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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

CURSO de MELIPONICULTURA AME-RIO 2016 - 2º semestre



O curso ocorrerá nos dias 05 e 06 de NOVEMBRO DE 2016 (sábado e domingo consecutivos) no auditório do Centro de Visitantes do Parque Nacional da Tijuca - "Floresta da Tijuca".
E mais um terceiro dia de prática (desdobras e/ou transferências) em um dia a ser combinado em um dos meliponários da AME-RIO. 

Dias 05 e 06 de novembro de 2016, com a carga horária de 9hs até às 17hs, onde serão dadas todas as aulas teóricas programadas e algumas práticas.
Em dia a ser marcado: a prática consiste em fazer/acompanhar vistorias e desdobras de meliponas ao vivo.

Valor R$ 300,00.
Forma de pagamento: 
50% no ato da confirmação, por depósito em conta a ser informada.
E 50% restantes no primeiro dia de aula.

Quem tiver interesse apenas envie e-mail para REDATOR@AME-RIO.ORG se manifestando.

Formada a turma, enviarei novo e-mail de confirmação, com dados para depósito da primeira parcela. 
Depois só enviar o comprovante de depósito e dados solicitados de inscrição. 
  
Quanto ao curso : 
Teremos o sorteio de um enxame ( Mandaçaia) no final do curso e de uma caixa racional vazia.
Todos receberão DVD com apostila digital AME-RIO e também a reunião de uma coletânea de artigos, livros em pdf, pesquisas, vídeos e material de estudo existente na internet e considerados importantes para o conhecimento de um meliponicultor. Também terão direito a apostila AME-RIO impressa em papel, em P&B.

__INFORMAÇÕES ADICIONAIS __

A entrada do Parque é nos fundos da Praça Afonso Viseu ( ou pracinha do Alto) e fica no topo da Serra da Tijuca. 
Linhas de ônibus: 345,301,302 
Costumamos servir no intervalo do almoço cachorro quente em um dia, e Sopa no outro.
O Portão do Parque abre às 8:00hs.
Faremos o curso no Auditório do CV (Centro de Visitantes). 
Tem banheiro disponível no próprio local, água e acesso fácil para cadeirantes. ( não pega celular neste ponto do Parque)
Existem dois restaurantes dentro do parque, mas são distantes.
O acesso ao CV é pavimentado e com estacionamento próximo. 
Não esqueçam de levar REPELENTE de mosquito, e para quem é friolento AGASALHO.
Se alguém vier de fora do Rio, existe uma pousada na Praça Afonso Viseu no acesso do Parque e opções de albergues na Usina.

Os pontos a serem abordados no curso:
Teoria
 APRESENTAÇÃO – OBJETIVOS DA CRIAÇÃO
 PRODUTIVIDADE
 BOAS PRÁTICAS NA COLETA DE MEL
 PROCESSAMENTO DO MEL
 CICLO DE VIDA DAS ABELHAS
 PECULIARIDADES DAS TRIGONAS
 MÉTODOS DE DESDOBRA E CUIDADOS
 IMPACTO DE UMA DESDOBRA NO CICLO DE UM ENXAME
 PASTO MELÍFERO
 PRAGAS E INIMIGOS
 ISCA PET E FEROMÔNIO
 ALIMENTAÇÃO DE INVERNO
 ESCOLHA DA CAIXA
 FERRAMENTAS
 NOÇÕES DA LEGISLAÇÃO
 Prática
 PREPARO DE XAROPE DE INVERNO E BOMBONS PROTEICOS
 CONSTRUÇÃO DE ISCAS PET'S
 VISTORIA
 IDENTIFICAÇÃO DOS DISCOS
 EXECUÇÃO DE UMA DESDOBRA
 TRANSFERÊNCIA DE ISCA-PET PARA CAIXA RACIONAL

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A Cara do Concurso de Mel AME-RIO e alguns vencedores por categoria

Já conhecemos o mel CAMPEÃO de 2016!
Agora vamos conhecer quem produz os melhores méis!


Foi difícil para os jurados escolherem !!!
Dra Mônica Barth; Chef Flávia Quaresma; Prof. Álvaro Madeira; Dra. Cristina Lorenzon; Dr. Rogério M. Oliveira; Mestre Paulo Abreu Lima 


Afinal foram 34 amostras de todas as regiões do Brasil !


Uma verdadeira paleta de sabores e aromas que iam desde o doce de coco até vinho do porto !  


Nosso atual presidente Gesimar aguardava ansioso o resultado!


De quem iria levar os prêmios !


Definido e revelado o MEL CAMPEÃO e os vencedores de cada categoria, agora vamos mostrar os "donos" dessas preciosidades gastronômicas !!!


A grande CAMPEÃ foi Elisângela (Meliponário Duca) de Belém do Pará!!!
Ela concorreu com amostras na categoria pasteurizado, congelado e maturado, sendo que sua amostra de Mel de Uruçu Amarela maturada foi o grande Campeã !!


Ela possui 200 caixas, metade de Uruçu cinzenta e metade da amarelinha!
Sua produção de aproximadamente 5 litros ano/caixa é toda absorvida na própria região por sortudos apreciadores do excelente mel!
É tanta caixa de uruçu junta, que para coletar em paz ela mandou confeccionar uma roupa semelhante aos dos apicultores ... assim ela trabalha mais tranquila !
Quem quiser Mel dela é só mandar um whatsApp para (91) 8919-1165


Na categoria Refrigerado o vencedor foi o orgulhoso Marcos (Meliponário Jeisa e Marcos Abelha) representando a Bahia, da cidade Presidente Tancredo Neves. 
Foi uma disputa  acirrada para a Campeã, pois o mel do Marcos Abelha ficou em 2º lugar geral.
Quem quiser provar o mel dele para confirmar é só entrar em contato pelo whatsapp (71) 99959-5638 



Vale citar que o Rio de Janeiro ficou no terceiro lugar geral, representado pelo mel de uruçu amarela do produtor Carlos Ivan ( Meliponário Santo Aleixo),
Ele concorreu também na categoria de méis Refrigerados, e ficou no 2º lugar da categoria e 3º geral.
Seu contato whatsApp (21) 99766-5078 


Ainda podemos apresentar a produtora Aldenora (Meliponário Sucupira - Manaus) que conquistou a 3ª colocação na categoria mel Maturado, com uma amostra de mel da espécie Jupará.
O contato dela por WhatsApp é (92) 91957893 



Na categoria Mel Pasteurizado o produtor Wemerson Chimello, do Meliponário Mata Agroflorestal, nos enviou sua foto com o certificado pelo primeiro lugar nesta categoria. Ele concorreu com Mel de Mandaçaia da Mata Atlântica do Espírito Santo. 
Contato (27) 996084799


Todas as amostras de mel estão passando por análise com a Dra. Mônica Barth (FIOCRUZ) e com a Doutoranda Juliana Paes Lema (UFRRJ).
Juliana está desenvolvendo um trabalho sobre os antioxidantes presentes nos nossos méis, e quando pronto vai nos apresentar.
Ao final, todas as análises serão enviadas exclusivamente para os respectivos fornecedores das amostras.

Abaixo algumas imagens das amostras de méis no laboratório da Dra. Barth.





























terça-feira, 9 de agosto de 2016

PLANTAS TROQUILÓGAMAS

Primeiro é bom explicar o significado de plantas troquilógamas.

Há espécies botânicas que são polinizadas unicamente por certos beija-flores. Esta capacidade simbiótica das plantas de sobrevivência, servindo de alimento para beija-flores as qualificam como plantas troquilógamas.


Mas o beija-flor ao ser atraído para essa "armadilha" simbiótica é recompensado com uma considerável quantidade de néctar a disposição, e de boa qualidade, geralmente com uma concentração acima de 20% de açucares, e esta é a maravilhosa bebida energética que nossas abelhas sem ferrão também necessitam para sobreviver.
Em nosso curso sempre apresentamos listas com plantas melitófilas tipicamente do bioma  Mata Atlântica, sempre incentivamos a disseminação das nossas plantas, pois visamos a conservação. Também existe literatura de plantas melitófilas do cerrado e caatinga.

Mas, quem tem uma casa com quintal, condomínio, jardim urbano ou que de alguma forma esteja restrito a um projeto paisagístico, mas em seu espaço quer dar preferência a plantas que incentivem a vida e que embelezem o cenário, é bom procurar no google por plantas troquilógamas, pois vai encontrar um extensa lista de plantas nativas ou não, mas que fornecem muito néctar de boa qualidade.
 
Dando preferência as esta categoria de plantas na escolha, terá um cenário paisagístico garantido com belas flores, e poderá atrair não só os beija-flores mas também manter saudável muitos enxames de abelha nativas que estejam por perto.
Falo isto, pois está cada vez mais comum investirem em projetos de jardins com folhagens e muita grama. 
Esta prática de plantar desertos verdes já  foi tema de duas postagens anteriores:

Fiquem prevenidos! Devido a diferença de tamanho, os beija-flores podem ver as abelhas como um delicioso "bombom de licor", mas não se preocupem, pois isto faz parte do ciclo da natureza e se seus enxames estiverem bem supridos, não vão perder por esta disputa arriscada (para as abelhas).


Que já ocorre em relação a outras aves ... 


  
Segue uma liste de plantas Troquilógamas extraído da página:
Esta página tem muitas curiosidades sobre nossos amigos beija-flores, vale a pena a visita! 

Lista de Plantas Troquilógamas

ÁRVORES ORNAMENTAIS
Amherstia nobilis - amércia
Bauhinia blakeana - árvore-de-orquídea
Bauhinia fortificata - unha-de-vaca
Bauhinia variegata candida -bauínia-branca
Bombax ceiba - bombax
Brownea grandiceps - braunea-vermelha
Brownea macrophylla - braunea-laranja
Caesalpinae peltophoroides -sibipiruna
Chorisea speciosa - paineira
Callistemon salignus - escova-de-garrafa
Castanospermum australe -castanha-da-austrália
Delonix regia - flamboyant
Erythrina crista-galli - corticeira
Erythrina falcata - corticeira-da-serra
Erythrina velutina - mulungu
Erythrina verna - suinã-coral
Erythrina speciosa - suinã
Eucalyptus ficifolia - eucalipto-vermelho
Gmelina arborea - gmelina
Grevillea banksii - gravilea-anã
Grevillea robusta - gravilea
Inga iuschnanthiana - ingá
Jacaranda mimosaefolia -jacarandá-mimoso
Mimosa scabrella - bracatinga
Spathodea nilótica - espatódea
Tabebuia avelanedae - ipê-roxo
Tabebuia avelanedae vr. paulensis -ipê-rosa
Tabebuia chrysotricha - ipê amarelo
Tabebuia ochracea - ipê amarelo
Tabebuia roseo-alba - ipê branco
FRUTÍFERAS
Ananas comosus - abacaxizeiro
Carica papaya - mamoeiro
Caryocar brasiliense - pequizeiro
Citrus sinensis - laranjeira
Coffea arabica - cafeeiro
Inga marginata - ingá-feijão
Musa sapientum e hibridos -bananeira
Passiflora sp. - maracujazeiro
Punica granatum - romanzeiro
Syzygium malaccense - jambo-vermelho
ARBUSTOS
Abutilon megapotamicum - lanterna-japonesa
Abutilon striatum - lanterna-chinesa
Abutilon venosum - sininho
Acnistus arboreus - fruta-do-sabiá
Aphelandra sinclairiana - afelandra-coral
Aphelandra squarrosa - afelandra-amarela
Aphelandra tetragona - afelandra-vermelha
Bauhinia galpinii - bauínia-vermelha
Caesalpinia pulcherrima - flamboyant-mirim
Calliandra brevipes - esponjinha
Calliandra inaequilatera - esponjinha
Calliandra surinamensis - esponjinha-rosa
Calliandra tweedii - esponjinha-vermelha
Clerodendron speciosum - clerodendro-coral
Duranta repens - duranta
Fuchsia regia - brinco-de-princesa-do-mato
Fuchsia sp. - brinco-de-princesa
Grevillea banksii gravillea-anã
Hamelia patens - amélia
Hibiscus rosa sinensis - hibisco
Hibiscus schizopetalus - lanterninha-japonesa
Holmskioldia sanguinea - chapéu-chinês-vermelho
Holmskioldia sanguinea alba - chapéu-chinez-amarelo
Holmskioldia tettense - chapéu-chinez-roxo
Ixora chinensis - ixora
Ixora coccinea - ixora
Justicia aurea - justicia amarela
Justicia magnifica - justicia-rosa
Justicia rizzinii - farroupilha
Latana camara - lantana
Malviscus arboreus - malvisco
Megaskepasma erythrochlamys - capota-vermelha
Mussaenda erytrophylla - mussaenda-vermelha
Mussaenda frondosa - mussaenda-branca
Mussaenda incana - mussaenda-amarela
Norantea guianensis - rabo-de-arara
Odontonema strictum - odontonema
Pachystachys coccinea - jacobina-vermelhaPachystachys lutea - camarão-amareloRusselia equisetiformis - russélia
Sanchezia nobilis - sanquésia
Salvia involucrata - salvia-rosa
Salvia leucantha - salvia-bicolor
Salvia guaranitica - salvia-azul
Salvia splendens - salvia-vermelha
Stifftia chrysantha - diadema
Thevetia peruviana - chapéu-de-napoleão
Thumbergia erecta - tumbérgia-arbustiva
TREPADEIRAS
Campostema grandiflorum - cipó-tapiá
Clerodendon speciosum - 
lágrima-de-cristo
Clerodendron splendens -
clerodendro-vermelho
Clerodendron thomsonae - 
lágrima-de-cristo
Combreatum coccineum - 
escova-de-macaco
Combreatum fruticosum - 
escova-de-macaco
Combreatum grandiflorum -
escovinha-vermelha-de-macaco
Doxantha unguis-cati - 
unha-de-gato
Ipomea horsfalliae - 
ipomea
Lonicera japonica -
 madressilva
Mucuna benetii - 
flama-da-floresta
Mutisia coccinia - mutísia-vermelha
Mutisia sp. - mutísia-rosa
Petrea volubilis - flor-de-são-miguel
Podrana ricasoliana sete-léguas
Pyrostegia venusta - cipó-de-são-joão
Thumbergia grandiflora -tumbérgia-azul
Thumbergia mysoriensis -sapatinho-de-judeu
Trachelospermum jasminoides -jasmim-brilhante
Wisteria sinensis - glicínia
HERBÁCEAS
Agapanthus africanus - agapanto
Aloe arborescens - aloe candelabro
Alpinia zerumbert - alpinia-branca
Alstromeria psittacina - alstroméria
Amaryllis beladona - lírio-vermelho
Asystasia spp. - asistásia
Beloperone guttata - camarão
Canna indica - beri
Cordyline congesta - dracena-roxa
Cuphea speciosa - erva-de-bixo
Erathemum nervosum - erantemo
Fuchsia hybridus - brinco-de-princesa
Gladiolus hybridus - gladíolo
Gloxinia sylvatica - gloxínia
Hedychium coccineum - lágrima-de-moça
Heliconia hisurta - bananeirinha-do-mato
Heliconia revolutta - bananeirinha-vermelha
Heliconia rostrata - bananeirinha
Helicteres sacarolha - saca-rolha
Impatiens walleriana - maria-sem-vergonha
Jasminum mesnyi - jasmim-amarelo
Justicia scheidweileri justicia-rosa
Kniphofia uvaria - lírio-tocha
Musa violascens - bananeira-de-jardim
Pedilanthus tithymaloydes variegatus -pedilanto
Pentas lanceolata - estrela-do-egito
Ruelia colorata - ruelia-do-amazonas
Ruelia elegans - ruelia-vermelha
Ruelia makoyana - ruelia-rosa
Scutellaria costaricana - escutelária
Streptosolen jamesonii - estreptosolem
Stromanthe sanguinea - caetê-vermelho
Tecomaria capensis - tecomária
Tropaeolum majus - capuchinha-grande

Fica então aqui a dica!!
MEDINA

domingo, 31 de julho de 2016

TRABALHO EM CORDEL

Em muitas outras postagens tivemos um encontro com poesias, prosas, e poetas.
Aqui em baixo relembro algumas dessas postagens, transcrevendo o link.
E outra vez abro espaço para a arte, a arte do cordel:




A abelha jandaíra

Nativa da região
Ela por ser muito dócil
E fácil manipulação
Por isso e outros motivos
Ela estava em extinção



Graças a atuação 
Dos amantes da natureza
Através de suas pesquisas
Também com muita nobreza
Não deixaram se acabar
Conseguiram resgatar
Esta divina beleza



Porque nada é moleza
Tem que ter dedicação
Padre Humberto foi o herói
Aqui em nossa região
Ele não ficou parado
Neste trabalho arraigado
Cumpriu a sua missão



Também aqui no sertão
Tem outras grandes figuras
Victor Hugo é uma delas
Com a sua envergadura
Tem amor pelo que faz
O mesmo é bastante sagaz
Com esta desenvoltura



São mais de trezentas espécies
De abelhas sem ferrão
Falar das mais conhecidas
Aqui em nosso sertão
São as mais interessantes
São também mais importantes
E de fácil adaptação



As espécies mais comuns
Algumas mais conhecidas
Não fazem mal a ninguém
Ao contrário elas dão vida
Falar bem deste animal
É minha opinião pessoal
Continuarei em seguida



Jandaíra a principal
Mel de boa qualidade
Tem também a amarela
Com sua morosidade
Mosquito e arapuá
Outro tipo encontrará
Nesta adversidade



O curso foi um suceso
Respondo pelo restante
Que partiparam do mesmo
Com suas presenças constantes
A dinâmica não faltou
Todo mundo perguntou
Ninguém parou um instante



Com muita gente falante 
A didática melhorou
Diniz, Laércio e Chinchila.
Jailson, Doze e Talhou.
Abílio e Cláudio Maia
Não deve ter muita praia
Do curso ninguém se afastou



 Vitor Hugo, o professor
Com sua capacidade
Transmitiu tudo que sabe
Dentro da realidade
Outros colegas surgiram
Porém todos se uniram 
Deixando somente saudade



Tive a felicidade
De o curso participar
Alguns profissionais
No manejo de criar
Outros pelo contrário
Porém um milionário
São capazes de iniciar


Antonio Diniz de Souza Bezerra Assu
05/10/2011

Para a Abelha, Este ABC

Lembrar de abelhas sem ferrão é remeter o pensamento ao Brasil Caboclo.
O som do vento e do silêncio; Aromas do mato...
Vem à mente campos, florestas e sertão! É no cerrado, de norte a sul, que o povo valoriza essas Amigas. Pare eles, estas abelhas são a origem do mel que tem verdadeiro valor. E sobre estas abelhas amigas, cantam e recitam suas virtudes.
Divido com vocês este Cordel ABC de Paulo Nunes Batista: 

À abelha, o pequeno inseto 
Que da flor fabrica o mel – 
Esse líquido dourado 
Que da vida adoça o fel -, 
Como uma prova de apreço 
E gratidão, ofereço 
Este abc de cordel. 

B 
Buscando, de flor em flor, 
A base de que precisa 
Para o fabrico da cera 
E do mel, a abelha visa 
Construir o seu cortiço... 
E nem sabe que, com isso, 
Um grande bem realiza. 

Colméia ou cortiço é a casa 
Onde fazem moradia 
As abelhas – seu enxame- 
De onde partem todo dia 
As obreiras – como orquestra 
Que obedecem à abelha mestra, 
Regente da sinfonia... 

Dentro das leis “sociais” 
Vive a abelha, na verdade, 
Pois o cortiço ou colméia 
É uma bela sociedade 
Onde a JUSTIÇA se aninha: 
Todas, da abelha rainha 
Seguem à risca a autoridade. 

Em cada enxame ou colônia 
De abelhas, vivem milhares. 
Formam três categorias 
Distintas e singulares: 
A rainha, as operárias 
E os zangões – tão solidárias 
Como asas cruzando os ares. 

F 
Faz, cada categoria, 
Suas precisas funções. 
A rainha é uma só; 
Centos – os zangões; 
Mais de mil operárias. 
E – todas – são necessárias 
Cumprindo suas missões. 

G 
Geléia Real se chama 
Esse produto ideal 
Que abelhas jovens secretam, 
Sendo, de forma integral, 
O alimento da rainha, 
Que vai comandar, sozinha, 
A organização geral. 

H 
Há uma rainha somente- 
Atriz que encanta a platéia- 
Mãe de todas as abelhas, 
Vivendo só da geléia: 
Traz unido o enxame inteiro 
Pelo feromônio – o cheiro 
Com que domina a colméia. 

Irradiando esse cheiro 
Governa seus comandados. 
Põe muitos ovos por dia 
Que podem ser fecundados 
Ou não – e, nas proporções 
Dos últimos, os zangões 
São, enfim, originados. 

J 
Jaramataia, Tujuba, 
Jandaíra, Jataí, 
Saranhão, Iraí, 
Mandaçaia, Manduri, 
A Tuiuva, a Guapuru 
Mais a Amarela e a Uruçu- 
Abelhas que eu cito aqui. 

Larva é esse estágio entre o ovo 
E a abelha, aquele momento 
Em que o inseto ainda se encontra 
Em seu desenvolvimento. 
As luvas ao meliponicultor 
Têm seu preciso valor 
- são da higiene um instrumento. 

M 
MEL – alimento mais nobre, 
Grande fonte de energia. 
Antes que o homem existisse 
O mel na Terra existia. 
O dourado mel de abelhas 
Mostra em líquidas centelhas 
O caminho da Harmonia. 

Néctar – o líquido doce 
Secretado pelas flores- 
É do mel matéria prima, 
Fonte de veros valores. 
O mel quanto mais escuro 
Mais força tem, pelo apuro 
Dos sais, em vários sabores. 

O 
Operária – abelha fêmea 
Estéril, gerada de ovo 
Fecundado e que trabalha 
Para servir o seu “povo” 
Como ama ou cerieira, 
Nutriz, guardiã, campeira, 
Faxineira... irmã que eu louvo! 

P 
Pólen – célula da flor, 
Sexual, masculina- 
De que a abelha faz o pão, 
Riquíssimo em proteína. 
O própolis, vegetal, 
É remédio natural 
Da abelha, feito resina. 

Q 
Quadro ou alça é uma forma 
Retangular, de madeira, 
Bolada pelo homem, e serve para 
com ela dividir-se a casa 
Mora num lado, noutro os potes 
Assim organizados os suportes 
Lá depositam as campeiras. 

Rainha ou mestra é uma fêmea 
Que comanda todo o enxame. 
Toda abelha lhe obedece 
Sem preguiça e sem vexame. 
Chega a viver 5 anos. 
O seu exemplo aos humanos 
Merece melhor exame. 

S 
Serve a abelha como agente 
Para a polinização 
Leva do pólen da antera, 
Até o estigma, o grão. 
A abelha, no vôo da hora 
Garante a vida da flora 
Pela multiplicação. 

Trabalho – é sua existência 
Socialmente organizada. 
A abelha cumpre a tarefa 
Que lhe fora destinada. 
Desde a operária ao zangão 
Cada qual faz a função 
De forma socializada. 

União – lição que a abelha 
Dá pra toda a humanidade. 
Não há inveja nem crime 
Na sua comunidade: 
Mandaguari, Jandaíra, 
Jataizão, Cupira, 
Trabalham em fraternidade. 

V 
Vitamina é componente 
Do mel, do pólen também. 
Da colméia para as flores 
Nesse eterno vai-e-vem, 
Dia e noite trabalhando 
A abelha vai fabricando 
O mel que faz tanto bem. 

Xis da abelha é produzir 
Com seu trabalho fiel 
Esse néctar dos deuses- 
A maravilha do mel. 
Homem nenhum lhe ensinou, 
Mas Deus lhe determinou- 
E ela cumpre o seu papel. 

Zumbido que sai das asas 
No vôo que longe alcança 
Trazendo o melhor das flores: 
A abelha nunca se cansa. 
E quando volta ao cortiço, 
Cumprindo bem seu serviço, 
De tão feliz ela dança. 

Anápolis, 11/11/2000. 



Paulo Nunes Batista 


77 anos - é poeta popular e erudito e escritor;


Autor de vários livros (em poesia e prosa) e inúmeros cordéis, folhas volantes e ABCs. 
Considerado o melhor Abecedista do Brasil. Paraibano, descendente de uma família paraibana, de grandes poetas e repentistas, radicado em Anápolis-Go há quarenta anos. 
Já morou em diversas capitais brasileiras, batalhando a vida. 
Antigo militante do PCB de 1946 a 1952, chegou a ser preso. 
Hoje, espírita. Formado em Direito. Pertence a Academia Goiana de Letras, em cuja posse, fez o discurso rimado. 
Tem publicações espalhadas pela imprensa do país e em Portugal, onde já representou o Brasil no cordel. 


Baseado e Adaptado 
By MEDINA