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terça-feira, 13 de julho de 2010

Na fazenda de PNN

Internautas e Abenautas,

Ao receber estas imagens, enviadas pelo Mestre Cappas, não poderia deixar de colocá-las em nosso Blog, de forma a poder compartilhá-las com todos os amantes da Meliponicultura. 

Pedro Paulo Peixoto
Presidente da AME-RIO


Amigos aqui está umas fotos de um dia de convívio na fazenda de PNN em SãoSimão...

Nestas fotos podemos até ver o Padre Moure e muito mais gente ... é assim quando se junta a família meliponica. Certamente vai ser assim no dia 1 de Agosto ...
Estas fotos foram de um Encontro de Ribeirão Preto onde no dia seguinte todos se juntaram na fazenda de PNN. Grandes momentos de festa ...pena eu não ter ficado nas fotos , pois fui eu que as tirei ...
Fiquei com muitas saudades ... e triste, mas temos de continuar o trabalho desses Grandes Homens.
Envio uma outra foto, onde estou com o Padre Moure.
E agora, essa foto onde estou com todo o grupo.

Cappas

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Morre aos 97 anos o Padre Moure

É com imenso pesar que este Blog, remete à notícia publicada no Globo, de 10/09/2010, sobre a Morte do Padre Moure. Um dos mais famosos entomologistas brasileiros, foi um dos grandes mestres da meliponicultura brasileira.
 Na foto de quase meio século, junto com outros dois grandes mestres da Meliponicultura.
Seu sepultamento ocorreu em Batatais, no domingo 11/07/2010.

O Missionário Claretiano, Pe. Jesus Santiago Moure, tinha 73 anos de Ordenação Sacerdotal pela Ordem dos Claretianos. O sacerdote, que era considerado um dos mais antigos do Brasil, iniciou sua missão religiosa no ano de 1925, aos 12 anos de idade, quando entrou para o Seminário Claretiano em Curitiba. Em 1929, foi para o Seminário Maior Claretiano na cidade de Rio Claro, onde obteve formação superior em Filosofia, Ciências Naturais, Física e Matemática.
Pe. Moure graduou-se em Filosofia e Teologia pelo Seminário Claretiano em 1937. Descreveu em quase 70 anos de trabalho, mais de 400 espécies de abelhas, além da disseminação e formação de grupos de pesquisa por todo país. 
O Professor Doutor Padre Moure era um dos mais antigos e renomados pesquisadores de abelhas do Brasil e um dos mais famosos do mundo. Ele foi um dos responsáveis pela criação dos cursos de Pós-Graduação no Brasil, sendo um dos fundadores da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). 
Em 2006, Pe. Moure recebeu em solenidade realizada no Palácio do Planalto em Brasília, o diploma de Pesquisador Emérito do CNPq em reconhecimento aos serviços prestados ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia no Brasil. A solenidade que contou com a presença do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, comemorou os 55 anos do CNPQ, instituição ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que tem como missão, promover o desenvolvimento científico e tecnológico do país e contribuir a formulação das políticas nacionais de ciência e tecnologia.
Jesus Santiago Moure, recebeu a medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico em 1998



SP: Morre aos 97 anos o Padre Moure, ícone da pesquisa científica no país
Plantão | Publicada em 10/07/2010 às 16h43m
EPTV
SÃO PAULO - Morreu na manhã deste sábado o padre Jesus Santiago Moure, aos 97 anos, em Batatais, no interior de São Paulo. Cientista, ele contribuiu para a fudação do CNPq, Capes e SBPC, os principais órgãos relacionados à pesquisa no país.
O seu trabalho como cientista e sua dedicação ao desenvolvimento e expansão da ciência no Brasil sempre tiveram reconhecimento unânime, tendo recebido numerosos prêmios e homenagens, inclusive as mais elevadas condecorações concedidas pelo governo brasileiro a cientistas, de "Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico" (1995) e da "Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico" (1998). Em 2006, recebeu também o Diploma de Pesquisador Emérito como parte das comemorações dos 55 anos do CNPq.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pais Melipônicos ou Grandes Mestres.



As vezes, bate um sentimento de inveja na gente que é bem difícil de controlar. No dia 10 passado, fiz uma postagem aqui no blog, para apresentar o site do IX Encontro sobre abelhas de Ribeirão Preto e depois enviei uma mensagem chamada para o grupo ABENA, oferecendo como isca uma foto em que apareciam quatro pessoas, entre elas 3 dos maiores mestres da meliponicultura brasileira. João Camargo, PNN e Pd. Moure, a quarta pessoa eu cheguei a confundir com o Kerr, mas alertado pelo amigo Gesimar, resolvi pesquisar melhor e descobri que era um pesquisador do Smithsonian Tropical Research Institute, David Ward Roubik, mais ligado as abelhas solitárias que as sem ferrão, Roubik ainda deve ser discípulo, comparado aos outros três, mas está seguindo seus passos.
  
João Camargo, PNN, Pd. Moure, Roubik

A minha chamada causou uma pequena troca de e-mails no grupo, com alguns companheiros querendo saber quem eram aquelas pessoas, é claro que o PNN foi reconhecido por quase todos, mas João Camargo e o Pd. Moure não foram prontamente reconhecidos. Talvez por serem mais conhecidos por seus trabalhos de desenho e sistematização. Mas para manter a chamada, não respondi diretamente, avisei que resposta estava na postagem e enviei uma nova fotografia, essa mais histórica ainda. Numa foto de 1951, três jovens sorridentes em início de carreira, na verdade nessa época já tinham iniciado a jornada há algum tempo, e olha que a foto é de quase meio século atrás.


Bem, a inveja bateu mesmo pra valer, quando nosso amigo Cappas disse que esses -  Kerr, PNN e Moure - eram seus pais Melipônicos e que tinha privado de suas companhias muitas, bebendo da fonte o seu conhecimento. Cappas ainda nomeou outros quatro pais Melipônicos: a Prof. Vera  Lucia Imperatriz da Fonseca, o Prof. João Camargo, a Prof. Carminda da Cruz Landim e o Virgílio de Portugal Araújo, dos quais só não conheceu pessoalmente este último e infelizmente não terá mais como fazê-lo pois também já não se encontra entre nós. 

É Cappas, confesso que sou invejoso, como eu gostaria de ter conhecido esse pessoal todo há alguns anos atrás e convivido com eles, como eu gostaria de ter saciado minha sede nesse enorme manancial que você diz ser seus pais melipônicos.

João Pedro Cappas.
O Prof. João Camargo vai ser o homenageado no Encontro sobre Abelhas de Ribeirão Preto, in memoriam, pois infelizmente ele nos deixou no ano passado.

João Maria Franco de Camargo

A Prof. Vera Imperatriz e a Prof. Carminda  com seus mais de 40 anos de pesquisa e profícua produção, dispensam qualquer apresentação, mas se alguém ainda não as conhece, estarão presentes, apresentando seus trabalhos e auxiliando na coordenação do Encontro sobre Abelhas deste ano.
Vera Imperatriz e Kerr em primeiro Plano.

Prof. Carminda Cruz-Landim

Já Virgilio de Portugal Araújo eu, de cima de todos o meus pouco meses de conhecimentos melipônicos, ainda não tinha conhecido, mas pesquisando descobri que pode ter sido o responsável pelas abelhas africanas no Brasil. O Kerr, em um entrevista ao jornal "O Mossoroense", disse que Walter Jardim, ministro da Agricultura na época, leu um texto de um escritor português que vivia em Angola, chamado Virgílio Portugal de Araújo, sobre abelhas africanas, cuja produção seria 5 vezes maior que as espécies brasileiras e que, por isso ,o governo pediu a ele, Kerr, que tinha ganho como prêmio uma viagem a África, que trouxesse de lá algumas abelhas. Kerr trouxe 60 rainhas, 15 abelhas fugiram e deu no que deu. Mas isso já é outra história, vamos voltar à nossa.
Eu descobri que na verdade Virgilio de Portugal Araújo foi contemporâneo do PNN e dos nossos grandes mestres, fez muitas pesquisas sobre abelhas, escreveu muito sobre o tema, inclusive três artigos juntos com o próprio Kerr em Luanda, que a pedido do PNN fez uma grande pesquisa sobre os Meliponíneos de Angola, que criou uma caixa para meliponineos africanos, baseada nas caixas do PNN, que em 1975 foi contratado como pesquisador do INPA e lá foi responsável pela criação das caixas INPA 1 e INPA 2, tão conhecidas de nossos meliponicultores. Em 1956 foi o primeiro a descrever a forma de ataque das abelhas Lestremilittas, em 1958 foi o primeiro a alertar sobre a natureza tóxica da Espatódea, tema de discussão muito atual na nossa lista. Virgílio de Portugal Araújo foi, se não a maior, uma das maiores autoridades, em língua portuguesa, fora do Brasil, sobre abelhas com e sem ferrão. Estou certo Mestre Cappas?
Saibam mais sobre Virgilio de Portugal Araújo nas palavras do Kerr:  http://www.culturaapicola.com.ar/apuntes/historia/204.pdf e logo, logo, em provável resposta do Cappas, no grupo Abena.

Outro motivo de minha inveja, aparece exatamente na pesquisa angolana de Portugal Araújo, vocês conhecem a abelha "Colo" ou "Ocolo" de Angola? 
Em breve vou postar um artigo, onde vocês vão ficar sabendo do motivo de minha inveja.


Saibam tudo sobre o IX Encontro sobre Abelhas, diretament no site da USP:
http://www.rge.fmrp.usp.br/abelhudo/encontro.php

segunda-feira, 10 de maio de 2010

IX Encontro sobre Abelhas


IX ENCONTRO SOBRE ABELHAS


O já tradicional Encontro Sobre Abelhas, que acontece a cada dois anos em Ribeirão Preto - SP desde 1994, constitui hoje o principal evento científico sobre pesquisas com abelhas no Brasil. Em suas duas últimas edições, reuniu mais de 400 participantes em cada evento, sempre com a apresentação de diversos simpósios e conferências plenas por parte dos maiores especialistas do mundo em suas respectivas áreas.

Os anais do último encontro, ocorrido em  2008, foram publicados em um calhamaço de 812 páginas, com muita informação relevante para a meliponicultura brasileira e você pode ver a capa na imagem apresentada anteriormente.

De 28 a 31 de Julho de 2010 vamos ter, em Ribeirão Preto, o IX Encontro sobre Abelhas, que tem como tema principal Genética e Biologia Evolutiva das Abelhas é uma grande oportunidade para toda a comunidade científica envolvida com estudos de abelhas de conhecer alguns dos principais nomes da pesquisa mundial com abelhas, bem como conhecer os laboratórios e as linhas de pesquisa com abelhas existentes no campus de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, que, sozinho, abriga 11 professores e mais de 40 alunos de graduação, pós-graduação e pós-doutorado diretamente envolvidos em pesquisas com abelhas. Este campus abriga ainda a maior coleção mundial de abelhas sociais sem ferrão (Meliponinae).

O homenageado do encontro anterior foi Paulo Nogueira Neto, que aparece na fotografia a seguir, junto com dois outros expoentes de nossa Meliponicultura.


Este ano o homenageado (in memoriam) será João Maria Franco Camargo, desenhista e entomólogo, Camargo foi o criador da mais notável coleção de abelhas sem ferrão do país e aparece abaixo em foto da Internet, postada por sua sobrinha, Juliana.


Na foto abaixo, também postada por Juliana, aparecem João Maria Franco de Camargo,  Paulo Nogueira Neto, Padre Jesus Moure e David Ward Roubik.

Quem é capaz de dizer quanto da Meliponicultura brasileira está representada na foto acima?

Todas as informações sobre o IX Encontro sobre Abelhas podem ser encontradas em http://www.rge.fmrp.usp.br/abelhudo/encontro.php.

Os anais do VIII Encontro, em PDF, também podem ser baixados de http://www.rge.fmrp.usp.br/encontroabelha/VIII_Encontro_Sobre_Abelhas.pdf