Todas as postagens desse blog, são de inteira responsabilidade do colaborador que a fez e refletem apenas a sua opinião.
Caso você tenha interesse em colaborar com esse Blog, por favor, envie uma mensagem para redator@ame-rio.org

Mostrando postagens com marcador Trigona Carbonaria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trigona Carbonaria. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Caixa de brasileiros na Austrália

Após várias tentativas infrutíferas, agora eu tenho uma colônia de Trigona carbonaria em uma Caixa Inteligente .
Esta abelha é a nossa abelha sem ferrão mais comum entre as mantidas em caixas, é muito adaptável.
Minha caixa foi feita usando ironbark, uma madeira australiana muito dura, é um tipo de eucalipto. Há um grande número de espécies de eucaliptos no grupo ironbark, todos conhecidos por sua casca fissurada e áspera.
Alguns produzem madeira de
 muito alta qualidade.
Onde crescem lentamente, as serrarias só os cortam quando sua a madeira ainda está verde e foi recém-derrubada. Uma vez que seca, torna-se muito difícil trabalhá-los e desgasta suas serras.


Esta primeira foto mostra uma visão geral da caixa, que tem dimensões internas de 15x15cm e altura de 45 centímetros. Ela parece ser muito grande, as versões posteriores são menores. Foi esse excesso de capacidade que tornava difícil o desenvolvimento inicial das colônias, acredito ...


Esta foto mostra a caixa aberta, com folha de plástico transparente (PETG) de 3mm para limitar as abelhas, e as tiras de borracha na porta para minimizar a entrada de luz. Eu posso substituir o plástico muito facilmente.
A entrada é na parte inferior do lado direito da caixa de modo que não é perturbada ao abrir a porta.
O compartimento superior foi planejado para o mel. Nesta fase as abelhas selaram-no, embora existam inúmeras abelhas de guarda ali. Na nova versão o espaço para isso será menor.


Esta foto tem uma aproximação maior e as seções da colônia podem ser vistas. O invólucro contendo a ninhada pode ser visualizado no canto direito ao fundo.
Ele é bem fechado, como é típico desta espécie.
Minha primeira tentativa com esta caixa não foi bem sucedida,  a rainha foi perdido na transferência, e não houve o desenvolvimento de substituta.
Eu não sei por que isso não aconteceu, eu podia ver as células de cria eclodindo, mas não havia postura. Eu adicionei mais células de cria para fornecer as abelhas jovens e várias  células de rainha. Uma delas se desenvolveu com sucesso e agora a colônia está próspera.


Uma visão mais próxima ainda destaca a estrutura semelhante a um andaime construída por estas abelhas acima de seu ninho. Muitas vezes, isso  preenche totalmente pequenos espaços. As abelhas, então, constroem potes de mel e pólen nos espaços entre os tirantes ..
A parte superior do invólucro que cobre a ninhada pode ser vista mais claramente. Infelizmente ele está escondido no canto traseiro. As abelhas escolheram para construir a sua área de armazenamento para potes de mel e pólen não no lado esquerdo onde eu comecei, mas na frente.
É uma demonstração da forma como elas querem fazer as coisas.
Estou pensando na próxima vez que iniciar o desenvolvimento de uma colônia em uma caixa, em usar uma placa separadora para dirigir a ninhada para a parte central da frente, apoiando-a com uma malha de aço inoxidável. Vou ter de enviar fotos desse desenvolvimento.


Esta última foto mostra a plataforma que eu fiz dentro do ninho para a entrada.
Eu gosto de poder ver as abelhas  quando elas entram no ninho. Há um pequeno túnel a partir da entrada principal e outro orifício de entrada mais elevado, ao lado, como uma emergência.
Espero que haja um bom futuro para este tipo de caixa nas escolas para ajudar no ensino. Há muito mais visibilidade do que em qualquer das outras caixas atualmente disponíveis. Primeiro eu preciso ser capaz de obter consistentemente o  desenvolvimento de abelhas nelas.

Tenho postado estas e muitas outras fotos em nosso site australiano em
http://www.australiannativebees.com/N_CatShow.php?Cat=143&title=0.01%20all%20new%20photos%20October

Bob  the Beeman

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Morning for Bob the Beeman in Brisbane, Australia


Eu sou Bob, the Beeman, e fui chamado para investigar um enxame de abelhas perto do centro de Brisbane, aqui na Austrália.
Achei tudo tão interessante que pensei que em compartilhar a história com vocês da AME-RIO e do Grupo ABENA. 

Esta é uma manhã na terra de Bob, the Beeman, na Austrália. Eu não gosto de trânsito e tenho um utilitário que não é bom em lugares apertados. Eu tinha entendido que os proprietários do imóvel queriam que as abelhas fossem removidas simplesmente porque eles estavam fervilhando na entrada de sua colônia, provavelmente elas estavam investigando alguma coisa e se preparavam para uma possível enxameação.

No Google Earth, as coordenadas para o local são 27 graus 27 ' 51,68" Sul e 153 graus 01' 39,43" Leste

Durante a semana passada houve uma intensa movimentação das abelhas em frente à entrada da colônia, na base de uma figueira (Ficus sp).  Era óbvio, pela quantidade de abelhas que vi e a resina em torno da entrada, que as abelhas eram da espécie Trigona carbonaria. Pelo que vi, acredito que elas já estavam neste local há um grande número de anos. 


Quando cheguei lá, as abelhas já haviam retornado ao trabalho de forrageamento normal. Fiz um vídeo que coloquei no YouTube: 

Às 11:00h havia uma grande quantidade de pólen chegando  e as abelhas estavam muito ocupados, o que é surpreendente, considerando que este é um local perto do centro da cidade central, com um grande fluxo de tráfego, e com grandes edifícios e uma movimentação muito intensa em torno delas. 

 
Infelizmente, a linha de vôo das abelhas passava por cima de uma área onde fumantes, dos escritórios localizados nos edifícios próximos, vão para fumar seu cigarro nos intervalos do trabalho. As abelhas eram uma inconveniência e os administradores estavam procurando uma desculpa para se livrar delas. Como vocês podem ver pela localização da entrada, ela vai para o chão e entre as raízes do Ficus, portanto seria muito difícil remover a colônia sem remover a árvore. 
Eu disse a eles que  elas não poderiam ser forçadas a sair como eles esperavam. Eu também lhes disse que essas abelhas não enxameiam o tempo todo. A movimentação da semana anterior era ou um enxame que estava saindo para formar uma nova colônia, ou um grupo de zangões à espera de uma princesa que iria surgir. Enquanto eu estive lá tudo pareceu normal, elas estavam apenas ocupadas no trabalho de coleta na vegetação das calçadas da cidade. 


As abelhas coletaram muita resina nessa área e incorporaram folhas e pedaços de grama de jardim em sua entrada. Agora existe um túnel que vai até as raízes da árvore. 
O problema real era que o gerente do prédio era novo, ele não sabia bem que insetos eram estes. É muito difícil convencer essas pessoas, mas eu escrevi uma carta dizendo que meu conselho seria para deixá-los lá. Eu aconselhei que adicionassem alguns arbustos para manter o enxame de abelhas na área do jardim e também sugeri que fizessem uma placa para dizer às pessoas que elas eram inofensivas abelhas australianas  sem ferrão. Isso pode ajudar a educar eventuais transeuntes, o enxame está em um local muito bom e podemos conseguir uma boa exposição para a divulgação dessas abelha. A colônia está muito segura por baixo nas raízes da árvore que nunca irá ser aberta ou removida
Agora eu tenho que esperar e torcer para um resultado positivo, anunciando que as abelhas serão deixados em sua casa. 

Bob, the Beeman.
Direto de Birbane, na Austrália

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Aperitivo, ou presente para o Blog

Amigos da AME-RIO


Hoje nossa postagem é para contar que nosso Blog ganhou um presente, era para ser um presente surpresa. Mas já deixamos tantas pistas, que nossa surpresa logo, logo iria se desfazer. Além disso, a nossa ansiedade já não podia mais ser contida, então vamos rasgar de uma vez esse  papel que embrulha o presente e mostrar o que reservamos para vocês.

Este espaço ganhou um novo colaborador, morador de terras longínquas e grande admirador de abelhas sem ferrão. Ele gosta tanto de nossas abelhas, que aos 64 anos resolveu aprender português, para poder entender melhor as postagens de nosso blog, as discussões do grupo ABENA e os artigos científicos sobre abelhas sem ferrão, publicados em português.


Vocês já devem ter adivinhado de quem estou falando, sim é o Robert Luttrel, tão apaixonado por abelhas, que seu pseudônimo é Bob the Beeman, muitos já devem ter notado que ele já constava em nossa relação de colaboradores. O correspondente australiano de nosso Blog.

Mas agora é prá valer, o Bob já está preparando um artigo que vai ser apresentado em nosso Blog brevemente. E vejam só, ele disse que vai fazer suas postagens em português, mesmo com todas as dificuldades da língua e só tendo começado a aprender há tão pouco tempo.

Mas já que estamos abrindo essa surpresa para vocês, vamos fazer uma surpresa para o Bob. Vamos rechear esta postagem com fotografias de sua autoria e com as suas palavras, a partir de agora, tudo é do Bob. Esse  material foi retirado de suas mensagens no Grupo Abena. Vejam a beleza das fotos que o Bob nos oferece.

"Esta é uma das minhas fotos de Trigona, da qual estou muito orgulhoso, a abelha aproximando-se uma flor. Esta foto deverá ser usada na revista Geo International. Trigona, provavelmente carbonária, tem cerca de 4,5 milímetros de comprimento e está transportando o pólen de uma das nossas árvores tropicais Peltophorum peltatum".

"As abelhas não visitam apenas flores, mas também os nectários. A foto é  de uma Trigona em nectário de Acacia bancroftii".

"Foto de uma das colônias de Trigona hockingsi que estou a removendo de hidrômetros, para evitar a destruição das abelhas. Esta foto apresenta uma camada de batumen muito fina e flexível. Eu gostaria muito de saber como as abelhas conseguem construir um material flexível na posição em que está. Não há nenhum suporte por baixo. Nem todas as colônias se preocupam em separar o espaço não utilizado, fazendo isso. Eu examinei esse  material com um microscópio. Ele inclui um tipo de fibra, eu não sei a fonte".

"Foto de outra colônia que mostra outras características que essas abelhas utilizam para dividir um espaço que é demasiado grande para eles. Esta colônia é bastante jovem, apenas algumas semanas de desenvolvimento da ninhada. Elas constroem uma cortina fina como papel para separar o seu ninho do restante da cavidade e isso pode ser visto nesta foto. Foi fixada na tampa e ficou danificada quando eu levantei a tampa. Acho esta estrutura a mais fantástica de todas que as abelhas sem ferrão fazem. É papel fino, macio e flexível, construem na horizontal e em ângulos, conforme necessário. Pergunto-me apenas como suportam uma estrutura tão frágil durante a construção".

"Outra colônia de Trigona hockingsi, uma abelha pequena, inferior a 5 milímetros, é a maior de nossas abelhas. A colônia se criou numa caixa de hidrômetro, no chão. Este é um local muito popular para as abelhas, desde que haja um pouco de sombra no meio do dia. A temperatura no interior da caixa é ótima para a ninhada. Observem como há muito pouco invólucro no ninho desta abelha tropical".





Se vocês gostaram do aperitivo, aguardem os pratos principais, quando as postagens forem feitas pelo próprio Bob the Beeman.  


A sorte do Helio é que o Bob não foi a Cuiabá  participar do concurso de fotografias. Não ia ter prá mais ninguém......