sabotarem a vontade da maioria. É verdade que muitas vezes ouvimos discursos nos quais o candidato derrotado decreta que "decidido o pleito, vamos trabalhar juntos pela proposta vencedora", mas na maioria das vezes isso não passa de retórica.
É interessante observar como as abelhas, mesmo com um cérebro minúsculo e comportamentos relativamente simples, implementam um processo democrático eficiente, que resulta na execução rápida e eficaz da vontade da maioria. É uma evidência de que o ego dos políticos humanos é um dos componentes que prejudicam os processos democráticos. Abelhas, afinal, que se saiba, não possuem ego ou orgulho exacerbado nem pecam pela falta de humildade.
Fernando Reinach é biólogo / Mais informações: STOP SIGNALS , PROVIDE CROSS INHIBITION IN COLLECTIVE DECISION-MAKING BY HONEYBEE SWARMS. SCIENCE, VOL. 335, PÁG. 108.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Abelha Guaraipo (Melipona bicolor bicolor

Amigos da AME-RIO e Internautas,

Hoje, o Carlos Pereira, um associado recente da AME-RIO, perguntou se alguém tinha imagens da Melipona bicolor bicolor.

Fui procurar na Internet e vi que a maioria das imagens que aparece é de uma outra espécie afim, a Melipona bicolor schenki, que é natural do sul do Brasil, mas também existe em matas altas e úmidas da região sudeste.

Ja a Melipona bicolor bicolor é mais encontrada na região sudeste. É é uma abelha muito bonita, parecida com a jandaira nordestina e que ainda encontramos nas matas do Rio de Janeiro, eu pessoalmente sei de um ninho no Parque Estadual da Pedra Branca e participei da transferência de troncos para caixas racionais, de duas Guaraipos, isso em Paty do Alferes, junto com os amigos Heraclito Sette e Luiz Santos, este último tem um sítio nessa cidade.

Luiz, Heráclito e Tibúrcio.

Para o pessoal que quer conhecer a guaraipo, eu tenho um vídeo, bem fraquinho, mas que mostra algumas abelhas tentando recolher cera de resíduos da transferência que fizemos. Não liguem para o som de fundo, são nossos amigos Heráclito e Luiz, conversando sobre outras abelhas que também foram transferidas naquela ocasião.



Um dia desses eu tomo vergonha e faço uma postagem completa daquela transferência, enquanto isso eu deixo com vocês as informações colhidas no Laboratório de Abelhas da USP.

UGA
José Halley Winckler
Rio de Janeiro




Nome popular : GUARUPU
Taxonomia
· Hymenoptera
. Apoidea
. Apidae
· Meliponini
Nome científico: Melipona bicolor bicolor (Lepeletier, 1836)
Nome popular: Guarupu (www.webbee.org.br)
Distribuição geográfica
Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo (Silveira et al., 2002).
Referência
Silveira et al., 2002. Abelhas Brasileiras. Belo Horizonte.
Ecologia
É a única espécie de Melipona estudada até o momento que é facultativamente poligínica, isto é, os ninhos podem ter uma ou mais rainhas fecundadas atuando na postura. Favos horizontais ou helicoidais, com invóluvro. Os potes podem ser grandes, com mais de 4cm de diâmetro; o tamanho dos potes varia com o estado da colônia. Os machos têm olhos pretos ou esverdeados. A coloração das abelhas pode variar de amarelada até bem mais escura; Melipona bicolor schenki Gribodo 1893, que ocorre no Sul do país, é de cor grafite a negra. Esta abelha geralmente faz seu ninho na base das árvores, mas eventualmente é encontrada em ocos no alto das árvores. Outrora abundante na Mata Atlântica, foi a Melipona mais coletada por Wilms et al. (1996) na Estação Biológica de Boracéia. Está na lista das espécies ameaçadas de extinção do Paraná, presumivelmente em extinção em Minas Gerais e vulnerável no Rio Grande do Sul.
Referência
Wilms, W.; Imperatriz-Fonseca, V. L.; Engels, W.1996- Resource partitioning between highly eusocial bees and possible impact of the introduced honeybee on native stingless bees in the Brazilian Atlantic rainforest. Stud. Neotrop. Fauna and Environm., v. 31, p. 137-151.

Fotos de espécimes da coleção
operária - vista frontal
operária - vista lateral
operária - asa
operária - perna posterior
macho - vista frontal
macho - vista lateral
Fotos: Sylvia Maria Matsuda - Laboratório de Abelhas
Fotos da entrada e do interior do ninho
entradas
Fotos: Laboratório de Abelhas
entrada
interior do ninho
Fotos: Tom Wesenlers


Plantas utilizadas por esta espécie para forrageamento
  • Aegiphila sellowiana
  • Allophylus petiolulatus
  • Aloysia gratissima
  • Baccharis megapotamica
  • Baccharis spicata
  • Baccharis tridentata var. subopposita
  • Baccharis uncinella
  • Bathysa australis
  • Bathysa meridionalis
  • Begonia boraceiensis
  • Begonia fischeri
  • Begonia fruticosa
  • Begonia luxurians
  • Behuria semiserrata
  • Borreria radula
  • Borreria verbenoides
  • Borreria verticillata
  • Calea phyllolepis
    Campomanesia phaea
  • Casearia sylvestris
  • Clethra scabra
  • Cordia trichoclada
  • Cosmos sulphureus
  • Croton cf. paulistianus
  • Croton floribundus
  • Croton priscus
  • Cupania oblongifolia
  • Cupania vernalis
  • Cupania zanthoxyloides
  • Cyphomandra corymbiflora
  • Dalbergia frutescens
  • Elephantopus mollis
  • Escallonia bifida
  • Eugenia reitziana
  • Eupatorium gaudichaudianum
  • Eupatorium inulaefolium
  • Eupatorium nummularia
  • Eupatorium tweedianum
  • Eupatorium velutinum
  • Hemerocallis flava
  • Ilex microdonta
  • Ilex paraguariensis
  • Inga lenticifolia
  • Inga marginata
  • Lamanonia speciosa
  • Laplacea semiserrata
  • Machaerium oblongifolium
  • Miconia cabucu
  • Miconia cinerascens
  • Miconia fasciculata
  • Miconia inaegidans
  • Miconia theaezans
  • Mikania burchellii
  • Mikania conferta
  • Mikania involucrata
  • Mikania paranensis
  • Mimosa scabrella
  • Mitracarpus hirtus
  • Myrceugenia euosma
  • Myrceugenia miersiana
  • Myrcia arborescens
  • Myrcia laquotteana
  • Myrcia obtecta
  • Myrcia pubipetala
  • Myrcia tomentosa
  • Ocotea dispersa
  • Ocotea glaziovii
  • Orthosia urceolata
  • Paullinia carpopodea
  • Piptocarpha axillaris
  • Piptocarpha oblonga
  • Psychotria cf. velloziana
  • Psychotria longipes
  • Psychotria suterella
  • Psychotria velloziana
  • Rapanea umbellata
  • Rubus rosaefolius
  • Sclerolobium denudatum
  • Senecio brasiliensis
  • Serjania gracilis
  • Serjania multiflora
  • Solanum aff. diflorum
  • Solanum cf. falcatum
  • Solanum concinnum
  • Solanum gemellum
  • Solanum inaequale
  • Solanum megalochiton
  • Solanum variabile
  • Solidago chilensis
  • Struthanthus concinnus
  • Struthanthus confertus
  • Symplocos variabilis
  • Tibouchina granulosa
  • Tibouchina sellowiana
  • Verbena cf. alata
  • Vernonia cf. puberula
  • Vernonia diffusa
  • Vernonia platensis
  • Vernonia tweediana
Referências
HARTER, B. 1999. Bienen und ihre Trachtpflanzen im Araukarien-Hochland von Rio Grande do Sul, mit Fallstudien zur bestäubung von Pionierpflanzen. PHD Thesis. Fakultät für Biologie de Eberhard-Karls-Universität Tübingen.185p.
AGUILAR, J.B.V. 1998. A comunidade de abelhas (Hymenoptera: Apoidea) da Reserva Florestal de Morro Grande, Cotia, São Paulo. PHD Thesis. Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 84p.
WILMS, W. 1995. Die Bienenfauna im Kustenregenwald Brasiliens und ihre Beziehungen zu Blütenpflanzen: Fallstudie Boracéia, São Paulo. PHD Thesis.
BARBOLA, I.F. 1993. A comunidade de Apoidea (Hymenoptera) da reserva Passa Dois (Lapa, Paraná): Diversidade, fenologia e relações tróficas. MSC Thesis. Ciências Biológicas, da Universidade Federal do Paraná, Brazil. 103p.
CORTOPASSI-LAURINO, M. 1982. Divisão de recursos tróficos entre abelhas sociais principalmente Apis mellifera Linné e Trigona (Trigona) spinipes Fabricius (Apidae, Hymenoptera). São Paulo, USP, 180p. PHD Thesis. Departamento de Zoologia.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Reunião da AME-RIO - Janeiro

Amigos da AME-RIO e Internautas,

Ontem, realizamos nas dependências da escola Wenceslao Bello, na Penha, Rio de Janeiro, a primeira reunião desse ano. Dessa vez não foi uma reunião de estudos, mas uma Assembléia Geral Ordinária, tratando mais de assuntos internos e urgentes de nossa associação. Vou tentar reproduzir aqui o que foi a reunião:

Por ser Assembléia Geral, a reunião precisava quorum para ser realizada, portanto não pode começar no horário previsto para as 9:00hs, precisando aguardar para o horário de segunda convocação, quando pode ser realizada com a presença de mais de um terço dos associados em dia com suas obrigações.

Enquanto se esperava o início da reunião a diretoria projetou algumas imagens de florações de plantas melíferas, entre elas uma esplêndida floração de Ora-pro-nobis (Pereskia aculeata), do latim "rogai-por-nós", que é uma cactácea, um cacto trepadeira com folhas. Tem espinhos e pode ser usada em cercas vivas, se desenvolvendo bem tanto na sombra como no Sol. Originária do continente americano, encontram-se variedades dessa hortaliça perene, rústica e resistente à seca da região sudeste do Brasil, à Florida nos
Estados Unidos.
Vídeo disponibilizado por Oderno Teves

Segundo as tradições populares, o nome dessa planta teria sido criado por pessoas que a colhiam no quintal de um padre, enquanto ele rezava em latim: Ora pro nobis. O nome científico é uma homenagem ao cientista francês Nicolas-Claude Fabri de Peiresc, e o termo aculeata vem do latim e significa espinho ou agulha.

É um vegetal rico em ferro e ajuda a curar anemias. Usa-se como o orégano, em forma de folha seca e moída. Também é usado no preparo da farinha múltipla, complemento nutricional no combate à fome. Suas folhas são ricas em mucilagem, que contribui para o bom funcionamento do intestino.

Ora-pro-nobis (Pereskia aculeata)

As folhas secas e moídas são usadas em diferentes receitas, especialmente em sopas, omeletes, tortas e refogados. Muita gente prefere consumir as folhas cruas em saladas ou refogadas, acompanhando o prato principal. Outros usam como mistura para enriquecer farinha, massas e pães em geral. Nas cidades históricas de Minas Gerais é servido cotidianamente, sendo considerada a planta mais popular.

Pela riqueza de sua floração em pólen e néctar, é considerado excelente planta melífera. Possui 25,4% de proteínas, sendo conhecido como "carne dos pobres", vitaminas A, B e C, rica em ferro e minerais como cálcio e fósforo.
Outro vídeo do Oderno, com enorme revoada de abelhas

A variedade com flores brancas é a mais adequada para consumo, e suas folhas podem ser ingeridas refogadas ou mesmo cruas, as flores também são comestíveis. A variedade comestível tem o miolo alaranjado e folhas pequenas e suculentas. Serve também para alimentação animal, in natura ou na ração, barateando os custos de produção.

O ora-pro-nobis é propagado por meio de estacas plantadas em solo fértil enriquecido com matéria orgânica e, depois de enraizadas, são transplantadas para o local definitivo.

O ora-pro-nobis não pode ser confundido com a variedade grandiflora ou a bleo que têm flores rosa (muito comuns no Brasil e difíceis de serem diferenciadas sem a florada.

Entre outros, também foi projetado um vídeo da Embrapa Amazonia Oriental, a respeito de Meliponicultura.



As 10 horas iniciámos a reunião, eu vou tentar descrever a mesma, mas vou precisar utilizar a memória, o responsável pela ata foi o Carlos Ivan, que secretariou a Assembléia, qualquer coisa eu corrijo depois.

A reunião foi aberta por nosso Presidente Andreas Dako, que relembrou o aniversário de 5 anos da AME-RIO, comemorado no dia 13 de Janeiro e também o aniversário da CBA, confederação master da apicultura e meliponicultura brasileira, que transcorre em 28 de Janeiro, data em que estávamos realizando nossa reunião. O presidente também parabenizou o Adalto Monteiro de Castro, nosso associado e que aniversaria neste mês.


Após as palavras iniciais, o Andreas indicou o Marco Antonio Guimarães para presidir a Assembléia, indicação aceita pela totalidade dos presentes e pelo próprio. O Marco Antonio convidou o Carlos Ivan Siqueira  para secretariar a Assembléia.


1) Dando inicio aos trabalhos da Assembléia, o Presidente passou a palavra ao Andreas, pedindo para ele explicar por que precisava que a Assembléia ratificasse seu nome, como Presidente da associação. O Andreas disse que embora tivesse sido eleito Vice-presidente, e portanto fosse por direito e de fato o sucessor de nosso finado Presidente Pompílio, seu nome não constava como Presidente em nenhum documento registrado. E como ele necessitava representar a Associação junto a órgãos oficiais e instituições financeiras, precisava ter um documento oficial da Associação dizendo que ele era o Presidente da AME-RIO. Pelo mesmo motivo ele pediu que os diretores indicados por ele, fossem confirmados oficialmente em seus cargos. Como nenhum dos presentes se opôs, o Presidente da Assembléia determinou que isso fosse lavrado em ata.


2) A seguir foram apresentadas as contas do período anterior e o parecer do Conselho Fiscal entregue pelo Presidente do Conselho Fiscal Sr. Pedro Paulo Peixoto.


O Presidente Andreas, com a concordância do atual diretor financeiro, Altino Silva Neves, apresentou os saldos financeiros da associação e discriminou o patrimônio referente às colmeias de abelhas sem ferrão que  possuímos apenas pelo número de colmeias, já que as mesmas só terão valor monetário se efetuada a venda.  A seguir o sócio Gesimar Célio leu o parecer do Conselho Fiscal que declara que as notas fiscais e o movimento apresentado pareciam corretos, apenas diverge do modo de apresentação do patrimônio em colmeias em poder dos associados.


Posta em votaçao as contas do período foram aprovadas pela maioria dos presentes.


3) Quanto a eleição de novo conselheiro para o Conselho Fiscal, foi levantado que o Conselho Fiscal já tem três suplentes eleitos, não sendo necessária nova eleição para completar os membros efetivos e por isso o presidente determinou que os membros remanescentes devem ser convocados para se reunir e apresentar a nova formação do conselho fiscal efetivo.

4) Quanto a indicação de quem deveria substituir o Presidente nos seus impedimentos e em caso de vacância do cargo, ficou decidido que deve ser cumprido o atual estatuto e portanto não existe sucessor em caso de vacância do cargo, portanto uma Assembléia Geral Extraordinária, precisará ser convocada, para eleição de Presidente e Vice-presidente para completar a atual gestão. Para substituir o presidente em caso de eventuais impedimentos, o estatuto já dá ao presidente o direito de nomear alguém para representá-lo em atividades internas e externas. De ato pronto o presidente indicou o Carlos Ivan Siqueira, como a pessoa encarregada de substituí-lo em eventuais necessidades.

5) Alteração do estatuto para inclusão da diretoria de divulgação: Ao ser feita a sugestão o associado José Winckler argumentou que não seria necessário, que um coordenador poderia ser nomeado para essa função. Concordando com a argumentação a Assembléia achou por bem deixar essa alteração para ser melhor estudada em uma próxima revisão do Estatuto.


6) Alterar os estatutos para incluir item que definisse como atribuição compulsória da diretoria a divulgação previa do Plano de Atividades Anual: O presidente Andreas pediu a palavra e argumentou que a seu ver um Plano Anual de Atividades não era factível, que isso já tinha sido divulgado em gestões anteriores e que precisou ser alterado no final, e que para divulgar um plano de atividades que contivesse expressões tipo "a ser confirmado" era melhor não divulgar nada. Que já tínhamos definido um calendário de reuniões e isso para ele parecia suficiente, se bem que o próprio calendário de reuniões precisou ser alterado, logo na primeira reunião, pois como não temos local próprio, dependemos de utilização de locais cedidos por terceiros e que estes não tem como confirmar programação com a antecedência pretendida. A Assembléia secundou a opinião expressa pelo Presidente Andreas.


7) Re-exame da decisão da AGO de janeiro do ano passado que criou novas categorias de sócios. Depois de extensas discussões a Assembléia decidiu extinguir a categoria de Sócio Especial 1, composta por sócios  inadimplentes a mais de 3 meses, que perdiam temporariamente os seus direitos, até solicitarem sua volta a categoria de sócio contribuintes, para isso precisariam fazer o pagamento de apenas 3 mensalidades. As categorias de Sócios Especiais 2 e 3 permanecerão, sendo entretanto renomeadas para Sócios especiais 1  e 2, e integradas por sócios que pediram afastamento e que durante o seu afastamento não terão obrigação de pagar mensalidades, mas não poderão usufruir dos direitos de sócios, voltando a categoria de contribuinte assim que pedirem o cancelamento do afastamento, para pedir o afastamento os sócios precisam estar adimplentes com suas obrigações. A outra categoria é constituída de estudantes ou ruralistas que comprovarem não ter como cumprir com a obrigação financeira dos associados contribuintes, estes associados poderão participar de todos os eventos e cursos da entidade, mas não tem o direito de voto ou de serem votados.


8) Formação de comissão encarregada de revisar, alterar e apresentar versão consolidada do Estatuto, a ser aprovada por Assembléia Geral. Essa proposição foi aprovada pela Assembléia que indicou os senhores Walter Gressler, Gesimar Célio dos Santos e José Halley Winckler para formar a referida comissão.

9) Concessão de títulos de sócios honorários e inclusão no Conselho de Ciência: a Assembléia confirmou as indicações do Prof. Dr. Rogério Marcos de Oliveira Alves e do Sr. Waldir Ribeiro Osório.

Depois disso foram tratados em assuntos gerais, alguns assuntos internos da diretoria e o Presidente da AGO, Marco Antonio, encerrou a Assembléia, solicitando ao secretário que todos os assuntos tratados fossem registrado na Ata, para que a mesma possa ser registrada.

Espero não ter esquecido nada mais importante.

Nossa próxima reunião será no dia 25 de fevereiro, no Parque Estadual da Pedra Branca.

UGA
José Halley Winckler

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

As estações do ano - produção das abelhas

Olá a todos ! hoje irei falar sobre o planeta terra, e as estações do ano, e as abelhas;

_e começaremos com as apresentações sobre nosso maravilhoso mundo que nos mantêm, nos dá abrigo vida e morte.onde tudo começa e tudo termina.
nosso planeta é único no sistema solar,talvez até no universo.e não há surpresa quando você considera a exorbitante sorte ,que foi necessária para criar nosso mundo.

O que torna a terra tão especial,foi a maneira como tudo se juntou e se uniu para criar as condições perfeitas para a vida.Foram necessários 4 bilhões e meio de anos para transformar a terra de uma rocha barrenta no mundo que conheçemos hoje.está sendo uma íncrivel jornada de catástrofe e renovação.Mas agora este íncrivel e raro planeta,está enfrentando seu maior desafio,a humanidade!!!
a questão é ele sobreviverá????
meu nome é elvis oliveira e quero mostrar para vocês como uma parte de nosso mundo funciona.
existem quatro estações, 4 estações,quentes,frias,floridas,chuvosas.
vamos começar pelo VERÃO:
Verãoverão:O movimento de translação e a inclinação do eixo terrestre em 23°27’ em relação ao plano orbital são responsáveis pela variação de energia solar que atinge a superfície terrestre durante o ano. Essa diferença de radiação solar durante o ano resultou em quatro estações: primavera, verão, outono e inverno.
O verão é a estação do ano que sucede a primavera e antecede o outono. No Hemisfério Norte, o verão se estende de 21 de junho a 23 de setembro; no Hemisfério Sul, ele ocorre entre os dias 21 de dezembro a 20 de março.
Durante essa estação do ano, uma porção da Terra está mais próxima do Sol, fazendo com que os dias sejam mais longos que as noites. Esse fato faz com que vários países adotem o horário de verão, adiantando em uma hora o relógio, de forma a economizar energia elétrica e diminuir o consumo nos horários de pico.
As temperaturas são elevadas e é comum a ocorrência de chuvas, pois a evaporação das águas se intensifica em razão do calor. Normalmente, o verão é a estação do ano destinada às férias escolares, pois esse período é propício à realização de viagens, sobretudo para cidades litorâneas.
Outono outono: O Outono é uma estação caracterizada pelas noites mais longas que os dias. Outros fenômenos marcantes desse período são as mudanças bruscas de temperatura, diminuição da umidade do ar, a mudança na coloração das folhas das árvores (elas começam a “amarelar”), etc.
No Hemisfério Norte, o outono tem início no dia 23 de setembro e termina no dia 22 de dezembro; no Hemisfério Sul, essa estação do ano se inicia no dia 20 de março e termina no dia 20 de junho.
Durante essa estação ocorre a maioria das colheitas agrícolas, pois os produtos cultivados já estão bastante desenvolvidos. As folhas, com poucos nutrientes, além dos frutos bastante maduros, caem no chão. O outono é a estação de transição do verão para o inverno.
Inverno inverno:Caracterizado como a estação com as temperaturas mais baixas, o inverno se entende de 21 de dezembro a 22 de março, no Hemisfério Norte; e de 21 de junho a 23 de setembro no Hemisfério Sul. O inverno tem início com o término do outono e antecede a primavera.
As noites são mais longas que os dias nas regiões onde é inverno, visto que a incidência de raios solares é menor nessa porção da Terra. Durante essa estação do ano, várias espécies de aves migram para outros locais com o intuito de fugir do frio.
Os países localizados na Zona Temperada do Norte (entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico) e na Zona Temperada do Sul (entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico) apresentam as quatro estações bem definidas, com invernos rigorosos, registrando baixas temperaturas.
O Brasil, por apresentar a maior parte do território na Zona Intertropical (próxima à linha do Equador), não possui as quatro estações bem definidas. O inverno é mais rigoroso nos estados da Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Esses locais podem registrar temperaturas negativas, além da ocorrência de neve em determinados pontos.
e a primavera!!!:Primavera:A primavera é a estação do ano que tem início com o fim do inverno. No Hemisfério Sul, a primavera começa no dia 23 de setembro e termina no dia 21 de dezembro; no Hemisfério Norte, essa estação inicia no dia 22 de março e termina em 21 de junho.
A principal característica da primavera é o reflorescimento da flora, sendo considerada a estação mais florida do ano. Esse período é marcado por belas paisagens formadas pela natureza, com uma grande diversidade de flores, tais como orquídeas, jasmim, violeta, hortênsia, crisântemo, entre outras.
A temperatura durante a primavera é bastante agradável. No entanto, é importante ressaltar que essas estações são bem definidas apenas na Zona Temperada do Norte (entre o Círculo Polar Ártico e o Trópico de Câncer) e na Zona Temperada do Sul (entre Círculo Polar Antártico e o Tropico de Capricórnio)e nestas épocas que o trabalho das abelhas se intensifica muito mais,com a alta produção de flores, uma colméia tende a produzir muito mais.é justamente nesta época e no verão , que a rainha,visa que a produção é três vezes maior,começa a produzir células reais, as quais originaram uma futura rainha que formará um novo enxame.ou se o enxame for novo, a rainha produzirá,muitos ovos,sem a idéia, de produção de um novo enxame.como terá mais flores, terá mais abelhas,que darão mais néctar e polén,que darão mais discos de cria!
por isso que é melhor dividir enxames na primavera e no verão!

abraços,
Elvis Oliveira




Nota da Redação:

Elvis Oliveira tem 13 anos, é apaixonado por meliponicultura, mora na região do Pantanal e cria abelhas Jataí.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Iniciando a criação de Jatais - Capitulo V

Amigos da AME-RIO e Internautas,

Dando seqüência a nossa serie de postagem, mostrando uma enxameação de Jataís (Tetragonisca angustula), que tenta se estabelecer em um pote de sorvete. Vou deixar de falar possível enxameação, pois é uma enxameação, agora é torcer para que ela se desenvolva com sucesso.


Na última postagem,  http://www.ame-rio.org/2012/01/amigos-da-ame-rio-e-internautas-hoje.html , vimos que as abelhinhas tinham reconstruído sua entrada e que o movimento tinha se intensificado.


Então vamos continuar com o relato de minha cunhada.

"(...continuando)

.....

Também vi um visitante (ou intruso), já pela segunda vez e hoje eu estava com a câmera na mão: um marimbondo preto. Ele voou no meio das abelhas, pousou algumas vezes, uma vez ele parecia que ia pegar uma das abelhas, as abelhinhas desviaram, não atacaram.




E o melhor no fim: com todo cuidado e calma arrisquei uma olhada para dentro da casinha. Que espetáculo! Mas vejam vocês mesmos, na foto. 


E fica também respondida a grande questão: se temos uma rainha ? Sim!!!! :)   A parte onde ela estava sentada não ficou 100% nítida, mas não quis incomodar as abelhas demais, então tirei uma fotinha só.

Uma boa semana para vocês!

Beijo, Ines e Rodrigo"

Maravilha ! 

Já começaram a construir as estruturas do ninho e parece que a soberana já assumiu o seu trono.




Ainda não atingiu a plenitude fisiogástrica, mas está lá, firme, sacudindo as asas, espalhando seus feromônios e mantendo a agregação da nova colônia. Agora é preciso acompanhar com mais calma. 

Eu os aconselhei a proteger melhor o pote, revestindo-o totalmente de papelão ou então que fosse colocado dentro de uma caixa, de madeira ou papelão, mas que ficasse fechado, protegido de excesso de calor e frio e onde não entrasse qualquer claridade, para que as abelhas não se sintam obrigadas a propolisar tudo por dentro, impedindo futuras observações. 

Também pedi que, se fosse possivel, colocassem um acetato ou plástico transparente na boca do pote, para possibilitar eventuais observações sem a perda de feromônios.

Vamos aguardar o envio de novas imagens e comentários, mas minha cunhada já falou que agora que elas estão com movimento interno, vai espaçar mais as observações.

UGA

José Halley Winckler
Rio de Janeiro.

Essa enxameação aconteceu em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, em um bairro alto e arborizado.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Iniciando a criação de Jatais - Capitulo IV

Amigos da AME-RIO e Internautas,

Hoje vamos dar continuação a nossa série de postagens mostrando uma possível enxameação de Jataís (Tetragonisca angustula), que estão tentando fazer sua casa em um pote de sorvete. Vocês podem ver a postagem anterior em: http://www.ame-rio.org/2012/01/iniciando-criacao-de-jatais-capitulo.html 

Nessa postagem a minha cunhada expressou sua preocupação pelas abelhas terem destruído a sua entrada, durante a aproximação de um temporal, no início da noite de sábado. Bem, parece que no domingo a coisa já tinha mudado. Acompanhem:

"Olá

Hoje de manha, as 7:20h, as abelhas já estavam acordadas e trabalhando bastante. 



Elas refizeram a entrada outra vez...


... desta vez em forma de concha com parede fina. 



Ah, também estou enviando um videozinho, mostrando o movimento das abelhas nesse domingo, foi o dia inteiro assim:


video

Agora de tardezinha, ainda tinha bastante movimento na frente da casinha.


Beijos",

É, como ela tinha dito anteriormente, as abelhas são surpreendentes, quando parece que está tudo bem, elas vão lá e desmancham tudo o que tinham feito, no outro dia fazem tudo de novo... e a gente só pode esperar.... e torcer que nos próximos dias elas estejam ainda melhores.


UGA


José Halley Winckler
Rio de Janeiro


A enxameação está acontecendo na cidade de São Leopoldo no Rio Grande do Sul, em um bairro alto e muito arborizado.