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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Entrada de ninhos de Mandaguari Amarela

 Vocês tem alguma entrada de ninho de abelha que consideram realmente bonita? Para mim, a  entrada de ninho de abelha sem ferrão mais bonita é a da Mandaguari Amarela ou Scaptotrigona xanthotricha, quando a colônia está forte. Em meu meliponário eu tenho três colônias dessas abelhas, mas perto do sítio, existem várias outras. 


Eu cheguei a falar de minhas xanthotrichas, em mensagens ao grupo Abena e por causa disso, em meados de dezembro de 2009, eu recebi um e-mail de uma menina, com os seguinte teor: "Sou estudante de pós graduação e estou realizando um estudo sobre a diversidade genética da espécie Scaptotrigona xanthotricha, a mandaguari amarela. Preciso saber se o senhor ainda tem a mandaguari, onde ela foi coletada e se poderia disponibilizar pra mim alguns adultos pra eu realizar meu estudo. Ressalto que o meu trabalho tem como objetivo a conservação desse grupo tão ameaçado pelo desmatamento das áreas de Mata Atlântica."
Como eu sempre gosto de ajudar estudantes e também tenho como objetivo a conservação de abelhas, eu acedi ao pedido e solicitei que ela me instruísse como proceder para fazer as coletas dos espécimes para estudo.
Ela pediu que eu coletasse em torno de 20 abelhas adultas de cada colônia e que fizesse a localização, georeferenciada se possível, de cada colônia, além disso me enviou tubos de ensaio e alcool isopropilico, para conservação das amostras. Foi a única coisa que me deixou triste, seria preciso sacrificar os espécimes para estudo. Bem, tudo em nome da ciência.
Só no início de janeiro, eu fui até Rio Claro, onde tenho minhas abelhas, preparei um funil, com a parte de cima de uma garrafa de refrigerante grande (2 litros) e uni o bico do garrafa grande a uma garrafa plastica de meio litro e fui tentar pegar os espécimes, não deu muito certo, pois as abelhas se negavam a entrar no funil, precisei cobrir o funil  e parte da garrafa pequena com plástico preto para que as abelhas atraídas pela claridade no final da armadilha, entrassem na garrafa, só assim consegui fazer as coletas.
A coleta das três primeiras colônias até que foi fácil, pois elas embora ainda estejam nos troncos, os troncos estão em  cima de uma laje no sitio onde tenho o meliponário. Só para vocês saberem, eu não pretendia ter retirado essas abelhas da natureza, mas o dono das terras onde elas estavam resolveu  desmatar um pedaço de terra, para aumentar o pasto e derrubou várias árvores entre elas aquelas onde estavam estas três colônias, não consegui convencê-lo de manter as árvores, mas ele acedeu em deixar-me ficar com as abelhas, é claro que ainda tive que deixar um presentinho, pois a intenção dele era retirar o mel e colocar os troncos a secar para fazer lenha.
Já as outras colônias, estavam e ainda estão localizadas em árvores vivas, que não estão correndo perigo imediato de serem derrrubadas. A arvore aí em cima, está localizada a beira de um barranco de mais de oito metros de altura, que na foto não aparece por causa do capim, mas se alguém pisar nesse capim em frente a entrada da Mandaguari, vai cair oito metros para baixo.  Foi por isso que só fotografei de lado e não de frente, para fazer a coleta, me apoiei na árvore e levei o braço até a entrada da colônia.
Esta outra colônia está localizada em uma árvore que fica bem na beira da estrada e deve ter mais de 80 cm de diâmetro, a entrada da colônia fica mais ou menos a uns 90 cm de altura e há algum tempo eu tentei forçar uma divisão dessa colônia, colocando uma caixa em frente a boca e obrigando as abelhas a passar por dentro da caixa. Não deu certo porque eu não fiz uma boa cobertura e entrou água de chuva  na caixa, eu também tentei fechar a entrada com barro e as abelhas retiraram o barro, e só o que eu consegui foi transformar a entrada em duas, mas a colônia é uma só. Acredito.

A foto acima não está fazendo juz a essa abelha, talves do grupo apresentado seja a mais forte, está localizada em uma árvore de mais de metro de diâmetro, um monjoleiro que fica dentro do sítio de um amigo nosso. Essa abelha já está lá prá mais de 20 anos e já retiraram mel dela várias vezes e ela sempre se voltou, eu estou tentando convencer  o dono a deixá-la quieta, mas ele diz que vai ter que tirar a abelha, pois ela está incomodando os animais, não acredito muito, acho que ele está querendo é pegar o mel. Por enquanto ele ainda está aceitando meu pedido de deixá-la quieta, mas de vez em quando ele diz que se eu não tirar ela de lá, ele vai tirar. Estou pensando em tentar aplicar a técnica da janela, fechando depois a árvore, mas só em último caso.
Esta abelha também está em uma árvore a beira do caminho, só que é um caminho onde passa pouca gente, então ainda não está incomodando, só em época de enxameação é que elas assustam o pessoal que passa. Ela está localizada bem perto do chão, no máximo 15 cms, mas é um barranco que fica mais ou menos 80 cms acima do caminho, a boca da colônia está voltada bem para o caminho.

Bem a dificuldade que eu mencionei para coleta de espécimes das outras colonias, não foram tanto pelas abelhas, e sim por elas não estarem muito perto e em locais razoavelmente acidentados, isso fez que eu precisasse movimentar bastante este corpo em forma que tenho, forma de barril ou de pera, ainda não sei bem. Com minha falta de ar constante, vocês já viram. Pior foi que devo ter passado quase uma semana cheirando a côco, de tanta resina que as mandaguaris me jogaram, além de terem se apaixonado por mim e ficarem horas me rodeando.

Bom, com isso eu mostrei as entradas das minhas xanthotrichas e contei para vocês que elas estão ajudando alguém a fazer seu trabalho de pós graduação. Tomara que as amostras que enviei tenham chegado em bom estado e que realmente sejam úteis para o trabalho dessa menina e que isso venha aumentar os nossos conhecimentos sobre esse tipo de abelha. Tenho a promessa de que assim que o trabalho for publicado, vou receber uma cópia. Se me derem autorização, com certeza, vou dividi-la com vocês.

uga

sábado, 22 de maio de 2010

Mais notícias do IV Congresso Brasileiro de Meliponicultura

Pessoal, hoje é 22 de maio, dia do Meliponicultor, e eu gostaria de em nome da AME-RIO apresentar aqui as nossas congratulações e  votos de muito sucesso a todos os Meliponicultores brasileiros. 

Hoje, nosso correspondente em Cuiabá, o Carlos Ivan Siqueira, nos enviou mais algumas fotos de atividades realizadas ontem, dia 21 de Maio de 2010,  no IV Congresso Brasileiro de Meliponicultura, as duas primeiras fotos são da Mesa redonda: Diversidade e Conservação de Abelhas Nativas. 
Conforme podemos ver essa Mesa redonda bombou, com a sala totalmente lotada, incluindo ainda muita gente sentada no chão. Quem está falando nesse momento é a professora Betina Blochtein, ( PUC / Porto Alegre - RS.
A Professora Betina discorreu sobre as Abelhas Sem Ferrão do Rio Grande do Sul. 


Dessa mesa redonda também participou a Marilda Cortopassi-Laurino ( USP / SP) que falou da Melipona quinquefasciata (Lepeletier), conhecida por Mandaçaia do chão ou Uruçu do chão. A Professora Marilda é aquela pesquisadora que junto com o PNN escreveu o artigo: Notas sobre a Bionomia de Tetragonisca weyrauchi Schwarz, 1943 (Apidae, Meliponini). Lembram daquela abelha que partiu para cima do nosso correspondente no primeiro dia do congresso? É a Tetragonisca weyrauchi, popular Jataí do Acre.  
Como nosso correspondente não enviou nenhuma foto da Prof. Marilda, o redator foi buscar uma foto da  professora em sua visita  aos laboratórios de abelhas na Universidade de Sydney, em 2007 (Foto publicada no site da APACAME - Mensagem doce, numero 64). Marilda é a segunda a esquerda, ao seu lado vestida de preto a Denise Alves,  Waldemar e Cida Ribas Monteiro na direita completam a lista de brasileiros na visita. 
O nosso amigo Bob the Beeman, nos enviou informações sobre os australianos que recepcionaram nossa delegação: "Eu conheço as três pessoas da foto. À esquerda é Ms Megan Halcroft. Ela pesquisa as defesas da abelha Austroplebia australis contra um pequeno besouro das colmeias  (Aethina tumida). Atualmente ela trabalha em seu doutorado e esta fazendo um censo dos criadores de abelhas sem ferrão da Austrália. No centro, em vermelho temos a  Dra. Anne Dollin do the Centro de Investigação Australiano de Abelhas Nativas (Australian Native Bee Research Centre -ANBRC).  O homen alto, camisa branca, é Mark Greco. Ele trabalha como operador de raios-x em tomografia computadorizadas. Ele consegue gerar imagens de abelhas que vivem no interior de colônias".


Segundo o Guia Ilustrado de Abelhas do Estado de São Paulo, a Melipona quinquefasciata, assunto da palestra da Prof. Marilda, é uma abelha com nidificação subterrânea. Encontrada em áreas abertas. Ninhos com favos horizontais ou verticais, potes grandes (cerca de 3-4cm). Essa espécie foi pouco estudada até o momento. 



Fotos de espécimes da coleção
operária - vista frontal
operária - vista lateral
operária - asa
operária - perna posterior
Fotos: Sylvia Maria Matsuda - Laboratório de Abelhas
Foto da entrada e do interior do ninho
entrada do ninho
interior do ninho
Foto: Marilda Cortopassi Laurino - Laboratório de Abelhas
Foto: Juan Manuel Rosso Lodono - Laboratório de Abelhas




Outro pesquisador que participou da Mesa redonda: Diversidade e Conservação de Abelhas Nativas, foi Evandson José dos Anjos Silva (UNEMAT/ Cárceres), que falou das abelhas euglossini, aquelas que visitam as orquídeas e que são responsáveis pela mais saborosas sobremesas, àquelas a base de baunilha.

Por último, mas não menos importante, Ivan nos enviou uma foto do Presidente de Honra da AME-RIO: 
Nosso companheiro Pompílio, todo orgulhoso com a medalha de Ouro de Pesquisa Científica no Congresso Internacional da China. 



Imagens e informações de Carlos Ivan /Cuiabá

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Notícias do XVIII Congresso Brasileiro de Apicultura e IV Congresso de Meliponicultura



Nosso correspondente em Mato Grosso, o Carlos Ivan, nos manda algumas fotos do XVIII Congresso Brasileiro de Apicultura e IV Congresso de Meliponicultura. São as mesmas fotos que ele já tinha enviado ontem e nós não conseguimos abrir. A qualidade das fotos não está boa, mas não é culpa de nosso correspondente, que é um ótimo fotógrafo, alguma coisa ocorreu na transmissão das fotos. Provavelmente tem a ver com esse pessoal que não consegue nem abrir um arquivo direito e se mete a redigir um blog, é claro que as imagem vão acabar ficando sofríveis. E daí? Seu texto também não é lá essas coisas, só os seus leitores é que são ótimos.
Alguns integrantes da caravana do Rio de Janeiro em frente a entrada do Congresso.  Nosso correspondente, o Carlos Ivan, é o da direita, camiseta branca e craxá. Assim dá para entender o porquê das fotos não ficarem tão boas, acho que nosso correspondente tercerizou a tarefa, para poder sair na foto. (hehehehe..). Deveriam ter fotografado ele ontem, mexendo com o ninho da Tetragonisca weyrauchi, a jataí do Pará, que botou nosso valente correspondente a correr.
Acima temos a Palestra Magna de abertura do dia 20/05 : A importância da seleção das abelhas na produtividade das colméias. A participação dos congressistas foi muito boa, como podemos ver. O fotografo está no fundo a esquerda, atrás da camêra, nosso correspondente está bem a direita, quase na frente.... vocês estão vendo? Aquele de cabelos pretos...
O presidente da AME-RIO, Pedro Paulo Peixoto,  falando no Fórum do Meliponicultor, dentro das Atividades Técnicas do Congresso de Meliponicultura, sendo atentamente observado por  nosso vice-presidente,  Gesimar Célio, que está sentado na frente a direita.
Presidente da CBA, José Gomercindo Corrêa da Cunha conversando com Meliponicultores, no Forum do Meliponicultor, com a presença do Pedro Paulo e do Gesimar. Essas fotos já são de hoje, 21/05/2010
Outro ângulo da palestra do Presidente da CBA, José Gomercindo Corrêa da Cunha, no Forum do Meliponicultor.
Aspecto da feira, parece bem movimentada.


Todas as imagens desta postagem, foram enviadas pelo Carlos Ivan Siqueira.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Jataí diferente ou correspondente azarado

Amigos da AME-RIO, já estamos com um correspondente no Congresso de Cuiabá, o nosso amigo Carlos Ivan Siqueira. Como ele está com seu tempo muito apertado, preferiu deixar para fazer suas postagens na volta, mas já nos enviou algumas fotos, para atiçar nossa curiosidade. 

Entre uma palestra e outra, o Ivan foi até a "Cidade das Abelhas" na área externa do Centro de Convenções, lá está montado um apiário ( não povoado ) e um meliponário com várias espécies.

Um ninho que chamou a atenção do Ivan, lhe disseram que era de Jataí.

 Jataí do Pará, alguém conhece? Também conhecida por Tetragonisca weyrauchi

Entrada do ninho.

Outro ninho da mesma abelha, este estava pendurado em uma das árvores!

Além das fotos o Carlos Ivan nos falou de algumas características dessa abelha:."Além do ninho bem diferente dos ninhos de Jataí que conhecemos, a Jataí do Pará, é uma abelha muito interessante e tb muito agressiva, fui tentar ajeitar o ninho que estava pendurado na árvore na "Cidade das Abelhas" e elas imediatamente começaram a me atacar, principalmente nos meus cabelos".


Pena que não fotografaram nosso correspondente as voltas com as Jataís.


O Carlos Ivan também enviou fotos da Palestra Mágna de abertura do dia 20/05 : "A importância da seleção das abelhas na produtividade das colméias", também enviou fotos do presidente da AME-RIO falando no Fórum do Meliponicultor,  infelizmente por problemas técnicos não conseguimos abrir essas fotos. Assim que o Ivan conseguir enviar novas fotos, vamos dividí-las com vocês. 

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Abelha Jataí (Tetragonisca angustula angustula


Tetragonisca angustula angustula Latreille
Nome popular : JATAÍ
Taxonomia
· Hymenoptera
. Apoidea
. Apidae
· Meliponini
Nome científico: Tetragonisca angustula angustula (Holmberg)
Nome popular: JATAÍ (Nogueira-Neto, 1970).

Distribuição geográfica
Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo (Silveira et al., 2002).
Referência
Silveira et al., 2002. Abelhas Brasileiras. Belo Horizonte.
Ecologia
A entrada do ninho é um tubo, não muito curto, construído com cerume mole, sua parede é fina e apresenta pequenos furos (Nogueira-Neto, 1970). Favos de cria horizontais ou helicoidais e ocorrem células reais (Nogueira-Neto, 1970). Invólucro presente e muito desenvolvido ao redor dos favos de cria (Nogueira-Neto, 1970). Potes de alimento pequenos, atingindo 1,5 cm de altura (Nogueira-Neto, 1970). Tamanho das colônias: 2.000-5.000 abelhas (Lindauer & Kerr, 1960). Podem ou não apresentar comportamento agressivo, beliscando a pele e enrolando nos cabelos, entretanto, esse comportamento é breve (Nogueira-Neto, 1970). É uma das abelhas mais fáceis de criar no Estado de São Paulo (Nogueira-Neto, 1970).
Referência
Nogueira-Neto. A criação de abelhas indígenas sem ferrão. Tecnapis. 1970.
Lindauer & Kerr, 1960
Estas informações foram retiradas do Guia Ilustrado das Abelhas Sem Ferrão do Estado de São Paulo, já a imagem foi retirada do site Cultura Apícola. A seguir, apresento as minhas Jataís.







Eu não sou nenhum especialista em Jataís, na verdade não sou especialista em nenhuma abelha, mas tenho algumas caixas de Jataí no meu meliponário e atualmente elas estão com bastante movimento.
Neste último final de semana eu recebi a visita de um irmão que mora em São Leopoldo/RS, no domingo levei-o até Rio Claro/RJ para ele conhecer o lugar onde atualmente passo a maioria dos fins de semana. Queria também que ele conhecesse um pouquinho de Meliponicultura e incentivei-o a examinar duas de minhas colônias de Jataí. Em retribuição,  ele me ajudou a fotografá-las.


Uma hora dessas eu pretendo transfer minhas colônias para caixas verticais, com abertura na parte de trás, como aquela apresentada há algum tempo pela Rita e pelo Fernando. Mas, enquanto não chegar a primavera, elas vão aguardar nas casas velhas mesmo.

As colônias são razoavelmente fortes, mas com a aproximação da câmera fotográfica, todas as abelhas se esconderam, nessa foto só aparecem três guardas da entrada.







A caixa tem cerca de 12x20x20 (dimensões internas) e está totalmente tomada pelo ninho e pelos potes de mel e pólem, estes estão muito bonitos.  Vocês não acham?







Eu pedi para o meu irmão ter cuidado na retirada do invólucro, mas acho que os dedos dele não o obedeceram e ele acabou esbarrando no disco. Mas com isso, ele conseguiu deixar algumas pupas a mostra, são abelhas quase maduras e que devem sair do casulo em poucas horas. Na parte sombreada já podemos ver que alguns casulos desse disco já começaram a eclodir. Vocês viram os olhos da larvas?







Esta é a entrada de outra caixa, mas abelhas  também se esconderam.

Também está quase cheia.







Com bastante mel operculado e muito pólem mas, este não está aparecendo na imagem.







Nesta caixa eu fiz questão de abrir o invólucro, podemos ver que a postura está em cima e as abelhas já estão começando mais um disco. Gostaram da Jataí voando?

Outra imagem do disco de postura, agora com o invólucro mais aberto, em baixo podemos ver partes de outros discos. Prestem atenção na diferença entre este disco e o apresentado na terceira imagem. Esse é um disco novo, em que a postura é extremamente recente, já aquele é um disco em início de eclosão, vejam a diferença da cera, naquele ela se apresenta quase ressecada, neste ela é nova e brilhante.


Espero que vocês tenham gostado das minhas Jataís.

terça-feira, 18 de maio de 2010


Diante do mistério, não se descarta nem mesmo a influência de lavouras transgênicas, ou da incidência de raios ultravioletas e a radiação dos telefones celulares.
Egon Roepke


No dia 22, comemoramos o "dia da terra" nos leva a refletir sobre o que estamos fazendo com o nosso planeta. Mais e mais espécies, estão cada vez mais ameaçadas de extinção, basta olharmos a nossa volta e ver, quantas espécies, de aves e animais silvestres antes só vistas no interior, estão se aproximando das cidades, como último grito de socorro, na esperança de encontrar alimento e abrigo. Depois das monoculturas desenfreadas com espécies exóticas como o pinus, que não deixam a menor chance de qualquer ser, sobreviver, estamos transformando imensas áreas em desertos. É como se não mais necessitássemos da biodiversidade que controla todo o equilíbrio do planeta e garante a sobrevivência de todos os seres, inclusive a nossa. Sem fazer alarde nem deixar pistas abelhas de diversas regiões do planeta estão desaparecendo. Os cientistas estão correndo atrás de uma resposta, mas ainda não conseguiram passar de hipóteses. Talvez seja a intoxicação por inseticidas – cada vez mais usados na agricultura, ou talvez, a infecção por vírus e ácaros. Diante do mistério, não se descarta nem mesmo a influência de lavouras transgênicas, ou da incidência de raios ultravioletas e a radiação dos telefones celulares.
A população de abelhas silvestres tem sido reduzida drasticamente, devido eliminação de suas fontes de alimento e locais de nidificação e pela intoxicação com pesticidas. A redução das populações de abelhas, por sua vez pode levar a diminuição da produção de frutos e sementes de plantas cultivadas e nativas.

No Brasil a conservação de árvores como local de nidificação é crucial para a sobrevivência das abelhas sem ferrão em ambientes naturais. Portanto, é de suma importância estimular programas de conservação e recuperação de áreas degradadas através da preservação e promoção do plantio de espécies nativas, que são as mais apropriadas para comporem listas de programas de compensação ambiental. Seatle em 1850 já sentenciou que tudo o que acontecer a terra acontecerá aos filhos da terra, porque todas as coisas estão interligadas todos os seres partilham o mesmo suspiro. O físico Albert Einstein disse que, se as abelhas desaparecessem a humanidade seguiria o mesmo rumo. A razão é muito simples: sem abelhas não há polinização, e sem polinização não há alimento.
Egon Roepke é meliponicultor e pesquisador de abelhas indígenas do Brasil

Este texto foi retirado do jornal "O Barriga Verde" de Taió/SC, publicado na Internet pelo site http://www.obv.com.br/ da Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina e é de autoria de Egon Roepke, nosso colega do grupo ABENA e que é um dos citados na Bíblia dos Meliponicultores, o livro do PNN, Vida e Criação de Abelhas Indígenas Sem Ferrão. As imagens foram retiradas do blog Um Bocadinho de Mim e do livro Abelhas Nativas Sem Ferrão.
Egon Roepke foi convidado a colaborar com nosso Blog, esperamos que aceite nosso convite.

sábado, 15 de maio de 2010

Material para você fazer o seu blog - Parte II










Continuação.... copiar e colar toma tempo...  ler este calhamaço cheio de coisas já sabidas também deve cansar....   mas vocês tiveram bastante tempo para descansar, então vamos continuar com nossa pretensa aula de biologia e curso de como fazer um "pretenso trabalho científico" que pareça autêntico em pouco tempo.

Antes de começar preciso agradecer ao Cappas que informou que na foto, que eu ganhei do Beiero, aparecem ele, o Paulo Nogueira Neto que todos nós conhecemos e o Luiz Roberto Fontes , que além de médico é uma  “fera” nos nossos  Cupins. Precisamos que uma hora destas de alguém que faça uma matéria sobre as abelhas em cupinzeiros, para podermos reunir novamente estas feras.



Cappas, PNN e Luiz Roberto Fontes











Onde estávamos mesmo? Ah, já sei, estávamos posicionando o objeto de nosso estudo na hierarquia taxonômica: (Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Hexapoda; Classe: Insecta; Subclasse: Pterygota; Infraclasse: Neoptera; Ordem: Hymenoptera; Subordem: Apocrita; Infraordem: Aculeata; Superfamília: Apoidea; Família: Apidae; Subfamília: Apinae; Tribo: Meliponini; Gênero: Trigona; Espécie: Trigona truculenta Almeida, 1985).
E para dar mais peso ao artigo que pretendemos escrever eu passei a mostrar como é possível encher lingüiça, quer dizer como aumentar o tamanho do artigo pegando definições prontas da Internet, então vamos continuar.










Andrena miserabilis
"A ordem Hymenoptera é um dos maiores grupos dentre os insetos, compreendendo as vespas, abelhas e formigas. Possui atualmente cerca de 115.000 espécies descritas (Hanson & Gauld, 1995), distribuídas em 99 famílias taxonômicas (Goulet & Huber, 1993). O nome é derivado do grego (hymen = membrana; ptera = asas), com as espécies deste grupo apresentando dois pares de asas membranosas, sendo que as asas anteriores são maiores do que as posteriores. Alguns grupos, como as formigas operárias e as vespas da família Mutilidae, perderam secundariamente as asas.
As fêmeas possuem um ovipositor típico que permite a perfuração do hospedeiro ou acessar locais inacessíveis, estando muitas vezes modificado em um ferrão. Pode ser até 6 vezes maior do que o comprimento do corpo em diversos grupos, ou tão curto que é dificilmente visível. O desenvolvimento é do tipo holometabólo (metamorfose completa), que apresenta os estágios de ovo, larva, pupa e adulto.
O grupo inclui uma impressionante diversidade de formas, tamanhos e hábitos de vida. Os maiores himenópteros podem alcançar cerca de 15 cm de comprimento, tais como as vespas caçadoras da família Pompilidae, marimbondos da família Vespidae e vespas parasitóides da família Ichneumonidae. Os menores são as vespas da família Trichogrammatidae, que podem ter apenas 1 mm de comprimento.
Os melhores caracteres diagnósticos são aqueles únicos para o grupo e presentes em todos os seus membros. Apenas uns poucos caracteres morfológicos atendem a esses dois requisitos, dado o enorme número de espécies e sua extrema variedade morfológica 
- As peças bucais têm mandíbulas e as seções basais do lábio e maxila estão unidas lado a lado, com uma dobra transversa perto dos 1/3 basais. Desse modo, o complexo maxilar-labial tem a forma de um 7, e pode ser dobrado para trás ou estendido para a frente por ação muscular. Embora difícil de se observar, o lábio está ligado apenas
pelos lados à maxila, e não diretamente à cabeça, como é comum em outros insetos mandibulados. 
- Quatro asas membranosas, as posteriores menores que as anteriores; as membranas não são cobertas por escamas (como em borboletas). A base da asa anterior é coberta por uma pequena escama arredondada, a tégula e geralmente com um estigma (uma área esclerotizada triangular ou subcircular) na margem anterior, aproximadamente na metade do comprimento. Esse caráter é perdido em espécies muito pequenas e nervação alar reduzida. 
- A margem anterior das asas posteriores abriga de alguns a muitos pequenos ganchos em linha, chamados hâmulos (em inglês, hamuli). Os hâmulos engancham em uma linha esclerotizada em forma de canaleta (prega frenal) na margem posterior da asa anterior. Em vôo, os hâmulos fazem o acoplamento das duas asas, que atuam como um único aerofólio. 
Os hâmulos estão, é claro, ausentes quando as asas são reduzidas ou ausentes, como em formigas operárias ou vespas da família Mutilidae. Ainda assim, os hâmulos são o caráter diagnóstico mais confiável e fácil de ver em Hymenoptera.
- O ovipositor, composto de dois pares de valvas, é articulado na base e tem dois pares de músculos que permitem que seja usado para perfuração vertical. Quando não está em uso, o ovipositor é abrigado em bainhas por ação de músculos opositores. A maioria dos Platygastroidea e os Pelecinidae perderam esta flexibilidade. 
- Todos os Hymenoptera são haplodiplóides, e a determinação do sexo é feita pelo número de conjuntos de cromossomos que o embrião recebe. 
Do ponto de vista humano, a ordem Hymenoptera é provavelmente a mais benéfica de toda a classe dos insetos (Borror et al., 1989). As abelhas são os mais importantes agentes polinizadores da natureza, fundamentais para a existência de milhares de espécies vegetais, muitas delas importantes para o homem. 
As abelhas são ainda exploradas para produção de mel, ainda um produto importante e, até tempos recentes, única fonte de açúcar em alimentos. As formigas constituem grande parte da biomassa de ecossistemas naturais; de fato, em florestas tropicais, o peso das formigas em conjunto é quatro vezes maior do que o de todos os vertebrados
terrestres (mamíferos, aves, répteis e anfíbios) juntos (Wilson, 1990). São agentes ambientais da maior importância, fundamentais na reciclagem de nutrientes, controle de espécies nocivas e revolvimento do solo. 
As vespas parasitóides são fundamentais no controle de insetos fitófagos, que de outro modo seriam capazes de promover a extinção da maioria das espécies vegetais. As larvas de parasitóides atacam e matam ovos, larvas ou adultos de outros insetos. O grupo é onipresente, e hoje é senso comum assumir que exista pelo menos uma
espécie de parasitóide para cada espécie de inseto herbívoro. Além disso, as interações biológicas dentro das comunidades de parasitóides parecem ser mais estáveis do que aquelas envolvendo predadores, de modo que o equilíbrio ecológico e manutenção da diversidade que essas comunidades promovem são mais estáveis do que as relações envolvendo predação (La Salle & Gauld, 1992, 1993).
Xyelidae








Registro fóssil: Triásico - Recente

Os primeiros registros fósseis para Hymenoptera datam do período Triássico, da família Xyelidae, da Ásia Central, África do Sul e Austrália. Os Xyelidae se diversificaram durante o Jurássico Inferior, se tornando o grupo dominante de Hymenoptera neste período. A maioria dos outros grandes grupos, como os Ichneumonoidea e os Aculeata (himenópteros com ferrão), surgiram durante o  Cretáceo.
Os Hymenoptera são há muito tempo reconhecidos como um grupo taxonômico natural, e os recentes avanços em técnicas cladísticas morfológicas e moleculares não  mudaram essa percepção. Vilhelmsen (1997, 2001) apresenta listas de autapomorfias  para a ordem, reproduzidas e comentadas por Sharkey (2007). As relações de parentesco de Hymenoptera em relação a outros insetos holometábolos, no entanto, tem sido um pouco mais difíceis de determinar de forma conclusiva. Estudos morfológicos tradicionalmente posicionam os Hymenoptera como grupo-irmão dos outros endopterigotos (Ross 1965, Rohdendorf & Rasnitsyn 1980), ou como grupo-irmão dos outros Mecopteróides (= Diptera, Siphonaptera, Trichoptera and Lepidoptera, e talvez Strepsiptera)(Hennig 1981; Kristensen 1999)".











Ammophila sabulosa
Apocrita é uma subordem de insetos, nesta, estão as formas mais evoluídas de himenópteros. Incluem-se neste táxon vespas, abelhas e formigas, consistuindo-se de muitas famílias. O gupo tem sido historicamente dividido em dois grupos: Parasitica e Aculeata, mas atualmente não tem sido mais assim classificado.
Os Himenopterologos desde LATREILLE dividem a subordem em duas séries ou secções: Parasitica ou Terebrantia e Aculeata, que se distinguem pelos caracteres referidos na chave seguinte de RICHARDS (1956 - Hymenoptera, in Handb. Identif. Brit.
Inst.").











Vespula vulgaris
"O grupo “Aculeata” é um grupo monofilético que inclui espécies em que o ovipositor das fêmeas é modificado em um ferrão para injetar veneno ao invés de pôr ovos. Neste grupo incluem-se as familiares abelhas e formigas e vários tipos de vespas parasitoides e predadoras; aqui estão inclusas todas as espécies de himenópteros eussociais. Entre os aculeados não-sociais e não-parasitoides, larvas alimentam-se de presas capturadas (normalmente com vida e paralizadas) ou podem alimentar-se de pólen ou de néctar. Os aculeados eussociais alimentam-se de presas (algumas vespas), ou pólen e néctar (abelhas), ou sementes, fungos e até mesmo ovos inviáveis (formigas).
Os caracteres distintivos dos Apocrita estão na estrutura morfológica na região torácica e abdominal, marcantemente modificada ao que se refere à estrutura típica do corpo dos Insecta:
O primeiro segmento abdominal, também chamado de propodeu, converge a formar a região do tórax: assumindo a fisionomia de um quarto segmento torácico, é extremamente conexo ao metatórax, distinguindo-se morfologicamente do resto do abdome.
O abdome é dividido em duas regiões morfológicas: anteriormente o pecíolo, posteriormente o gastro. O pecíolo assume a forma de um pedúnculo estreito, mais ou menos alongado, que conecta o restante do abdome ao tórax. A formação do pecíolo dá-se pelo segundo ou o segundo e terceiro segmento abdominal. Por conseguinte o abdome aparente, o gastro, forma-se pelo restante dos segmentos, a partir do terceiro ou do quarto.
Em alguns Apocrita, pertencentes à superfamília dos Chalcidoidea, o pecíolo é tão reduzido ao ponto que o abdome aparenta-se séssil. Em todos os outros Hymenoptera Apocrita o abdome é visivelmente pedunculado e em alguns grupos sistemáticos o pecíolo alcança um notável comprimento.
Outra característica morfológica distintiva dos Apocrita reside na estrutura do ovipositor. A formação desse órgão dá-se pelo oitavo e nono segmento abdominal. Morfologicamente apresenta-se composto por dois pares do processo latero-ventral aos quais são conexos três pares de processos chamados válvulas particularmente  desenvolvidas em comprimento. Os processos laterais são distintos em dois pares de valvífero, formados respectivamente dos dois segmentos abdominais. No primeiro par de valvíferos conectam-se duas expansões laminares de forma quadrangular, chamadas lâminas quadradas. As válvulas são respectivamente denominadas primeiras, segundas e terceiras válvulas. 
As primeiras válvulas são fundidas a formar uma bainha na qual percorre o par das segundas válvulas. As terceiras válvulas formam um tipo de estojo alongado que contém as outras válvulas. As primeiras e segundas válvulas são esclerotizadas e formam um órgão, chamado terebra, no grau de penetrar, às vezes, tecidos vegetais
particularmente resistentes como o lenho ou o córtex das árvores, a cutícula de outros insetos, a epiderme de mamíferos.










A Superfamília Apoidea:

Apis mellifera
"Apoidea é uma superfamília do grupo Hymenoptera que inclui duas
tradicionais linhagens, a Spheciformes (vespas) e a Anthophila
(abelhas)".










A Família Apidae:


"Apidae é uma família de abelhas (super-família Apoidea) que é dividida em três grandes grupos: Subfamília Apinae; Subfamília Nomadinae; e Subfamília Xylocopinae.
Com seus hábitos generalistas e sua condição social, a família Apidae apresenta o maior número de indivíduos. Esta família possui alta diversidade em zonas quentes de baixas latitudes e há uma clara redução dos seus representantes de norte para sul.










A Subfamília Apinae:

Abelhas Euglossisi
É formada pelo grupo das abelhas corbiculadas e dividida em quatro
Tribos: Tribo Apini; Tribo Bombini; Tribo Euglossini; e Tribo
Meliponini.










A Tribo Meliponini:

Abelha Jatai
Meliponini é uma tribo de abelhas da família Apidae, onde se classificam as abelhas sem ferrão. O grupo ocorre nas zonas tropicais e sub-tropicais do planeta, em particular na Austrália e zona circundante e na América do Sul. A maioria não produz mel mas o grupo tem grande importância na polinização da flora dos seus ecossisemas.
Na África, algumas espécies são valorizadas na medicina tradicional.
Como o nome vulgar indica, as abelhas meliponíneas não têm ferrão, mas podem defender as colmeias agressivamente e por mordida. Algumas espécies, nomeadamente as do gênero Oxytrigona como a tataíra, segregam substâncias tóxicas nas mandíbulas que produzem mordidelas dolorosas. As abelhas sem ferrão dos gêneros Trigona, Melipona e Austroplebia produzem mel e podem ser criadas racionalmente de forma
similar a apicultura.
Sua criação racional, conhecida popularmente como meliponicultura, desenvolve-se principalmente no nordeste brasileiro, onde as abelhas jandaíra e a uruçú são manejadas há bastante tempo com técnicas já consagradas popularmente, porém muitas espécies de abelhas indígenas sem ferrão estão seriamente ameaçadas de extinção em conseqüência das alterações de seus ambientes, causados principalmente pelo desmatamento, uso indiscriminado de agrotóxico e pela ação predatória de meleiros (KEER et al., 1996). 
A criação dessas abelhas e a sua exploração racional podem contribuir para a preservação das espécies e dar ao meliponicultor oportunidade de obter mel. Esta atividade vem sendo desenvolvida há bastante tempo em diversas regiões do país, especialmente no Norte e Nordeste, havendo meliponicultores que possuem grande número de colméias de uma única espécie, como é o caso da tiúba (Melípona compressipes Fabricius) no Maranhão ou a jandaíra (Melipona subnitida Ducke) no Ceará e Rio Grande do Norte. Existem, ainda, muitos meliponicultores que criam abelhas indígenas como passatempo, explorando o mel apenas esporadicamente (CAMPOS, 2003).
As abelhas brasileiras sem ferrão são responsáveis por 40 a 90% da polinização das árvores nativas. As 60 a 10% restantes são polinizadas pelas abelhas solitárias, borboletas, coleópteros, morcegos, aves, alguns mamíferos, água, vento, e, recentemente, pelas abelhas africanizadas. O interesse pela criação de abelhas sem ferrão é justificado na maioria dos casos pelo uso nutricional e terapêutico do mel e pelo fato da sua comercialização promover um aumento da renda familiar, além da atividade servir como fonte de lazer. Do ponto de vista biológico, a criação de abelhas também é importante porque esses insetos, ao coletarem pólen e néctar de flor em flor, promovem a polinização e, conseqüentemente, asseguram a perpetuação de milhares de plantas nativas e das exóticas cultivadas (KERR et al., 1996).












Trigona spinipes
É um dos grupos em que se divide a tribo dos meliponini, a saber:
Austroplebeia; Cephalotrigona; Cleptotrigona; Dactylurina;
Frieseomelita; Hypotrigona; Lestrimelitta; Liotrigona; Lisotrigona;
Melipona; Meliponula; Meliwillea; Nannotrigona; Nogueirapis;
Oxytrigona; Paratrigona; Pariotrigona; Partamona; Plebeia; Plebeina;
Scaptotrigona; Trichotrigona; Trigona; e Trigonisca; (quem não tem o que dizer relaciona, colocados um embaixo do outro, daria quase uma pagina inteira).









Trigona truculenta Almeida, 1985
Trigona Truculenta
Nome popular: Sanharão, é uma abelha do Gênero Trigona, o mesmo das
Irapuás e das Guaxupés. Vejam o relato de um meliponicultor experiente,
residente em uma cidade próxima a Sorocaba - SP - Alguém se habilita a dizer quem é ele? - descrevendo a Trigona Truculenta:


"As abelhas Sanharão, Soró ou Sairão, não merecem outro adjetivo senão fabulosas, são bravas porem domesticáveis. Estas abelhas não são prejudiciais como alguns dizem, elas não estragam brotos de plantas, são boas produtoras de mel e grandes polinizadoras, gostam propolizar seus ninhos com resina de pinus e similares,  não são saqueadoras, são maiores que a irapuá, com quem é costumeiramente confundida, seu mel é saboroso. É uma abelha em que a colônia é fácil de dividir, depois de colocada em uma caixa, ela constrói por fora e ali forma outro ninho que deve ser separado logo apos as primeiras posturas da rainha. Seu ninho costuma ter em  média 50.000 abelhas, tornan-se  mais mansas com o manejo diário, se alimentadas artificialmente carregam uma quantidade inacreditável de melado, no coxo só dá elas, nem apis põe a cara, tem muito aqui na região e eu tive que  começar a trabalhar com elas para salvá-las de serem queimadas pelos donos das casas onde elas  fazem o seu ninho".

Ih, acabou a nossa aula de biologia e conseguimos posicionar taxonomicamente a abelha sanharão (Reino: Animalia; Filo: Arthropoda; Subfilo: Hexapoda; Classe: Insecta; Subclasse: Pterygota; Infraclasse: Neoptera; Ordem: Hymenoptera; Subordem: Apocrita; Infraordem: Aculeata; Superfamília: Apoidea; Família: Apidae; Subfamília: Apinae; Tribo: Meliponini; Gênero: Trigona; Espécie: Trigona Truculenta Almeida,1985). 








De quebra, ainda vimos as características gerais dos grupos onde se enquadram as nossas abelhas sem ferrão.

Bom, depois disso tudo, tá na hora de completar o seu "artigocientífico" você pega alguns dados que recolheu ou que inventou, coloca-os em algumas tabelas, junta algumas fotos do microscópio e diz que através dos seus árduos estudos você verificou que: sei lá o que, parará tim bum, sejá lá, sejá lá,  tá bem !  - mas capricha na concordância e não esquece depois de fazer a revisão ortográfica e então afirma que isso tudo está em total conformidade com os levantamentos e estudos de: e aqui você escolhe dois ou três nomes bem conhecidos, copia qualquer coisa escrita por eles e tenta formar uma frase com um mínimo de sentido.

Agora você põe um título: “Conclusões” ou “Conclusão”.

E é aqui que você vai colocar a meia dúzia de linhas que você tinha escrito de punho próprio e é o supra-sumo de seu trabalho.

Acrescenta mais uma meia dúzia de linhas de agradecimentos e tasca quatro páginas ou mais de bibliografia. É claro que não precisa ter lido nada, basta pegar os nomes que por acaso vieram nos pedaços de texto que você copiou não sei de onde e pesquisar na Internet, com certeza você vai encontrar uma porção de outros artigos que se referem a eles, basta copiar e colar a bibliografia de alguns desses artigos, dificilmente algum vai conferir mesmo, quanto mais livros e artigos do mesmo author tiver bibliografia melhor.

E... uh, lá, lá em meio dia de "trabalho árduo" você produziu o seu artigo científico.

Agora que é a hora chata, é preciso formatar, todo artigo científico tem um formato definido e se não for daquele jeito não é arquivo científico, é um amontoado de palavras. A formatação eu não posso ensinar por que não sei, mas é bem fácil de encontrar por aí. 

Não esqueça da página de rosto, dos agradecimentos, do sumário e do índice é o último. E você precisa mandar traduzir, no mínimo o sumário, mas pode ser o artigo inteiro. Todo em inglês, aí sim, é que ele será um artigo científico "chique no úrtimo"!

uga,


Volto a externar minhas desculpas aos pesquisadores sérios e que trabalham arduamente para parir os seus artigos e publicá-los, para depois aparecerem uns e outros para picá-los e misturá-los com parte de artigos de outros pesquisadores e criar uma massa disforme que depois vão usar para rechear os "seus trabalhos", como de resto está fazendo o presente autor.

A maioria das informações e imagens utilizadas nesta postagem foram retiradas da Internet, principalmente do site Wikipédia; as informações sobre o Sanharão foram fornecidas pelo meu amigo Beiero, o Nilton Brizola, meliponicultor de Pilar do Sul.