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domingo, 29 de abril de 2012

DESUMIDIFICADOR DINÂMICO - DD Versão 1.0


Resolvi hoje fazer um protótipo de desumidificador conforme explicação dada pelo amigo abenauta Vianney na lista do ABENA em 08/03/2012, sob o título do assunto: "Caixa seca - desumificador".

Meu amigo Carlos Ivan havia me ajudado na construção de um modelo de desumidificador, e fez com muito capricho um protótipo a base de sílica gel, com uma ventoinha de computador. 

O equipamento conseguiu reduzir o volume total de um copo de geléia cheio de água em  20 a 25%. Excelente resultado, mas havia um entrave técnico: a sílica gel tem a capacidade de adsorção de água de no máximo 30% do seu próprio peso, assim quanto maior a carga de mel dentro do desumidificador, maior quantidade de sílica gel será necessário. 

Assim para que pudéssemos desumidificar 2 ou 3 litros de mel fragmentado em potes de 300ml, teríamos que ter dentro do desumidificador uma quantidade considerável de sílica gel, o que acaba onerando muito o projeto. Eu passei a procurar outro material em substituição a sílica gel.

Este projeto com sílica gel foi apresentado na reunião de novembro da AME-RIO, durante a visita do mestre Rogério de Cruz das Almas e o III concurso Nacional de méis de abelhas sem ferrão, que ocorreu no Meliponário Escola do PPP.
Neste meio tempo o amigo Vianney postou uma explicação do princípio de funcionamento de alguns modelos de desumidificadores industriais.



 LEGENDA
Retangulo vermelho: Fonte de calor, com cooler.
Listras vermelhas.: ar quente e seco 
Listras Azuis: ar frio e úmido saindo .
Barras cinza: Prateleiras.

Conforme Vianney esse princípio é utilizado em muitos desumificadores de ar de ambiente, e também usado para guardar instrumentos óticos em lugares de clima úmido. Ele revela que o desumifidificador mantém a umidade em torno de 40 a 60%, se a temperatura interna variar de 32 a 35 graus.

Bem .... resolvi desmontar o desumidificador de sílica gel e aproveitar o material para construir um protótipo aos moldes do exemplo de Vianney, para ver no que iria dar. 

Se desse certo seria um projeto de fácil acesso ao pequeno produtor, pois só utilizei materiais baratos e de fácil obtenção. O custo mais significante seria a eletricidade.

Bem aproveitei somente a caixa de isopor utilizada inicialmente. E adaptei uma ventoinha. Consegui uma ventoinha usada de 110V utilizada em máquinas de Xerox, mas poderia ter utilizada uma ou duas daquelas de fonte de computador.

 


Depois de afixada a ventoinha de modo que o fluxo de ar soprasse para dentro da caixa, utilizei dois parafusos bem compridos para prender uma bandeja de aço (R$ 4,00) paralelamente à tampa da caixa e logo abaixo da ventoinha, mas de modo que ficasse uma saída em torno de toda a bandeja. 

Fiz isso para que o ar insuflado pela tampa da caixa não atingisse diretamente a superfície do mel nos potes. Do modo como foi montado, o fluxo de ar é desviado para as laterais.



Depois construí, em madeira de caixotes, uma câmara de aquecimento, onde pode ser instalada uma lâmpada. Esta câmara vai fornecer o ar quente para a ventoinha insuflar dentro da caixa. Reparem que eu fiz uma chicana para a passagem do ar. O ar entra fácil, mas a luz não sai com muita facilidade.
   


Para melhorar a eficiência da câmara, forrei todo o interior com caixa de leite.
Todo o calor gerado pela lâmpada fica dentro da câmara. Também aproveitei o espaço da chicana para colocar um pedaço de lã plástica, que filtrará grosseiramente o ar a ser insuflado dentro da caixa.

 

Utilizei uma lâmpada incandescente dicroica, de 70W (equivale a uma de 100W, mas é mais econômica). Acho que este foi o maior luxo do projeto, esta lâmpada custou R$ 7,00.

 

A câmara foi afixada removivelmente sobre a tampa diretamente acima da ventoinha. 

 

Detalhe: fiz um furo na base de cada parede para o ar ser expulso.




E aí está pronto o "Desumificador Dinâmico - DD versão 1.0":


 

Vamos agora aos teste iniciais:
Condições ambientais registradas no início do teste:
26°C temperatura ambiente.
58% de umidade relativa.


 


Condições registradas no interior do desumidificador depois de 30 minutos de funcionamento:
37°C temperatura interna da câmara
32% de umidade relativa

 

Agora o teste prático:

Coloquei 6 copos de 200ml cheios de água, e deixei 12 horas funcionando.

 

Resultado, vejam vocês mesmos :

Cheguei ao final do teste com 34°C de temperatura ambiente interna e 39% de umidade relativa. Pode-se verificar que todos os 6 copos de 200ml estão com menos quantidade de água em relação ao que foi colocado no início do teste.

 

Fazendo a medição verifiquei que a perda em cada copo foi aproximadamente 36 ml a 37 ml o que representa 18% de cada copo.
E a perda total nos 6 copos durante 12 horas de tratamento foi de aproximadamente 216 ml de água. Ou seja perdeu-se mais que um copo de água em 12 horas de tratamento.



 Caso fosse utilizado o protótipo de sílica gel, seriam necessários 720g de sílica gel para adsorver o mesmo volume de água.

Abaixo a comparação do nível de três copos de água: Os dois da esquerda tratados dentro do desumidificador dinâmico, ao lado de outro à direita apresentando o volume inicial do copo.  

 

Acho que a idéia do Vianney é viável e é perfeitamente possível a construção desumidificadores baratos e econômicos, em qualquer parte do Brasil.

Agora fico satisfeito, pois a cadeia produtiva da abelha sem ferrão mostra-se totalmente viável economicamente e ao alcance de qualquer meliponicultor.

Conforme o registro abaixo, fica provado que é possível extrair o mel sob total higiene dentro de capelas baratas de serem construídas conforme demonstrado no blog de criação de abelhas sem ferrão do Amazonas.
http://criacaodeabelhassemferrao.blogspot.com.br/

 

Utilizar bombas de vácuo odontológicas como as da imagem acima ou modelos mais simples, como a Tampinha Mágica do PPP, ou os extratores manual e elétrico que eu desenvolvi, já mostrados aqui na página da AME-RIO, todos 4 muito eficientes.
Sendo que estes 3 últimos modelos são capazes de coletar o mel diretamente dentro de potes de vidro comercializáveis.

 Tampinha Mágica do PPP, operada pelo Pedro Paulo. Extrai o mel sem nenhum traço de bolhas de ar.


Bomba Coletora Mel Manual - bomba MityVac


Bomba Elétrica - compressor VigoAr 300l/h
Este mel aí em cima é um delicioso mel de Jandaíra do amigo Kalhil do Meliponário do Sertão


http://www.meliponariodosertao.blogspot.com.br/

E assim o ciclo está fechado: Higiene com o manuseio através da capela portátil. Eficiência na coleta com as diversas bombas coletoras possíveis de se fazer ou comprar. Desumidificação do produto no próprio pote onde foi coletado o mel, resultando um produto com qualidade e durabilidade para ser oferecido.

Agora o desumifidificador dinâmico vai ser colocado em teste real.
Com uma bela carga de mel de abelhas sem ferrão coletado por algum ou alguns de nossos associados.

Vamos ver no que vai dar. Apesar do mel ser mais denso do que a água, acredito que o resultado não diferirá tanto do teste com a água. Talvez necessite de um pouco mais de tempo de exposição dentro do desumificador dinâmico portátil.

Espero que tenham gostado do teste. 
Agradeço ao Vianney pela luz que ele nos deu !!!

Medina

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Reunião na Floresta da Tijuca - parte II

Amigos da AME-RIO e Internautas,

Ontem eu fiz uma postagem, mostrando um pouco do que ocorreu em nossa reunião de sábado passado, 21/04/12, que ocorreu no Parque Nacional da Floresta da Tijuca.

Dando continuação àquela postagem, hoje pretendo mostrar imagens e falar um pouco sobre a implantação de um meliponário lá no parque.

Na verdade, antes da implantação do meliponário, aproveitamos o intervalo para que os nossos associados e amigos se alimentassem. Depois de cerca de três horas de palestras, tinha muita gente com sede e fome. Como nós tínhamos planejado, a maioria das pessoas levaram refrigerantes e alimentos para que nós preparássemos um pic-nic. Bem tudo correu muito bem e a maior prova é que eu não tenho fotografias para mostrar, nem eu, nem outras pessoas que me cederam fotografia para essas postagem, fizeram fotos do pic-nic. Vocês podem até pensar que foi para não perder a disputa pelos quitutes, mas não foi isso não, tinha muita coisa e não foi preciso disputar nada, inclusive no final, depois de todos terem se servido de quanto quiseram, ainda sobrou muita coisa, esse alimento e as bebidas foram oferecidas aos funcionários do parque. Com certeza fizeram ótimo proveito.

Na verdade tudo estava tão bom que muitos queriam a receita de alguns dos alimentos, em uma próxima postagem, vou mostrar algumas receitas que o pessoal nos passou, durante essa semana. Aguardem.

Mas vamos voltar ao nosso meliponário. Nosso, não é bem assim, do meliponário do Parque Nacional da Floresta da Tijuca.

Na nossa proposta de parceria, entre outros objetivos, constava o seguinte item:

  • Instalação de meliponários dentro da instituição, para apoiar a divulgação, a pesquisa científica, os treinamentos de funcionários e pesquisadores parceiros do parque, alunos e professores de escolas públicas e pessoas das comunidades no entorno do parque, e também para a multiplicação das abelhas sem ferrão, visando o aumento do plantel.

O local escolhido para o primeiro meliponário, foi uma clareira, bem ao lado do Centro de Visitantes.


Aqui podemos ver o local, há cerca de um mes, quando o Andreas e alguns diretores foram levar ao adiminstrador do parque Henrique Zaluar, nossa proposta de parceria. Nesse local, Matheus Mattos, que é o responsável pelas abelhas do PARNA Tijuca já tinha colocado uma caixa com uma colônia de Jataís da Terra (Paratrigona subnuda), fruto de um salvamento que ele tinha efetuado há alguns meses. Aqui vemos o Andreas examinando a colônia de Jataís da Terra.


Como podemos ver na foto acima, o local recebeu mais quatro colonias de abelhas e está com um suporte vago, caso algum amigo queira ofertar mais alguma.

Mas vamos ver as fotos do dia da implantação.


Aqui vemos o Matheus e o Caco Sawczuk, coordenador de educação ambiental do parque, cobrindo uma caixa de abelhas recém instalada. Ao fundo vemos os outros suportes, ainda vazios, aguardando a instalação de outras caixas de abelhas.



A caixa instalada continha uma colônia de Iraís (Nannotrigona testaceicornis), oferta do amigo Gesimar.


Aqui vemos o Luiz Medina, com uma caixa de mandaçaias (Melipona quadrifasciata anthidioides) que eu ofereci para o projeto, atrás o Carlos Ivan, que também ofereceu uma caixa de mandaçaias e está se preparando para instalá-la.


Acima o Ivan e o Antonio Abreu, ao lado de uma caixa de mandaçaias recém colocada no suporte, esta terceira caixa  de mandaçaias foi oferta do próprio Antonio Abreu, que além de ofertar essa caixa, ainda foi responsável pelo transporte de todas as caixas de mandaçaias para o parque.


Alguns trabalhavam, outros observavam,


Outros registravam....,. ainda bem.... sem eles não teria como mostrar estas imagens para vocês.

Álvaro, Antonio Abreu, Carlos Ivan, Winckler, Medina, Mateus e Christiano.

Acima, reunimos os palestrantes do dia e o pessoal que ofertou abelhas para o primeiro meliponário do parque. Na foto faltaram ainda o Andreas e o Gesimar que precisaram sair mais cedo.


Caco e Matheus, com outros monitores do Parque Nacional da Floresta da Tijuca.


Todas as colônias receberam uma identificação plastificada com o nome da abelha. Essas identificações serão trocadas por placas de metal, de maior durabilidade.


Nesta foto, o nosso associado Vicente Luna, registrou a primeira visita ao novo meliponário.


Depois da instalação das caixas, voltamos ao auditório, onde nossa diretora Julia Galheigo discorreu sobre plantas melíferas e nos deu instruções de como fazer mudas e tipos de substratos a serem usados para isso.

A reunião terminou com o sorteio de um caixa (vazia) para mandaçaias, um extrator manual de mel feito, e de vários exemplares do livro "As Amigas Miúdas que Fazem Mel Sem Ferroar"

Capa do livro de Mario Tessari.

Esse livro foi escrito por nosso amigo Mario Tessari, de Jaguaruna em SC, que conheci o ano passado quando visitei o seu sítio Itaguá, inclusive essa visita rendeu uma ótima postagem para o site e para mim um amigo daqueles que não podemos nos desfazer nunca. Vejam em:
Abelhas e Amigos - Descobrindo o Poeta.

No livro, o Mario conta a história do Asefe, um menino que gostava de observar insetos e que um dia, por acaso, descobriu um mosquitinho de botas, que lhe atraiu a atenção, conversando com o avô acabou descobrindo que aquele bichinho não era um mosquito e além disso fazia um mel delicioso. Quem quiser saber mais que leia o livro.

Ilustração do livro, mostrando uma árvore derrubada por um temporal e com uma colônia de abelhas sem ferrão.

Asefe, o menino que conheceu as abelhas sem ferrão, obsrvando a entrada de uma abelha Jataí.

Nós ainda temos disponíveis vários exemplares desse livro, são para distribuição em escolas da região metropolitana do Rio de Janeiro. Mas se algum amigo aqui dessa região quiser receber um exemplar, basta entrar em contato conosco e programar uma apresentação sobre abelhas sem ferrão em uma escola ou entidade, com a presença 30 ou mais crianças, já alfabetizadas, de preferência alunos que já tenham noções de biologia e estejam aprendendo sobre polinização. Na primeira data possível, acordada entre a AME-RIO e a direção da escola ou entidade, iremos fazer a apresentação, levando caixas para mostrar as abelhas e exemplares para serem sorteados entre os alunos e também para serem colocados na biblioteca da escola ou entidade.

A apresentação mencionada, também pode ser feita aqui no Parque Nacional da Floresta da Tijuca, com apoio do Mateus e do Caco, além de outros monitores e administradores ou mesmo no Parque Estadual da Pedra Branca, onde com certeza contaremos com o apoio do amigo Christiano e dos biologos e administradores daquele parque. Nesses dois parques as crianças poderão observar diretamente as abelhas trabalhando.
A manifestação de interesse em uma apresentação pode ser feito através de comentário em qualquer postagem do nosso site, ou por e-mail para: redator@ame-rio.org.

Vocês podem ter idéia de uma apresentação destas, vendo a matéria feita quando de nossa visita ao Centro de Ensino Faria Brito, na época, ainda com a presença de nosso saudoso presidente Pompílio.


Acho que já me estendi demais, por hoje.

Um abraço a todos,

José Halley Winckler
Rio de Janeiro

PS: As imagens do livro As Amigas Miúdas que Fazem Mel Sem Ferroar, são do blog Meliponário Capixaba, de nosso amigo João Luiz.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Reunião na Floresta da Tijuca

Amigos da AME-RIO e Internautas,

Neste sábado passado, a AME-RIO realizou a sua reunião mensal e aproveitou para levar seus associados para conhecer o Parque Nacional da Floresta da Tijuca. Foi com esse parque que nós fechamos a última parceria e nossa associação está se propondo a auxiliar a administração do parque a montar um meliponário, que será base para palestras sobre polinização e educação ambiental. Esse meliponário também será utilizado para manejo e treinamento dos voluntários e funcionários do parque que estarão a frente das apresentações quando das palestras de educação ambiental.


O primeiro palestrante foi nosso amigo Matheus Mattos, que trabalha no parque e foi indicado pela direção como responsável pelo meliponário de visitação.


O Matheus deu as boas vindas aos nossos associados e nos contou um pouco do seu trabalho do dia a dia e da necessidade de treinamento dos funcionários para possam realizar o salvamento de abelhas, em caso de quedas de árvores e barreiras, episódios comuns no parque em época de chuvas.


Depois das boas vindas do Matheus, o Carlos Ivan, nosso Diretor Secretário tomou a palavra, discorreu um pouco sobre os eventos que temos participados, repassou rapidamente a ata da reunião de março , apresentou a pauta de nossa reunião e cumprimentou os associados aniversariantes neste mês de abril, antes de passar a palavra ao nosso Presidente Andreas Dako.


O Andreas discorreu sobre a criação de abelhas em áreas de Mata Atlântica e mencionou pesquisas que demonstram que as áreas de florestas não são boas para a criação de abelhas do gênero apis, as abelhas com ferrão, de origem européia ou africana. Diferente das nossas abelhas nativas, essas abelhas não estão preparadas nem para a polinização, nem para a coleta de mel nas flores de nossas floresta, não oferecendo nesse caso uma boa produção de mel.

Depois dos comentários do Andreas, a continuidade ficou por conta do Christiano Figueira, meliponicultor responsável pelas abelhas do Parque Estadual da Pedra Branca, que nos trouxe notícias das abelhas que manejamos lá no parque, na reunião de fevereiro.


O Christiano também nos falou do evento que ocorreu no Auditório do Centro Administrativo da Prefeitura, a convite do Mosaico Carioca, onde além de levar para exposição várias colônias de abelhas também ministrou uma palestra, levando ao conhecimento dos administradores de parques da cidade do Rio de Janeiro, a necessidade de se implantar uma educação ambiental que além de mostrar a necessidade de preservação de nossa flora, também se preocupe com a preservação dos seus polinizadores, entre eles às nossas abelhas sem ferrão.


No evento do Mosaico Carioca, a convite do Christiano, houve a participação de alguns diretores da AME-RIO, acho que um estreitamento das relações. entre nossa associação e o Mosaico Carioca, que reúne todos os administradores de parques de conservação da cidade do Rio de Janeiro, pode vir a ser muito importante para a divulgação e a preservação das abelhas sem ferrão em nossa cidade.

.Carlos Ivan e Andreas, no evento do Mosaico Carioca.

Vocês podem conhecer um pouco mais sobre esse evento, no blog Abelhas do Brasil,  e sobre o Mosaico Carioca, na página do ICMBio ou no blog do Mosaico.

Ao encerrar a sua palestra, o Christiano passou o bastão para o Luiz Alberto Medina.


O Medina é  coordenador responsável da AME-RIO pela  parceria com o Parque Nacional da Floresta da Tijuca.


Além de nos contar toda a história de sua aproximação com a Administração do Parque Nacional da Floresta da Tijuca, que culminou com a parceria que estava sendo divulgada nessa reunião, o Medina ministrou uma ótima palestra sobre a polinização da flora em áreas de matas, focalizando em especial na flora da Mata Atlântica.



Na sequência da palestra do Medina, já no final da manhã, passamos a palavra para o Álvaro Madeira, que nos brindou com um excelente relato de suas atividades em prol da divulgação das abelhas sem ferrão.





E com a palestra do Álvaro, encerramos a parte de apresentações de nossa reunião, os associados foram convidados a participar de um pic-nic, na área externa do centro de visitantes e depois faríamos a instalação das colonias de abelhas no novo meliponário do parque.

Mas essa parte vai ficar para uma próxima postagem, para não tomar demasiado tempo de vocês.

Até o final da semana, eu faço essa postagem, aguardem.

UGA

José Halley Winckler

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Transferência Experimental

Um enxame de jataís se instalou no poste do portão do meu prédio desde dezembro de 2011.
Como o poste é de ferro e o verão se aproximava, achei que seria fácil atraí-las para fora.


Além do sol, havia o bate bate de porta a toda hora, e a luz do lampião à noite !!!

Pois passaram-se os meses de verão e nada delas se incentivarem a sair do poste.



Houve até uma enxameação, mas nada delas desistirem do lar quente e barulhento !!!

video

Finalmente hoje resolvi mudar a tática: podem não vão sair mas vão ter que fazer um tour obrigatório dentro do novo lar toda as vezes que quiserem sair ou entrar.....

Peguei o mesmo gomo de bambu isca e fiz umas adaptações.

Cera de jataí na porta da casa nova.


Muito própolis de apis nas paredes internas do bambu.


Acima da entrada oficial fiz mais uma passagem obrigatória ligada a uma mangueira de jardim.


Todo o conjuto foi firmemente fixado na grade do portão.



A mangueira ficou no lugar do pito de cera.


O Pito de cera foi transferido para cima da entrada de cera do bambu.


O restante da entrada isolei com uma massa de papel e cola.


Depois de algumas horas tentando entrar, as campeiras acharam o pito na nova posição.


Notei também alguma movimentação no tubo plástico, mas não sei se elas vão aceitar a passagem pelo pedágio obrigatório.

Amanhã certamente lá pelas 10hs da manhã, quando a maioria quiser sair para tomar um ar fresco que a coisa vai pegar!!!!

Vamos ver no que vai dar !!!
Se der certo eu conto ...
Medina