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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Abelhas Brasileiras e o Mel

Reproduzo abaixo, na integra,  mais um texto que achei na rede. Só tomei a liberdade de rechear o conteúdo com algumas imagens.
Não consegui achar o nome do autor deste texto, mas a página de onde extraí, diz se tratar de trabalhos escolares, e parte do texto acham-se reproduzidos em vários outros trabalhos. 

A história do mel e das abelhas brasileiras não é, em quase nada, diferente dos demais produtos medicinais resultantes da flora brasileira.
O pouco valor que damos aos produtos naturais nativos é igual para todos os seguimentos da fauna, flora ou mineral. Assim, não deve o leitor esperar prestígio, aproveitamento, e desenvolvimento de tecnologia para o mel ou para as colmeias nativas. A mesma substituição registrada nas essências e no produtos usados na farmácia vale para o mel e seus derivados.
Anchieta foi o primeiro dos viajantes a falar da abundância do mel e das espécies de abelhas existentes no Brasil, e diz: “Encontram-se quase vinte espécies diversas de abelhas, das quais umas fabricam o mel nos troncos das árvores, outras em cortiços construídos entre os ramos, outras debaixo da terra, donde sucede que haja grande abundância de cera. Usamos do mel para curar feridas, que saram facilmente pela proteção divina. A cera é usada unicamente na fabricação de velas”.
É também Anchieta o primeiro a denunciar a existência de mel tóxico. “Há porém, como disse, muitas espécies de mel, mas as que os índios chamam “Eiraaquãyeta”, mel de muitos buracos, porque as abelhas fazem muitas entradas na colmeia. Logo que se bebe este mel , toma todas as juntas do corpo, contrai os nervos, produz dor e tremor, provoca vômitos e destempera o ventre”
Outro viajante que relata os usos dos produtos das abelhas é Saint’Hilaire no começo do século passado. “O Conde da Barca, ministro do rei D. João VI, mandara fazer muitas experiências a fim de purificar a cera de abelhas indígenas e nenhuma tivera êxito.
( Com certeza foi a razão de D. João autorizar a introdução de abelhas APIS no Reino, pois a corte precisava de velas )

"_ Vi na cidade de Goiás um operário que purificava muito bem, e cujo segredo consistia em fundi-la, dividi-la em pequenos pedaços, e expô-los ao sol. Repetia essa operação até dezesseis vezes, o que tomava dois ou três meses, e ao cabo desse tempo a cera estava quase tão branca como a das abelhas domésticas. Usei velas feitas com essa cera e fiquei satisfeitíssimo; achei, que sua luz era muito mais vermelha que a das excelentes velas que se vendiam no Rio de Janeiro, que dava muito mais fumaça e se derretia rapidamente. É impossível dizer a que abelhas se devia a cera de Goiás, mas presumo que não provinha de uma única espécie. Quanto a que a cera que se usa em todo o Brasil, vem da África; As velas feitas com esta cera é mal modelada e tem uma coloração amarela, mas é dura e não se desfaz com o calor, mesmo quando se trabalha fora ou em ranchos abertos”.
Segundo o Dr. Paulo Nogueira Neto, estudioso das abelhas Meloponineos para o Museu Nacional, primeiro a ensaiar uma criação científica, as velas, de muitos lugares da América Latina, são extraídas das abelhas. Segundo este estudiosos “é provável que a maior parte do mel e da cera usados nos três primeiros séculos após o descobrimento viesse da abelha Uruçu, a mais vulgar e a mais abundante em todo o Brasil”.
Saint’Hilaire como Anchieta faz relato de envenenamento por consumo de mel e escreve: “Firmino (o tropeiro dele), segundo seus hábitos foi procurar mel selvagem nos campos. Encontrou no chão uma colmeia de abelhas negras e voltou para casa com um grande vaso cheio de mel de gosto acre detestável. Parece que ele bebeu muito dele, teve vômitos, e quando chegamos ao Rio dos Pilões, estava pálido e impossibilitado de andar. Paramos pela segunda vez e algumas xícaras de chá, em pouco, curaram o doente”. Da intoxicação pelo mel de Goiás Auguste de Saint’Hilaire se livrou. Porém, não teve a mesma sorte na sua viagem ao Estado do Rio Grande do Sul, onde as margens do arroio Guarapuitá, pegou uma intoxicação forte, junto com outros quatro companheiros de viagem, com um mel colhido numa colmeia de vespas. Foram oito horas de martírio no meio do nada, cegueira momentânea e delírios. Após este ocorrido Saint’Hilaire atende de bom grado o pedido de D. Pedro I que sugere sua volta para a França em agosto de 1822.
Entre 1850 e 1870 o brilhante farmacêutico Theodoro Peckolt ocupou-se em classificar e estudar as Trigonildas, abelhas sociais do Brasil. As belhas bem como as observações biológicas de Peckolt foram enviadas a Frederic Smith, do British Musseum em remessas sucessivas. O pesquisador britânico fez uma monografia sobre as abelhas sociais do Brasil.

Nos estudos químicos realizados por Peckolt há a constatação de ausência de sacarose em alguns meis indígenas. Sua constatação química serviu de desculpa para que Rodolpho Albino não incluísse a produção das abelhas nativas na Farmacopéia Brasileira.

O mel oficinal da nossa farmacopéia

Os farmacêutico brasileiros passaram quase toda a década de 40 deste século tentando fazer uma revisão na farmacopéia brasileira. Entre os itens a serem reavaliados estava o mel. Neste titulo o grande argumentador foi o farmacêutico Elsior Coutinho que publicou suas idéias na Revista Brasileira de Farmácia em 1941. Escreve o autor: “Quer me parecer acertado que devem ser introduzidas algumas modificações do capítulo reservado ao Mel Oficinal, não só no que diz respeito a investigação da fraude, fazendo-se incluir as reações das precipitinas e da diastase a que se refere Herail no seu Tratado de Farmacografia, como também no tocante a preferência que se deu ao mel da Apis mellifica, espécie exótica, muito embora se encontre domesticada no Brasil, em detrimento do mel produzido pelas abelhas americanas, selvagens e domesticadas. As nossas abelhas como a Jatahy, Manda-saia e tantas outras produzem mel de superior qualidade, o que é apreciado largamente, e utilizado no tratamento de várias doenças. É remédio popular. O mel de Urussú, de Tiúba em nada fica a dever ao Mel da Abelha européia, em sabor, consistência e constituição. Por que então excluí-los do Código Nacional de Farmácia?
Herail, dedicando um capítulo de seu Tratado de Matéria Médica ao estudo farmacognostico do mel de abelha, refere-se, nos seguintes termos, aos insetos produtores dessa substância medicamentosa e alimentícia: “As abelhas pertencem umas ao gênero Apis, vivendo na Europa, no norte da África e Ásia ocidental; outras as do gênero Melipona, Trigona, que vivem na América e Oceania. O mel usado em farmácia é produzido pela abelha comum ( Apis mellifica) e por algumas espécies vizinhas introduzidas pelos apicultores, tais como a abelha italiana ( A. linguistica), a abelha egipciana (A fasciata), a abelha grega ( A cecropia)”. 
A obra citada é francesa logo é natural que o autor se refira ao mel estrangeiro. Porém, a facilidade cientifica resultante desta obra não pode justificar a ausência de igual estudos, farmacognosia, de mel de espécies brasileiras de abelhas na nossa farmacopéia”.

Quem contra argumenta a idéia de Elsior é um professor de farmacognosia de Escola de Farmácia do Paraná, para este professor a produção de mel , comparativamente, entre as espécies brasileiras e a européia não justificaria o esforço para tal estudos. A este, fraco, argumento o farmacêutico Elsior Coutinho responde: “Si o ilustrado mestre fosse nortista estaria dizendo uma heresia ao formular tal pergunta. Porque em todo o norte brasileiro é abundante o chamado mel de uruçu, Melipona scutelaris. O mel de uruçu abastece quase todos os mercados do norte do Brasil, pelo menos da Bahia ao Acre, e por conseguinte a sua produção jamais deixaria de atender as necessidades terapêuticas e da farmacotécnica, asseguro que não ficaríamos “a ver navios”, si a chamada abelha italiana deixasse de produzir mel. Outro dia, eu viajava em companhia do Sr. Francisco Feliz de Oliveira, comerciante e criador em Barragem do Ipiranga (ramal da estrada Bahia-Feira de Santana) e ele lamentava o ataque das formigas aos seus cortiços, dentre os quais havia cortiços que produzia dezoito litros de mel de 6 em 6 meses, ao seja 36 litros por ano. E convenhamos uma raça de tal produtividade não pode ser tida como inferior economicamente”.
O tempo passou a discussão também e as abelhas européias continuam dominando o mercado brasileiro, ocupando o lugar das nossas.
Bibliografia:  
H.von Lhering Dr. Theodoro Peckolt- Revista da Flora Medicinal- 1922-
Almanaque Agrícola Brasileiro 1920
Revista Brasileira de Farmácia 1941/42
Autoria: André Luiz Mauricio

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

10 ANOS

A Ame-Rio faz  
Em 13 de Janeiro de 1930 Mickey Mouse ganha suas primeiras tiras. Walt Disney que começou a trabalhar em uma velha garagem alugada e suja, teve a ideia de transformar um bicho que a maioria odiava e tinha medo, em um amigo do homem. Foi a personagem que mais faturou até os dias de hoje.

O Rio de Janeiro em 13 de janeiro de 2007 ganha uma associação de abelhas diferente! Amantes da natureza se unem para mostrar que não precisa ter medo de todas as abelhas e que existem as que podem ser ótimos animais de estimação, podendo ser criadas no quintal perto de casa, ou mesmo na varanda!
São as esquecidas ABELHAS NATIVAS!

Este ano o aniversário da nossa associação caiu em uma
sexta-feira 13!
Alguns dirão que é mal agouro... Acredito que a Ame-Rio só tem trazido bons ensinamentos, bons amigos que se fazem, boas horas de lazer, boas degustações de bons méis, boas ideias implementadas e bons exemplos a serem copiados e melhorados... 
Desde a sua criação por Pedro Paulo Peixoto, a força voluntária desses apaixonados pelas abelhas nativas, e defensores de seus imprescindíveis serviços à natureza, é o que tem sustentado esta caminhada de uma década em atividades que visam o reconhecimento legal destas inofensivas abelhas domésticas.
A Ame-Rio é formada por braços voluntários dispostos a somar e a sonhar alto.
Quem sabe um dia consigamos também gerar recursos como o Mickey Mouse!
Neste dia com certeza o Rio de Janeiro estará coberto de Jardins Amigáveis!

A atual diretoria e associados agradecem aos visionários de ontem que possibilitaram as atividades de hoje! 
Agradecemos toda a base técnica e espírito solidário, que a Ame-Rio tem tentado repassar aos novatos, para que um dia comemorem 20 anos de associação!



Medina

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

MENSAGEM DE NATAL 2016


Esta mensagem precisaria de páginas e páginas para que eu pudesse abordar tudo de mais notável que pudemos registrar ao longo de 2016 nas atividades da AME-RIO.



Ao fim de uma gestão, conduzida por uma equipe  vibrante e idealista que tivemos a honra de coordenar, podemos dizer que ainda resta muito que fazer.






Dizer sem tristeza, porque empenhamos o melhor de nós e temos a certeza que é um trabalho com raízes bem fixadas em cada etapa.
Resultado de imagem para fazer o melhor
Com firmeza e continuidade completaremos dez anos de fundação em Janeiro de 2017, isso é um marco na meliponicultura brasileira, somos exemplo e inspiração.

Compartilhamos com  todos os associados, simpatizantes, colaboradores, parentes e amigos os nossos mais sinceros votos de incentivo na busca por ideais de toda espécie.

Nunca se esqueçam que as pessoas são o esteio de qualquer atividade. Juntos somos mais fortes, juntos faremos o possível e o impossível por nossas abelhas nativas.


Logo teremos uma nova Diretoria, que ela venha com todo o sucesso que esta nossa colmeia merece !

Boas Festas !
Feliz 2017!


Gesimar Célio dos Santos
Presidente

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

CURSO de MELIPONICULTURA AME-RIO 2016 - 2º semestre



O curso ocorrerá nos dias 05 e 06 de NOVEMBRO DE 2016 (sábado e domingo consecutivos) no auditório do Centro de Visitantes do Parque Nacional da Tijuca - "Floresta da Tijuca".
E mais um terceiro dia de prática (desdobras e/ou transferências) em um dia a ser combinado em um dos meliponários da AME-RIO. 

Dias 05 e 06 de novembro de 2016, com a carga horária de 9hs até às 17hs, onde serão dadas todas as aulas teóricas programadas e algumas práticas.
Em dia a ser marcado: a prática consiste em fazer/acompanhar vistorias e desdobras de meliponas ao vivo.

Valor R$ 300,00.
Forma de pagamento: 
50% no ato da confirmação, por depósito em conta a ser informada.
E 50% restantes no primeiro dia de aula.

Quem tiver interesse apenas envie e-mail para REDATOR@AME-RIO.ORG se manifestando.

Formada a turma, enviarei novo e-mail de confirmação, com dados para depósito da primeira parcela. 
Depois só enviar o comprovante de depósito e dados solicitados de inscrição. 
  
Quanto ao curso : 
Teremos o sorteio de um enxame ( Mandaçaia) no final do curso e de uma caixa racional vazia.
Todos receberão DVD com apostila digital AME-RIO e também a reunião de uma coletânea de artigos, livros em pdf, pesquisas, vídeos e material de estudo existente na internet e considerados importantes para o conhecimento de um meliponicultor. Também terão direito a apostila AME-RIO impressa em papel, em P&B.

__INFORMAÇÕES ADICIONAIS __

A entrada do Parque é nos fundos da Praça Afonso Viseu ( ou pracinha do Alto) e fica no topo da Serra da Tijuca. 
Linhas de ônibus: 345,301,302 
Costumamos servir no intervalo do almoço cachorro quente em um dia, e Sopa no outro.
O Portão do Parque abre às 8:00hs.
Faremos o curso no Auditório do CV (Centro de Visitantes). 
Tem banheiro disponível no próprio local, água e acesso fácil para cadeirantes. ( não pega celular neste ponto do Parque)
Existem dois restaurantes dentro do parque, mas são distantes.
O acesso ao CV é pavimentado e com estacionamento próximo. 
Não esqueçam de levar REPELENTE de mosquito, e para quem é friolento AGASALHO.
Se alguém vier de fora do Rio, existe uma pousada na Praça Afonso Viseu no acesso do Parque e opções de albergues na Usina.

Os pontos a serem abordados no curso:
Teoria
 APRESENTAÇÃO – OBJETIVOS DA CRIAÇÃO
 PRODUTIVIDADE
 BOAS PRÁTICAS NA COLETA DE MEL
 PROCESSAMENTO DO MEL
 CICLO DE VIDA DAS ABELHAS
 PECULIARIDADES DAS TRIGONAS
 MÉTODOS DE DESDOBRA E CUIDADOS
 IMPACTO DE UMA DESDOBRA NO CICLO DE UM ENXAME
 PASTO MELÍFERO
 PRAGAS E INIMIGOS
 ISCA PET E FEROMÔNIO
 ALIMENTAÇÃO DE INVERNO
 ESCOLHA DA CAIXA
 FERRAMENTAS
 NOÇÕES DA LEGISLAÇÃO
 Prática
 PREPARO DE XAROPE DE INVERNO E BOMBONS PROTEICOS
 CONSTRUÇÃO DE ISCAS PET'S
 VISTORIA
 IDENTIFICAÇÃO DOS DISCOS
 EXECUÇÃO DE UMA DESDOBRA
 TRANSFERÊNCIA DE ISCA-PET PARA CAIXA RACIONAL

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A Cara do Concurso de Mel AME-RIO e alguns vencedores por categoria

Já conhecemos o mel CAMPEÃO de 2016!
Agora vamos conhecer quem produz os melhores méis!


Foi difícil para os jurados escolherem !!!
Dra Mônica Barth; Chef Flávia Quaresma; Prof. Álvaro Madeira; Dra. Cristina Lorenzon; Dr. Rogério M. Oliveira; Mestre Paulo Abreu Lima 


Afinal foram 34 amostras de todas as regiões do Brasil !


Uma verdadeira paleta de sabores e aromas que iam desde o doce de coco até vinho do porto !  


Nosso atual presidente Gesimar aguardava ansioso o resultado!


De quem iria levar os prêmios !


Definido e revelado o MEL CAMPEÃO e os vencedores de cada categoria, agora vamos mostrar os "donos" dessas preciosidades gastronômicas !!!


A grande CAMPEÃ foi Elisângela (Meliponário Duca) de Belém do Pará!!!
Ela concorreu com amostras na categoria pasteurizado, congelado e maturado, sendo que sua amostra de Mel de Uruçu Amarela maturada foi o grande Campeã !!


Ela possui 200 caixas, metade de Uruçu cinzenta e metade da amarelinha!
Sua produção de aproximadamente 5 litros ano/caixa é toda absorvida na própria região por sortudos apreciadores do excelente mel!
É tanta caixa de uruçu junta, que para coletar em paz ela mandou confeccionar uma roupa semelhante aos dos apicultores ... assim ela trabalha mais tranquila !
Quem quiser Mel dela é só mandar um whatsApp para (91) 8919-1165


Na categoria Refrigerado o vencedor foi o orgulhoso Marcos (Meliponário Jeisa e Marcos Abelha) representando a Bahia, da cidade Presidente Tancredo Neves. 
Foi uma disputa  acirrada para a Campeã, pois o mel do Marcos Abelha ficou em 2º lugar geral.
Quem quiser provar o mel dele para confirmar é só entrar em contato pelo whatsapp (71) 99959-5638 



Vale citar que o Rio de Janeiro ficou no terceiro lugar geral, representado pelo mel de uruçu amarela do produtor Carlos Ivan ( Meliponário Santo Aleixo),
Ele concorreu também na categoria de méis Refrigerados, e ficou no 2º lugar da categoria e 3º geral.
Seu contato whatsApp (21) 99766-5078 


Ainda podemos apresentar a produtora Aldenora (Meliponário Sucupira - Manaus) que conquistou a 3ª colocação na categoria mel Maturado, com uma amostra de mel da espécie Jupará.
O contato dela por WhatsApp é (92) 91957893 



Na categoria Mel Pasteurizado o produtor Wemerson Chimello, do Meliponário Mata Agroflorestal, nos enviou sua foto com o certificado pelo primeiro lugar nesta categoria. Ele concorreu com Mel de Mandaçaia da Mata Atlântica do Espírito Santo. 
Contato (27) 996084799


Todas as amostras de mel estão passando por análise com a Dra. Mônica Barth (FIOCRUZ) e com a Doutoranda Juliana Paes Lema (UFRRJ).
Juliana está desenvolvendo um trabalho sobre os antioxidantes presentes nos nossos méis, e quando pronto vai nos apresentar.
Ao final, todas as análises serão enviadas exclusivamente para os respectivos fornecedores das amostras.

Abaixo algumas imagens das amostras de méis no laboratório da Dra. Barth.





























terça-feira, 9 de agosto de 2016

PLANTAS TROQUILÓGAMAS

Primeiro é bom explicar o significado de plantas troquilógamas.

Há espécies botânicas que são polinizadas unicamente por certos beija-flores. Esta capacidade simbiótica das plantas de sobrevivência, servindo de alimento para beija-flores as qualificam como plantas troquilógamas.


Mas o beija-flor ao ser atraído para essa "armadilha" simbiótica é recompensado com uma considerável quantidade de néctar a disposição, e de boa qualidade, geralmente com uma concentração acima de 20% de açucares, e esta é a maravilhosa bebida energética que nossas abelhas sem ferrão também necessitam para sobreviver.
Em nosso curso sempre apresentamos listas com plantas melitófilas tipicamente do bioma  Mata Atlântica, sempre incentivamos a disseminação das nossas plantas, pois visamos a conservação. Também existe literatura de plantas melitófilas do cerrado e caatinga.

Mas, quem tem uma casa com quintal, condomínio, jardim urbano ou que de alguma forma esteja restrito a um projeto paisagístico, mas em seu espaço quer dar preferência a plantas que incentivem a vida e que embelezem o cenário, é bom procurar no google por plantas troquilógamas, pois vai encontrar um extensa lista de plantas nativas ou não, mas que fornecem muito néctar de boa qualidade.
 
Dando preferência as esta categoria de plantas na escolha, terá um cenário paisagístico garantido com belas flores, e poderá atrair não só os beija-flores mas também manter saudável muitos enxames de abelha nativas que estejam por perto.
Falo isto, pois está cada vez mais comum investirem em projetos de jardins com folhagens e muita grama. 
Esta prática de plantar desertos verdes já  foi tema de duas postagens anteriores:

Fiquem prevenidos! Devido a diferença de tamanho, os beija-flores podem ver as abelhas como um delicioso "bombom de licor", mas não se preocupem, pois isto faz parte do ciclo da natureza e se seus enxames estiverem bem supridos, não vão perder por esta disputa arriscada (para as abelhas).


Que já ocorre em relação a outras aves ... 


  
Segue uma liste de plantas Troquilógamas extraído da página:
Esta página tem muitas curiosidades sobre nossos amigos beija-flores, vale a pena a visita! 

Lista de Plantas Troquilógamas

ÁRVORES ORNAMENTAIS
Amherstia nobilis - amércia
Bauhinia blakeana - árvore-de-orquídea
Bauhinia fortificata - unha-de-vaca
Bauhinia variegata candida -bauínia-branca
Bombax ceiba - bombax
Brownea grandiceps - braunea-vermelha
Brownea macrophylla - braunea-laranja
Caesalpinae peltophoroides -sibipiruna
Chorisea speciosa - paineira
Callistemon salignus - escova-de-garrafa
Castanospermum australe -castanha-da-austrália
Delonix regia - flamboyant
Erythrina crista-galli - corticeira
Erythrina falcata - corticeira-da-serra
Erythrina velutina - mulungu
Erythrina verna - suinã-coral
Erythrina speciosa - suinã
Eucalyptus ficifolia - eucalipto-vermelho
Gmelina arborea - gmelina
Grevillea banksii - gravilea-anã
Grevillea robusta - gravilea
Inga iuschnanthiana - ingá
Jacaranda mimosaefolia -jacarandá-mimoso
Mimosa scabrella - bracatinga
Spathodea nilótica - espatódea
Tabebuia avelanedae - ipê-roxo
Tabebuia avelanedae vr. paulensis -ipê-rosa
Tabebuia chrysotricha - ipê amarelo
Tabebuia ochracea - ipê amarelo
Tabebuia roseo-alba - ipê branco
FRUTÍFERAS
Ananas comosus - abacaxizeiro
Carica papaya - mamoeiro
Caryocar brasiliense - pequizeiro
Citrus sinensis - laranjeira
Coffea arabica - cafeeiro
Inga marginata - ingá-feijão
Musa sapientum e hibridos -bananeira
Passiflora sp. - maracujazeiro
Punica granatum - romanzeiro
Syzygium malaccense - jambo-vermelho
ARBUSTOS
Abutilon megapotamicum - lanterna-japonesa
Abutilon striatum - lanterna-chinesa
Abutilon venosum - sininho
Acnistus arboreus - fruta-do-sabiá
Aphelandra sinclairiana - afelandra-coral
Aphelandra squarrosa - afelandra-amarela
Aphelandra tetragona - afelandra-vermelha
Bauhinia galpinii - bauínia-vermelha
Caesalpinia pulcherrima - flamboyant-mirim
Calliandra brevipes - esponjinha
Calliandra inaequilatera - esponjinha
Calliandra surinamensis - esponjinha-rosa
Calliandra tweedii - esponjinha-vermelha
Clerodendron speciosum - clerodendro-coral
Duranta repens - duranta
Fuchsia regia - brinco-de-princesa-do-mato
Fuchsia sp. - brinco-de-princesa
Grevillea banksii gravillea-anã
Hamelia patens - amélia
Hibiscus rosa sinensis - hibisco
Hibiscus schizopetalus - lanterninha-japonesa
Holmskioldia sanguinea - chapéu-chinês-vermelho
Holmskioldia sanguinea alba - chapéu-chinez-amarelo
Holmskioldia tettense - chapéu-chinez-roxo
Ixora chinensis - ixora
Ixora coccinea - ixora
Justicia aurea - justicia amarela
Justicia magnifica - justicia-rosa
Justicia rizzinii - farroupilha
Latana camara - lantana
Malviscus arboreus - malvisco
Megaskepasma erythrochlamys - capota-vermelha
Mussaenda erytrophylla - mussaenda-vermelha
Mussaenda frondosa - mussaenda-branca
Mussaenda incana - mussaenda-amarela
Norantea guianensis - rabo-de-arara
Odontonema strictum - odontonema
Pachystachys coccinea - jacobina-vermelhaPachystachys lutea - camarão-amareloRusselia equisetiformis - russélia
Sanchezia nobilis - sanquésia
Salvia involucrata - salvia-rosa
Salvia leucantha - salvia-bicolor
Salvia guaranitica - salvia-azul
Salvia splendens - salvia-vermelha
Stifftia chrysantha - diadema
Thevetia peruviana - chapéu-de-napoleão
Thumbergia erecta - tumbérgia-arbustiva
TREPADEIRAS
Campostema grandiflorum - cipó-tapiá
Clerodendon speciosum - 
lágrima-de-cristo
Clerodendron splendens -
clerodendro-vermelho
Clerodendron thomsonae - 
lágrima-de-cristo
Combreatum coccineum - 
escova-de-macaco
Combreatum fruticosum - 
escova-de-macaco
Combreatum grandiflorum -
escovinha-vermelha-de-macaco
Doxantha unguis-cati - 
unha-de-gato
Ipomea horsfalliae - 
ipomea
Lonicera japonica -
 madressilva
Mucuna benetii - 
flama-da-floresta
Mutisia coccinia - mutísia-vermelha
Mutisia sp. - mutísia-rosa
Petrea volubilis - flor-de-são-miguel
Podrana ricasoliana sete-léguas
Pyrostegia venusta - cipó-de-são-joão
Thumbergia grandiflora -tumbérgia-azul
Thumbergia mysoriensis -sapatinho-de-judeu
Trachelospermum jasminoides -jasmim-brilhante
Wisteria sinensis - glicínia
HERBÁCEAS
Agapanthus africanus - agapanto
Aloe arborescens - aloe candelabro
Alpinia zerumbert - alpinia-branca
Alstromeria psittacina - alstroméria
Amaryllis beladona - lírio-vermelho
Asystasia spp. - asistásia
Beloperone guttata - camarão
Canna indica - beri
Cordyline congesta - dracena-roxa
Cuphea speciosa - erva-de-bixo
Erathemum nervosum - erantemo
Fuchsia hybridus - brinco-de-princesa
Gladiolus hybridus - gladíolo
Gloxinia sylvatica - gloxínia
Hedychium coccineum - lágrima-de-moça
Heliconia hisurta - bananeirinha-do-mato
Heliconia revolutta - bananeirinha-vermelha
Heliconia rostrata - bananeirinha
Helicteres sacarolha - saca-rolha
Impatiens walleriana - maria-sem-vergonha
Jasminum mesnyi - jasmim-amarelo
Justicia scheidweileri justicia-rosa
Kniphofia uvaria - lírio-tocha
Musa violascens - bananeira-de-jardim
Pedilanthus tithymaloydes variegatus -pedilanto
Pentas lanceolata - estrela-do-egito
Ruelia colorata - ruelia-do-amazonas
Ruelia elegans - ruelia-vermelha
Ruelia makoyana - ruelia-rosa
Scutellaria costaricana - escutelária
Streptosolen jamesonii - estreptosolem
Stromanthe sanguinea - caetê-vermelho
Tecomaria capensis - tecomária
Tropaeolum majus - capuchinha-grande

Fica então aqui a dica!!
MEDINA