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quarta-feira, 5 de junho de 2024

No Meio Ambiente

No meio ambiente tinha uma abelha
tinha uma abelha no meio ambiente
tinha uma abelha
no meio ambiente tinha uma abelha.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio ambiente
tinha uma abelha
tinha uma abelha no meio ambiente
no meio ambiente tinha uma abelha.

Nunca me esquecerei desse conhecimento
na vida de minhas flores tão visitadas.
Nunca me esquecerei que no meio das flores
tinha uma abelha
tinha uma abelha no meio das flores
no meio das flores tinha uma abelha.

Nunca me esquecerei desse contentamento
na vida de minhas flores tão coloridas.
Nunca me esquecerei que no meio das flores
tinha uma abelha
tinha uma abelha no meio, sem açoite
no meio das flores tinha uma abelha doce e meiga.

Nunca me esquecerei desse sentimento
na vida de minhas flores tão cuidadas.
Nunca me esquecerei que no meio das flores
tinha uma abelha
tinha uma abelha no meio tão brasileira
no meio das flores tinha uma abelha melipona.



sexta-feira, 16 de junho de 2023

O Valor das Abelhas Sem Ferrão

A abelha sem ferrão tem vivido ciclos de visibilidade em sua própria terra. Antes de 2000, e do advento das redes sociais, sabiam sobre sua existência somente do cerrado para cima, principalmente todas as regiões norte e nordeste. Conhecimento comum de caboclos, índios, ribeirinhos, sertanejos, matutos e povo circunvizinhos. O seu mel fartamente consumido e admirado por todos. Suas propriedades medicinais valorizadas. Sua proximidade nas lavouras pomares, sempre bem quista. Sua existência é tão normal como cachorros e gatos no quintal!

Na primeira década do século XXI ainda era uma desconhecida dos brasileiros do meridiano 16º S para baixo. As academias diplomavam neófitos que sequer sabiam que abelhas poderiam não ter ferrão. Escolas ensinam as crianças que abelhas Apis melíferas são as polinizadoras de nossas matas nativas. Nos livros didáticos e notícias só figuram as abelhas exóticas.

 A partir dessa época a tecnologia digital abriu espaço para a formação de grupos e forums de pessoas por assuntos de interesse, e assim juntaram-se alguns gatos pingados que de alguma forma conheciam as abelhas nativas: seja por herança cultural, ou viagens para cima do meridiano 16ºS. Período em que foi criado o grupo ABENA no “Yahoo Groups”, e que a AME-RIO foi fundada (2007). 

Apesar das abelhas sem ferrão sempre existirem em todo território brasileiro, foi a partir dessa época que ela passou a ser conhecida nas regiões mais “ricas” do país. Teve matéria até na Forbes! Um novo ciclo de reconhecimento a nível nacional se inicia para as abelhas nativas. Como não poderia deixar de acontecer, o mel maravilhoso produzido pelas nativas despertou interesse geral. São como uma carta de vinhos nobres, e diferenciados a cada safra. Sabores mais complexos foram descobertos pelos Chefs da alta gastronomia, tanto no mel como em seu pólen. 

As abelhas sem ferrão ganharam força e status com as novas redes sociais, mais rápidas e penetrantes, que disseminam a sua existência aos sete ventos na velocidade de um raio. Assim um outro ciclo ganhou espaço, e agora são incontáveis as inserções sobre o assunto em variadas programações televisivas. Escolas primárias ou levam alunos em meliponários públicos, ou criam meliponários em seus próprios pátios recreativos. Na academia cresce a quantidade de pesquisadores interessados em aprofundar o conhecimento sobre elas e seus produtos. Políticos começam a legislar sobre a atividade. Uma onda de associações de meliponicultores cobre os estados federativos. 


A visibilidade aumenta assustadoramente e inicia-se uma elitização dos produtos, bem como muita informação desencontrada, ou mal direcionada.
A AME-RIO participou e influenciou em muitos desses ciclos e procurou atuar em suas consequências. Temos incentivado algumas consideradas positivas, e  combatendo outras que achamos perniciosas.
Mas ainda estamos batendo em uma tecla pouco conhecida: o alto nível de eficiência da polinização provocada pelas abelhas sem ferrão. Apostamos que esse será o próximo ciclo de reconhecimento sobre as nossas nativas. E por isso, que por dez anos, temos mantido um capítulo especial em nossos cursos de capacitação, e temos dedicado tempo e esforço semeando a informação em palestras, workshop, folders de divulgação, no nosso Gibi infantil, ou em qualquer outra oportunidade de comunicação.
E sobre esse assunto, me chamou a atenção uma palestra que ouvi do Dr. Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo M.Sc. em entomologia, pesquisador da Embrapa Soja Londrina. Nessa palestra ele fala sobre a importância da polinização das abelhas em uma plantação comercial de soja. Seu foco não são as abelhas nativas, mas em sua apresentação percebe-se o quanto as abelhas nativas são efetivas quando o assunto é polinização.

Apresentarei a seguir alguns dados e imagens extraídos da palestra do Dr. Décio Luiz Gazzoni, e a partir deles tirarei minhas próprias conclusões:

O primeiro dado interessante da palestra, para nós meliponicultores, é que se pensava que a soja não tivesse potencial melífero, pois não é citada entre as plantas boas para as abelhas. Inclusive a literatura indicava até a realização da pesquisa da EMBRAPA apenas 30 espécies de abelhas como visitantes das plantações de soja. Mas os pesquisadores da EMBRAPA descobriram que mais de 50 espécies de abelhas visitam a soja.

Concluímos a partir desse dado que pelo menos 49 espécies são nativas!   

Outro dado interessante que foi revelado é que as abelhas conseguem produzir quantidades significativas de mel a partir do néctar da soja, e que essa visitação acarreta até 41% de incremento na produtividade da soja.

Abro parênteses para explicar que a soja se auto poliniza, mas conforme explicação Dr. Gazzoni, existe uma “janela” temporal no ciclo da flor em que a atividade de abelhas sobre os estames consegue fertilizar mais um resquício que não é atingido pela autopolinização, acarretando mais alguns grãos em cada vagem a se formar.

A pesquisa traz dados que convencem os mais céticos quanto a diferença que esse “pequeno acréscimo” de grãos em cada vagem representa em uma plantação comercial de soja. Para isso Dr. Gazzoni apresenta inicialmente um gráfico de outra pesquisa, que lista a correspondência em US$ que cada produto agrícola gera na economia brasileira, com dados de 2020.

A tabela revela que a soja, que tem 25% de dependência da polinização, arrecadou aproximadamente 27 bilhões US$, sendo que quase 7 bilhões foram graças aos 25% de polinização efetivada por abelhas. Ou seja, 7 bilhões de US$ entraram em 2020 na balança comercial brasileira em troca de néctar.      

Outro dado interessante é que a produtividade por metro quadrado da soja  tem subido, mas o metro quadrado ocupado não acompanha o aumento da produtividade. E isso ocorre em parte devido a ação das abelhas nessa pequena “janela temporal” em que as flores da soja conseguem ser polinizadas por abelhas, proporcionando alguns poucos grãos a mais em cada vagem colhida. Projetando-se essa variante até 2050, calculam poder aumentar muito a produtividade e ao mesmo tempo poupar terra ocupada com a cultura. 

Dr. Gazzoni descreveu um experimento interessante sobre a influência da polinização no resultado de uma plantação de soja. Delimitou três áreas sob as mesmas condições, sendo que uma primeira área estava isolada da ação de polinizadores externos, a segunda área também estava isolada da ação de polinizadores externos, mas abrigava uma caixa de abelhas Apis melífera, e uma última área estava sem isolamento. 

Observou-se sob essas condições três safras seguidas de soja, concluindo-se que devido a ação das abelhas existentes no campo houve um pico de incremento de produção de 6,3% em relação ao perímetro de plantação isolado da influência de qualquer tipo de polinizador. E a área sob influência de um enxame apenas de Apis houve um pico de incremento de 18,2% na produção.

Considerando a percentagem média de influência nas três safras, de 12,9% devido a presença apenas das abelhas Apis, houve um incremento de 639Kg / ha, que nos valores de cotação de 2020 representa R$1768,00 a mais por hectare!

Como o Dr. Gazzoni faz questão de ressaltar em sua palestra, sem se gastar um real a mais com sementes, fertilizantes, pesticidas, máquinas ou outro custo!      

Em seguida foi apresentada outra pesquisa realizada em campos extensos de soja no Mato Grosso (Campo Novo do Parecis), que possibilitaram medir a distância de influência de abelhas de fragmentos florestais ao longo de um extenso campo de soja, e comparar com a influência da ação de abelhas Apis melífera.

Assim foi escolhido uma plantação homogênea de soja, com sementes de uma mesma variedade de soja, todas plantadas no mesmo dia, com tratamento de solo igual, exposta às mesmas condições climáticas, que apresentava um fragmento florestal centralizado que ocupava aproximadamente 10 hectares de área. 

Para um dos lados (esquerdo) do fragmento florestal foram distribuídas caixas (azul) de enxames de Apis, e esse talhão de plantação é de alta produtividade. Então esse talhão estava sob a influência tanto das caixas de Apis melífera, como das abelhas nativas provenientes do fragmento florestal. 

Para o outro lado do mesmo fragmento florestal (direita), não foram colocados os enxames de Apis, a influência era somente das abelhas nativas provenientes do mesmo fragmento florestal. E esse talhão de plantação era considerado um talhão de variedade de soja de média produtividade.    

E aí vem a cereja do bolo e a grande surpresa, que para a AME-RIO não é surpresa, pois há dez anos temos falado e demonstrado isso sistematicamente por meio de outras pesquisas apresentadas em nossos cursos de capacitação, palestras, apresentações, etc!

Os gráficos desse último experimento do Dr. Gazzoni mostram a quantidade de abelhas por área respectivamente em cada talhão: linha vermelha abelhas nativas, linha azul abelhas Apis, linha verde total geral de abelhas. 

Observa-se o ganho significativo de produtividade, que ocorreu nos dois talhões, até 100 metros de distância do fragmento florestal, atingindo picos de 4287kg/ha em um dos lados e 3316kg/ha no outro lado do fragmento florestal!  

E essa influência significativa até 100 metros de afastamento do fragmento florestal decai a partir dos 100 metros até 200 metros. A redução de produtividade coincide com o aumento da distância do fragmento florestal, e a consequente redução significativa de contagem das abelhas nativas por área. A partir dos 200 metros de distância, com o rareamento das abelhas nativas, a produtividade chega a cair 710kg/ha de um lado e 629kg/ha do outro lado do fragmento folrestal.

Interessante constatar que a presença das abelhas Apis melífera não sustenta o mesmo nível de eficiência de polinização suprido pela presença das abelhas nativas.


Nossas abelhas sem ferrão são fantásticas. Cada espécie de abelha melípona ao buscar o néctar ou pólen em uma flor, produz uma vibração característica no abdômen, que faz com que os estames das flores vibrem como uma corda de violão, e assim os grãozinhos de pólen voam longe fazendo a alegria das flores. Quem quiser se aprofundar sobre esse assunto basta procurar “Buzz Pollination” na internet, que existem vários trabalhos como por exemplo o “Buzz pollination: studying bee vibrations on flowers” de onde foi extraída a imagem a seguir.
   

A AME-RIO tem outras publicações comentando sobre essa capacidade de nossas abelhas, mas o que se deve destacar disso tudo é que no caso da soja a atuação de nossas abelhas nativas sobre a flor da soja é apenas complementar,  pois apesar da alta eficiência devido ao Buzz Vibration a soja se autopoliniza, assim como o café e diversas outras culturas comerciais.

 Mas é essencial que as pessoas compreendam que 90% das nossas plantas nativas, presentes em qualquer dos nossos 9 grandes biomas, a maioria delas só conseguem ser polinizadas se houver o Buzz Vibration produzido pelas abelhas endêmicas de seus respectivos biomas, pois cada espécie de planta evoluiu em simbiose com um grupo específico de abelhas, que são capazes de produzir a frequência certa para a liberação do pólen daquelas espécies de plantas.

Não é atoa que o Brasil tem quase 400 espécies de abelhas sem ferrão, sem contar as solitárias que exercem o mesmo papel!

Assim um bioma brasileiro, mesmo que preservado em sua área, precisa de abelhas nativas que produzam vibração correspondente a necessidade específica de polinização das espécies florais contidas naquele bioma. Se essas abelhas não estiverem presentes nesse bioma, ele estará fadado a extinção, pois suas plantas serão como múmias que não se reproduzem!

Outra conclusão que se obtém dessa pesquisa, e que a AME-RIO também vem batendo na tecla por muito tempo, é que não se deve projetar meliponários baseados em estatísticas de distâncias de alcance de vôo atingidos por cada espécie de abelha nativa. Abelha não desperdiça energia voando 1km, 2 km, 3 km de distância para trazer alimento para casa. Ela quer uma padaria na esquina, o supermercado no próximo quarteirão. Ela não vai gastar combustível para fazer compras em outro bairro!

Então quem quer produção respeite o limite do bom senso, e prepare um pasto melífero na borda do seu meliponário! E quem quiser um pomar farto, providencie caixas de abelhas sem ferrão espalhadas pela plantação!

As abelhas sem ferrão não só fazem o melhor e mais saboroso mel, mas também prepara as melhores frutas e e os maiores grãos de sua mesa! Então ...

Bon appétit, avec la petite abeille!   

Medina


quinta-feira, 18 de maio de 2023

20 de MAIO. Chegamos nesse ano de 2023 a mais um dia oficial da abelha!

O dia foi instituído pela ONU em 2017 em homenagem a Anton Janša, nascido em 20 de maio de 1734 em Breznica, região Gorenjska da atual Eslovênia. Cresceu em uma família que possuía mais de cem colmeias, ele desenvolveu um fascínio especial pelas abelhas desde cedo. Por ser muito inventivo e observador, revolucionou a prática de criação de abelhas, ele inventou um novo design de colméia e aperfeiçoou as técnicas de produção do mel.

Maio, o mês, deriva do nome Maia, que tem o sentido literal de ‘pequena mãe, e na mitologia romana Maia Maiestas é a deusa da fecundidade e da projeção da energia vital, e da primavera.

E as abelhas podem ser consideradas como pequenas “mães”. Mães que dão o fruto a cada flor que pousa, trazendo a fecundidade e a energia vital para cada botão floral que visita.

E o Brasil é mais abençoado ainda por ser um berço esplendido para as abelhas nativas sem ferrão. Mais de 300 espécies ocupam os quatro cantos do nosso país.

Nossas abelhas nativas assemelham-se a varinhas de condão, transformando em uma explosão de vida até as flores mais independentes!

Um exemplo dessa mágica é o café. Estudos demonstram que apesar de ser uma planta independente de polinizador, devido a sua capacidade de autopolinização, a presença de abelhas nativas nas flores do cafezal, acarretam um incremento da produção de até 30% no arábica e até 60% no conilon (AgroBee). 

Existe uma outra pesquisa que registrou um aumento médio de 23% no peso do tomate cereja, quando polinizado por quadrifaciatas.

Pesquisas mais sérias catalogam a frequência de vibração do abdômen de nossas abelhas sem ferrão no momento da coleta de néctar no botão floral.

Sim cada uma das nossas abelhas nativas, diferentes das abelhas Apis Melífera, produzem uma vibração característica específica por espécie. Isso as tornam essenciais para o sucesso e eficiência na polinização de muitas espécies específicas da nossa flora nativa. Significa que se não houver uma abelha que atinja a vibração de uma frequência específica para uma determinada espécie floral, esse botão floral não será abençoado com a sucessão da vida.

Em outras espécies florais a vibração provocada pela abelha nativa, mesmo que não seja essencial para a sua fecundidade, transformam o momento da fecundação em uma explosão de vida, aumentando consideravelmente a qualidade, e o volume da produtividade daquela planta.

Uma outra pesquisa, da Dra. Kayna, apresenta um levantamento sobre a dependência de polinizadores na agricultura comercial. O gráfico revela que pelo menos 76% da cultura comercial é dependente de polinizadores. Desse total 35% são essencialmente dependentes, ou seja, se não houver polinizador não há produção. Outros 24% do total são altamente dependentes.

Esse estudo já é suficiente para entender a importância das abelhas no nosso cotidiano. Se acrescentássemos a esse cenário a mágica da multiplicação da produção, que nossas abelhas nativas são capazes de implementar na maioria das plantações comerciais, as abelhas nativas deveriam não só ser comemoradas no dia 20 de MAIO, mas a cada dia do ano nas salas de aulas de nossas crianças, para que todas crescessem reconhecendo o quanto importantes nossas abelhas nativas são para nosso dia a dia, incrementando a produção de alimentos, como para nossos 9 grandes biomas nacionais.

E essa terra santa, assim como em Mateus 14:13-21, é berço de mais um milagre: o milagre da multiplicação dos frutos. Parece que nossas abelhas aprenderam a lição da multiplicação e da partilha de Jesus. Sem nem mais uma grama de adubo sobre a terra, sem a necessidade de mais metros quadrados de terras cultivadas, sem mais empenho do agricultor, nossas abelhas nativas não só mantêm nossos biomas vivos, como também multiplicam a produtividade das plantas que nessa terra chegam para alimentar o homem.

Nossas abelhas sem ferrão são as “pequenas mães indígenas”, hoje ainda pouco valorizadas, ou ainda não devidamente “empoderadas”, para usar um jargão da moda. Que cada dia 20 dos maios que ainda virão, possam ser momentos de despertamento para a verdadeira importância das abelhas nativas.

Viva todas as abelhas! E viva nossas abelhas nativas!

Medina   

domingo, 23 de setembro de 2018

PRIMAVERA SEM FERRÃO


Quando eu flor.
Quando tu flores.
Quando ele flor ...
Nós flores seremos. 
E o mundo florescerá.
Que esta primavera perfume o seu coração com todos os aromas da alegria.
Que o calor seja suave.
E que a brisa seja amena.
Que o perfume seja doce.
E que cada dia valha a pena.
Que estes três meses lhe renovem a Paz, o Amor, a saúde e a força para seguir com os projetos da sua vida.
Deixe que a vida faça contigo, o que a primavera faz com as flores.
Encante-se!
Transborde cor!
Espalhe amor!
Primavere-se.
Os meliponicultores pedem a permissão do autor
Gilson Cavalcante
Para trazerem nossas Abelhas Nativas ao poema
Quando eu flor.
Eu abelho
Quando tu flores.
Outras abelhas
Quando ele flor ...
Muitas abelhas
Nós flores seremos.
E nós muito trabalharemos

E o mundo florescerá.
E nós enxamearemos
Que esta primavera perfume o seu coração com todos os aromas da alegria.
Porque nós compartilharemos sem ferrão estas alegrias
Que o calor seja suave.
Como o mel que fazemos
E que a brisa seja amena.
Como nossa presença
Que o perfume seja doce.
E o nosso Mel um prazer
E que cada dia valha a pena.
E cada pote uma surpresa
Que estes três meses lhe renovem a Paz, o Amor, a saúde e a força para seguir com os projetos da sua vida.
Pois trabalharemos com garra, dedicação para produzir o melhor mel da região
Deixe que a vida faça contigo, o que a primavera faz com as flores.
Compartilhe nossos sabores, agridoces, encantadores , conquistadores
Encante-se!
Nós somos sem ferrão
Transborde cor!
Pois somos verde amarelas
Espalhe amor!
Propague que somos nativas
Primavere-se.
Meliponiculture-se

terça-feira, 9 de agosto de 2016

PLANTAS TROQUILÓGAMAS

Primeiro é bom explicar o significado de plantas troquilógamas.

Há espécies botânicas que são polinizadas unicamente por certos beija-flores. Esta capacidade simbiótica das plantas de sobrevivência, servindo de alimento para beija-flores as qualificam como plantas troquilógamas.


Mas o beija-flor ao ser atraído para essa "armadilha" simbiótica é recompensado com uma considerável quantidade de néctar a disposição, e de boa qualidade, geralmente com uma concentração acima de 20% de açucares, e esta é a maravilhosa bebida energética que nossas abelhas sem ferrão também necessitam para sobreviver.
Em nosso curso sempre apresentamos listas com plantas melitófilas tipicamente do bioma  Mata Atlântica, sempre incentivamos a disseminação das nossas plantas, pois visamos a conservação. Também existe literatura de plantas melitófilas do cerrado e caatinga.

Mas, quem tem uma casa com quintal, condomínio, jardim urbano ou que de alguma forma esteja restrito a um projeto paisagístico, mas em seu espaço quer dar preferência a plantas que incentivem a vida e que embelezem o cenário, é bom procurar no google por plantas troquilógamas, pois vai encontrar um extensa lista de plantas nativas ou não, mas que fornecem muito néctar de boa qualidade.
 
Dando preferência as esta categoria de plantas na escolha, terá um cenário paisagístico garantido com belas flores, e poderá atrair não só os beija-flores mas também manter saudável muitos enxames de abelha nativas que estejam por perto.
Falo isto, pois está cada vez mais comum investirem em projetos de jardins com folhagens e muita grama. 
Esta prática de plantar desertos verdes já  foi tema de duas postagens anteriores:

Fiquem prevenidos! Devido a diferença de tamanho, os beija-flores podem ver as abelhas como um delicioso "bombom de licor", mas não se preocupem, pois isto faz parte do ciclo da natureza e se seus enxames estiverem bem supridos, não vão perder por esta disputa arriscada (para as abelhas).


Que já ocorre em relação a outras aves ... 


  
Segue uma liste de plantas Troquilógamas extraído da página:
Esta página tem muitas curiosidades sobre nossos amigos beija-flores, vale a pena a visita! 

Lista de Plantas Troquilógamas

ÁRVORES ORNAMENTAIS
Amherstia nobilis - amércia
Bauhinia blakeana - árvore-de-orquídea
Bauhinia fortificata - unha-de-vaca
Bauhinia variegata candida -bauínia-branca
Bombax ceiba - bombax
Brownea grandiceps - braunea-vermelha
Brownea macrophylla - braunea-laranja
Caesalpinae peltophoroides -sibipiruna
Chorisea speciosa - paineira
Callistemon salignus - escova-de-garrafa
Castanospermum australe -castanha-da-austrália
Delonix regia - flamboyant
Erythrina crista-galli - corticeira
Erythrina falcata - corticeira-da-serra
Erythrina velutina - mulungu
Erythrina verna - suinã-coral
Erythrina speciosa - suinã
Eucalyptus ficifolia - eucalipto-vermelho
Gmelina arborea - gmelina
Grevillea banksii - gravilea-anã
Grevillea robusta - gravilea
Inga iuschnanthiana - ingá
Jacaranda mimosaefolia -jacarandá-mimoso
Mimosa scabrella - bracatinga
Spathodea nilótica - espatódea
Tabebuia avelanedae - ipê-roxo
Tabebuia avelanedae vr. paulensis -ipê-rosa
Tabebuia chrysotricha - ipê amarelo
Tabebuia ochracea - ipê amarelo
Tabebuia roseo-alba - ipê branco
FRUTÍFERAS
Ananas comosus - abacaxizeiro
Carica papaya - mamoeiro
Caryocar brasiliense - pequizeiro
Citrus sinensis - laranjeira
Coffea arabica - cafeeiro
Inga marginata - ingá-feijão
Musa sapientum e hibridos -bananeira
Passiflora sp. - maracujazeiro
Punica granatum - romanzeiro
Syzygium malaccense - jambo-vermelho
ARBUSTOS
Abutilon megapotamicum - lanterna-japonesa
Abutilon striatum - lanterna-chinesa
Abutilon venosum - sininho
Acnistus arboreus - fruta-do-sabiá
Aphelandra sinclairiana - afelandra-coral
Aphelandra squarrosa - afelandra-amarela
Aphelandra tetragona - afelandra-vermelha
Bauhinia galpinii - bauínia-vermelha
Caesalpinia pulcherrima - flamboyant-mirim
Calliandra brevipes - esponjinha
Calliandra inaequilatera - esponjinha
Calliandra surinamensis - esponjinha-rosa
Calliandra tweedii - esponjinha-vermelha
Clerodendron speciosum - clerodendro-coral
Duranta repens - duranta
Fuchsia regia - brinco-de-princesa-do-mato
Fuchsia sp. - brinco-de-princesa
Grevillea banksii gravillea-anã
Hamelia patens - amélia
Hibiscus rosa sinensis - hibisco
Hibiscus schizopetalus - lanterninha-japonesa
Holmskioldia sanguinea - chapéu-chinês-vermelho
Holmskioldia sanguinea alba - chapéu-chinez-amarelo
Holmskioldia tettense - chapéu-chinez-roxo
Ixora chinensis - ixora
Ixora coccinea - ixora
Justicia aurea - justicia amarela
Justicia magnifica - justicia-rosa
Justicia rizzinii - farroupilha
Latana camara - lantana
Malviscus arboreus - malvisco
Megaskepasma erythrochlamys - capota-vermelha
Mussaenda erytrophylla - mussaenda-vermelha
Mussaenda frondosa - mussaenda-branca
Mussaenda incana - mussaenda-amarela
Norantea guianensis - rabo-de-arara
Odontonema strictum - odontonema
Pachystachys coccinea - jacobina-vermelhaPachystachys lutea - camarão-amareloRusselia equisetiformis - russélia
Sanchezia nobilis - sanquésia
Salvia involucrata - salvia-rosa
Salvia leucantha - salvia-bicolor
Salvia guaranitica - salvia-azul
Salvia splendens - salvia-vermelha
Stifftia chrysantha - diadema
Thevetia peruviana - chapéu-de-napoleão
Thumbergia erecta - tumbérgia-arbustiva
TREPADEIRAS
Campostema grandiflorum - cipó-tapiá
Clerodendon speciosum - 
lágrima-de-cristo
Clerodendron splendens -
clerodendro-vermelho
Clerodendron thomsonae - 
lágrima-de-cristo
Combreatum coccineum - 
escova-de-macaco
Combreatum fruticosum - 
escova-de-macaco
Combreatum grandiflorum -
escovinha-vermelha-de-macaco
Doxantha unguis-cati - 
unha-de-gato
Ipomea horsfalliae - 
ipomea
Lonicera japonica -
 madressilva
Mucuna benetii - 
flama-da-floresta
Mutisia coccinia - mutísia-vermelha
Mutisia sp. - mutísia-rosa
Petrea volubilis - flor-de-são-miguel
Podrana ricasoliana sete-léguas
Pyrostegia venusta - cipó-de-são-joão
Thumbergia grandiflora -tumbérgia-azul
Thumbergia mysoriensis -sapatinho-de-judeu
Trachelospermum jasminoides -jasmim-brilhante
Wisteria sinensis - glicínia
HERBÁCEAS
Agapanthus africanus - agapanto
Aloe arborescens - aloe candelabro
Alpinia zerumbert - alpinia-branca
Alstromeria psittacina - alstroméria
Amaryllis beladona - lírio-vermelho
Asystasia spp. - asistásia
Beloperone guttata - camarão
Canna indica - beri
Cordyline congesta - dracena-roxa
Cuphea speciosa - erva-de-bixo
Erathemum nervosum - erantemo
Fuchsia hybridus - brinco-de-princesa
Gladiolus hybridus - gladíolo
Gloxinia sylvatica - gloxínia
Hedychium coccineum - lágrima-de-moça
Heliconia hisurta - bananeirinha-do-mato
Heliconia revolutta - bananeirinha-vermelha
Heliconia rostrata - bananeirinha
Helicteres sacarolha - saca-rolha
Impatiens walleriana - maria-sem-vergonha
Jasminum mesnyi - jasmim-amarelo
Justicia scheidweileri justicia-rosa
Kniphofia uvaria - lírio-tocha
Musa violascens - bananeira-de-jardim
Pedilanthus tithymaloydes variegatus -pedilanto
Pentas lanceolata - estrela-do-egito
Ruelia colorata - ruelia-do-amazonas
Ruelia elegans - ruelia-vermelha
Ruelia makoyana - ruelia-rosa
Scutellaria costaricana - escutelária
Streptosolen jamesonii - estreptosolem
Stromanthe sanguinea - caetê-vermelho
Tecomaria capensis - tecomária
Tropaeolum majus - capuchinha-grande

Fica então aqui a dica!!
MEDINA