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domingo, 3 de março de 2019

TRIBUTO A PAULO NOGUEIRA NETO - PNN

25 de fevereiro de 2019, aos 96 anos de idade Mestre PNN se juntou a outros queridos meliponicultores em um Paraíso Doce e Dourado. Certamente lá de cima, o primogênito dos ecólogo brasileiros não ficará só observando, colocará as mãos à obra em prol da natureza do nosso querido Brasil.  

Meliponicultores de todo o BRASIL se organizaram para fazer uma homenagem ao PNN (Paulo Nogueira Neto) nesse sábado (02/03/2019), plantando um Pau Brasil.


Júlia Galheigo nos avisou sobre o movimento e nós da AME-RIO nos juntamos a esse tributo. 
Na falta do Pau Brasil, Júlia cedeu uma muda de Ingá edulis, que foi plantado no meio do meliponário do Parque da Catacumba, 
Estavam presentes o nosso atual presidente Carlos Ivan, a própria Júlia Galheigo e José Cláudio.



Muitos vezes a AME-RIO conseguiu estar presente aos memoráveis encontros promovidos na propriedade de PNN, onde Paulo Nogueira Neto e outros mestres da Meliponicultura como Mestre Cappas também participaram e dividiram seus conhecimentos. 





Todos os lugares em que houve o tributo está sendo marcado em um mapa.

OBS.: INGÁ vem do Tupi, e significa ”Sementes ensopadas ou empapadas”


"Uma trajetória ambientalista - Diário de Paulo Nogueira Neto": 

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

TRANSFORMAÇÃO DO NECTAR EM MEL PELAS ASF

TRANSFORMAÇÃO DO NECTAR EM MEL PELAS ASF.

Harold Brand – Biólogo – Meliponicultor-consultor da APA.
Abelha ebúrnea no trabalho de desidratação do néctar.    
Na foto a cor azul claro é o néctar regurgitado, que na boca toma a forma quase esférica. Este é o formato que permite a maior perda de umidade.

 Que os entendidos em Física avaliem mais esta perfeição das abelhas. A evaporação ocorre pela superfície dos líquidos e a esfera é o formato que permite a maior superfície possível.

O colorido de amarelo representa a região anterior do sistema digestório da abelha, como podemos observar, ele é formado por um longo tubo que termina em uma grande dilatação. Esse é o papo uma espécie dilatação onde o néctar é armazenado para ser regurgitado.
O desenho representa apenas a região anterior do sistema digestório, local onde o néctar circula, boca, papo e vice-versa. Cada vez que ele na língua é exposto ao ar, uma parte da água evapora. Este movimento é repetido centenas de vezes, para que ocorra uma perda significativa de água do néctar.
O mecanismo lembra uma jarra de água “papo” derramada em uma bacia “gota” onde aumenta a superfície em contato com ar para evaporar. Quantas vezes o mecanismo deve ser repetido para que ocorra uma perda mínima de água para concentrar o néctar.
 Do total do néctar depositado no papo, só uma pequena fração segue adiante no tubo digestivo para alimentar a própria abelha.
Na foto, o vidro destinado a observação colocado na parte superior da colmeia com impregnado com numerosas gotículas, resultado da condensação do vapor da desidratação do néctar.
 No decorrer do tempo as gotículas se agregam formando pequenas gotas que despencam ou escorram pelas paredes, acumulando no fundo da colmeia.

Melipona scutellaris 
A foto é apenas a parte visível, para nós, da transformação do néctar em mel, a fase oculta, feita por milhares de pequenos organismos em que cada um acrescenta pequenas e diferentes parcelas de suas virtudes ao mel. São mais de vinte gêneros entre bactérias e leveduras participantes desse magnifico trabalho

Melipona seminigra
Como uma espécie de irmãs gêmeas, ambas operárias regurgitando simultaneamente a água acumulada no papo para o meio exterior.

A DESIDRATAÇÂO DO NECTAR

Na transformação do néctar em mel pelas nossas abelhas nativas intervém dois processos distintos, um físico e outro químico:

O físico, consiste na redução do teor de água do néctar pelo processo de evaporação. O néctar colhido nas flores varia entre 70 a 90 por cento de água e deve ser reduzido aproximadamente para 30 por cento no produto final, o mel.
O químico, em que as substâncias dissolvidas no néctar são transformadas em outras, graças a ação de enzimas glandulares das abelhas e atividade enzimáticas tanto de bactérias como leveduras presentes no trato digestivo das abelhas e dos que povoam os potes de mel.
A redução do teor de água se dá por evaporação e para que ocorra são necessárias condições físicas favoráveis, como:
Superfície em contato com ar: a evaporação ocorre na superfície dos líquido e quanto maior, maior será a evaporação.
 A bolha líquida formada na boca da abelha na regurgitação é quase esférica, é a superfície máxima ideal para um volume de evaporação possível.
Temperatura: quanto maior, mais intensa será evaporação. Toda vez que o líquido volta para o papo é reaquecido devido a temperatura da abelha.
Estado higrométrico do ar: a colmeia é um ambiente fechado onde há uma grande umidade interna que dificulta ou mesmo impede a perda de água por evaporação

O DIFÍCIL PROCESSO DE DESIDRATAÇÃO NO AMBIENTE FECHADO DA COLMEIA

Como é fácil perceber a tarefa é extenuante, com pequeno rendimento e as campeiras necessitam serem liberadas para a busca de novos carregamentos no pasto floral.
A logística é simples, depositar o néctar parcialmente manipulado nos potes de mel ainda abertos para que a maior parte das operarias da colmeia tenham acesso e participem no processo.
As operárias posicionam-se nas bordas dos potes abertos e mergulham as suas longas línguas no líquido acumulado fazendo com que circule, facilitando a evaporação pela renovação da superfície em contato com o ar.

O meliponicultor, pela experiência, sabe que na época de floradas o interior da colmeia se torna muito úmido, o vapor da desidratação condensa nas paredes e muitas vezes chega a escorrer para o fundo da colmeia onde se acumula.
De tempo em tempo, algumas operárias faxineiras sugam essa água e transportam no seu papo dilatado até a entrada da colmeia, onde regurgitam para o meio exterior.  Como é possível notar, o papo para as abelhas é um instrumento de múltiplo uso.

A GRANDE REVOADA DE DESIDRATAÇÃO
A foto das Meliponas scutellaris mais a cima, retrata junto aos potes ainda abertos, o intenso trabalho comunitário de várias operárias entretidas em lançar no caldeirão o néctar parcialmente desidratado e certamente acrescido das virtudes das suas secreções glandulares.
Ao mesmo tempo em que realizam esse procedimento, agitam as suas línguas movimentando o liquido dando uniformidade ao mesmo. Comportamento esse que nos faz lembrar em muito a técnica na Medicina Homeopática no manejo da potencialização dos medicamentos através dinamização.

Nos períodos de grande entrada de néctar algumas espécies de abelhas adotam uma estratégia particular. Em dado momento partem da colmeia em grande número levando o néctar no papo e se agrupam nas proximidades. Inicialmente, elas no seu voo, circulam em torno de um eixo imaginário durante alguns minutos, em continuidade, direcionam-se frente a direção do vento e assim permanecem em voo quase estacionário. O ruído das suas asas pode ser ouvido já a distância.  Se, nos posicionarmos abaixo desse frenesi voador podemos sentir o frescor do ar úmido. A revoada pode levar duas horas antes de todas as abelhas voltarem para a sua colmeia.

Nós humanos, aprendemos desde a infância que uma tolha molhada seca mais depressa no varal do que amontoada dentro de casa.

Harold Brand

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

CONCURSO NACIONAL DE MÉIS DE ABELHAS SEM FERRÃO – AME-RIO - 2018

Em setembro deste ano de 2018 foi realizado a 6ª Edição do nosso já tradicional CONCURSO NACIONAL DE MÉIS DE ABELHAS SEM FERRÃO – AME-RIO, que tem sido realizado bienalmente.

E este ano mais uma vez realizamos o nosso concurso no maravilhoso cenário do Parque da Catacumba, de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas.
Mais uma vez pudemos contar com a simpatia e presteza do pessoal do Parque aos quais agradecemos. Em especial ao apoio e ajuda estratégica que nos foi dada pela Elaine, com ideias e suprimentos de última hora.
Nosso concurso teve nesta edição patrocínio de parceiros que nos ajudaram a enriquecer a comemoração do evento.
O Bondinho do Pão de Açúcar contribuiu com dois ingressos que está disponível ao Meliponário dono do Mel Campeão deste ano, e também ofereceu um passeio aos jurados.
 E a empresa Mbee que atua junto no mercado de méis Gourmets, vai buscar entres os participantes e principalmente entre os melhores colocados um canal para colocação comercial dessas Jóias Gastronômicas.
Quem  liderava a AME-RIO na 5ª edição do concurso era Gesimar, nesta 6º edição quem comanda nossa associação é Carlos Ivan.

Na equipe, 4 jurados bem representativos: Dra. Ortrud Monika Barth da Fiocruz que nos oferece uma análise palinológica. Eugênio empresário da Mbee méis gourmet, acostumado com os melhores paladares. Prof. Rogério Alves da UFRB e renomado pesquisador e conhecedor dos méis nativos. E Chef Caco Marinho do restaurante DOC, reconhecido por adotar ingredientes nativos em suas criações, inclusive os nossos méis e pólens de abelhas sem ferrão. Os quatro nos brindaram com excelentes apresentações sobre as abelhas sem ferrão em relação as atividades que exercem.
Acendo a curiosidade das pessoas para as novidades positivas que Prof. Rogério Alves nos trouxe em sua palestra sobre recentes pesquisas das abelhas Arapuá, Tataíra e seus pólens. 
Sensacional !!!
Também palestrou antes do início do julgamento o Prof. Igor Almeida do laboratório de farmácia da UFRJ. Ele propôs incluir na pesquisa de doutorado dele amostras dos méis que concorreram ao  prêmio, com o objetivo de buscar sinais de atividade farmacológica nos méis de abelhas sem ferrão. Esta pesquisa é muito longa, mas quem sabe descobriremos mais novidades nos méis de nossas abelhas!!

Bem vamos ao Concurso. Mesa arrumada.


Todos os jurados ansiosos por iniciar.
Ficha de julgamento prontas.
Méis todos codificados aguardando serem analisados.


E aí começa a viagem dos 4 jurados no universo das sensações. Degusta este, degusta aquele, e começam a vir lembranças sensoriais das mais diversas: sabores, aromas e sensações resgatadas até lá da infância. Cheguei e escutar o suspiro de um jurado a relembrar do cálido perfume da avó! 


E de degustação a degustação ouve-se elogios, vê-se o deslumbrar das feições denunciando prazer e surpresas! 
O que tantas jóias gourmet raras fazem escondidas nos sete cantos do Brasil ?!
Os resultados foram transferidos das fichas para a tabela de cálculo. Mas devido a um problema de falta de energia de última hora, ao invés de se contabilizar as fichas no notebook, tivemos que fazer em um back-up via Smatfone. O resultado saiu às 14:30 hs no celular, e os presentes foram todos informados. No entanto, por segurança, deixamos para transmitir o resultado oficial somente depois de repassar outra vez as fichas para o notebook.

O GRANDE CAMPEÃO este ano é um mel de URUÇU AMARELA de Teófilo Otoni - Minas Gerais, do Meliponário SERRA AZUL.


Para ele vai o Troféu, Certificado de CAMPEÃO e mais dois acessos para um passeio no Bondinho do Pão de Açúcar.

O Campeão foi seguido pelo Mel do Meliponário Costa do Sauípe (BA) com Uruçu Nordestina.
 E quase emparelhando o Meliponário do Sertão (RN) com Jandaíras.


Os dois também estão de parabéns!!!

E também receberão certificado, os três primeiros colocados de cada categoria, assim teremos:
Maturado - Meliponários Duquinha e Meliponário Oliveira
Desumidificado - Meliponário da Genna

Além de reconhecimento Nacional também terá divulgação Internacional, pois o jurado e Chef  Caco Marinho levou uma amostra desta jóia mineira para participar do evento Slow Food em Turim (Itália).

O mel de abelha sem ferrão tem sido o preferido dos chefs de cozinha, por ser mais úmido que o mel de abelha com ferrão, ter leveduras selvagens, e temperatura ideal para fermentação controlada. “Além de encantar pelo sabor, textura e odor, é um mel que enche a boca de água, com um teor de umidade que quebra o excesso de doçura. O mel é mais do que uma alternativa edulcorante, quando interage com a acidez, ele é também um elemento estimulante do paladar”, explica Caco Marinho.

A Mbee através do seu fundador Eugênio já abriu ou está tentando abrir canais de comunicação e negociação com os meliponários em evidência pelos prêmios ou dentre outros que chamaram a atenção pelos seus sabores peculiares.

Algumas passagens do Concurso:

Um minuto de silêncio no início da reunião em memória do associado Antônio que faleceu na mesma semana do concurso.

Público presente

Entre os presentes Nelson Victor da FAERJ

domingo, 23 de setembro de 2018

PRIMAVERA SEM FERRÃO


Quando eu flor.
Quando tu flores.
Quando ele flor ...
Nós flores seremos. 
E o mundo florescerá.
Que esta primavera perfume o seu coração com todos os aromas da alegria.
Que o calor seja suave.
E que a brisa seja amena.
Que o perfume seja doce.
E que cada dia valha a pena.
Que estes três meses lhe renovem a Paz, o Amor, a saúde e a força para seguir com os projetos da sua vida.
Deixe que a vida faça contigo, o que a primavera faz com as flores.
Encante-se!
Transborde cor!
Espalhe amor!
Primavere-se.
Os meliponicultores pedem a permissão do autor
Gilson Cavalcante
Para trazerem nossas Abelhas Nativas ao poema
Quando eu flor.
Eu abelho
Quando tu flores.
Outras abelhas
Quando ele flor ...
Muitas abelhas
Nós flores seremos.
E nós muito trabalharemos

E o mundo florescerá.
E nós enxamearemos
Que esta primavera perfume o seu coração com todos os aromas da alegria.
Porque nós compartilharemos sem ferrão estas alegrias
Que o calor seja suave.
Como o mel que fazemos
E que a brisa seja amena.
Como nossa presença
Que o perfume seja doce.
E o nosso Mel um prazer
E que cada dia valha a pena.
E cada pote uma surpresa
Que estes três meses lhe renovem a Paz, o Amor, a saúde e a força para seguir com os projetos da sua vida.
Pois trabalharemos com garra, dedicação para produzir o melhor mel da região
Deixe que a vida faça contigo, o que a primavera faz com as flores.
Compartilhe nossos sabores, agridoces, encantadores , conquistadores
Encante-se!
Nós somos sem ferrão
Transborde cor!
Pois somos verde amarelas
Espalhe amor!
Propague que somos nativas
Primavere-se.
Meliponiculture-se