Uma história de amor, amor ao Rio de Janeiro, as nossas Abelhas Nativas, a nossa Flora, a nossa Fauna.
Amor e respeito ao Meio Ambiente do Brasil e do mundo todo.
Associação de Meliponicultores do Rio de Janeiro - AME-RIO
Presidente: Celicina de Fátima Ferreira - Biênio 2023 / 2025
Vice-Presidente: Luiz Carlos Gomes Carneiro
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quarta-feira, 5 de junho de 2024
sexta-feira, 16 de junho de 2023
O Valor das Abelhas Sem Ferrão
A abelha sem ferrão tem vivido ciclos de visibilidade em sua própria terra. Antes de 2000, e do advento das redes sociais, sabiam sobre sua existência somente do cerrado para cima, principalmente todas as regiões norte e nordeste. Conhecimento comum de caboclos, índios, ribeirinhos, sertanejos, matutos e povo circunvizinhos. O seu mel fartamente consumido e admirado por todos. Suas propriedades medicinais valorizadas. Sua proximidade nas lavouras pomares, sempre bem quista. Sua existência é tão normal como cachorros e gatos no quintal!
Na primeira década do século XXI ainda era uma desconhecida dos brasileiros do meridiano 16º S para baixo. As academias diplomavam neófitos que sequer sabiam que abelhas poderiam não ter ferrão. Escolas ensinam as crianças que abelhas Apis melíferas são as polinizadoras de nossas matas nativas. Nos livros didáticos e notícias só figuram as abelhas exóticas.
As abelhas sem ferrão ganharam força e status com as novas redes sociais, mais rápidas e penetrantes, que disseminam a sua existência aos sete ventos na velocidade de um raio. Assim um outro ciclo ganhou espaço, e agora são incontáveis as inserções sobre o assunto em variadas programações televisivas. Escolas primárias ou levam alunos em meliponários públicos, ou criam meliponários em seus próprios pátios recreativos. Na academia cresce a quantidade de pesquisadores interessados em aprofundar o conhecimento sobre elas e seus produtos. Políticos começam a legislar sobre a atividade. Uma onda de associações de meliponicultores cobre os estados federativos.
O primeiro dado interessante da palestra, para nós meliponicultores, é que se pensava que a soja não tivesse potencial melífero, pois não é citada entre as plantas boas para as abelhas. Inclusive a literatura indicava até a realização da pesquisa da EMBRAPA apenas 30 espécies de abelhas como visitantes das plantações de soja. Mas os pesquisadores da EMBRAPA descobriram que mais de 50 espécies de abelhas visitam a soja.
Concluímos a partir desse dado que pelo menos 49 espécies são nativas!
Outro dado interessante que foi revelado é que as abelhas conseguem produzir quantidades significativas de mel a partir do néctar da soja, e que essa visitação acarreta até 41% de incremento na produtividade da soja.
Abro parênteses para explicar que a soja se auto poliniza, mas conforme explicação Dr. Gazzoni, existe uma “janela” temporal no ciclo da flor em que a atividade de abelhas sobre os estames consegue fertilizar mais um resquício que não é atingido pela autopolinização, acarretando mais alguns grãos em cada vagem a se formar.
A tabela revela que a soja, que tem 25% de dependência da polinização, arrecadou aproximadamente 27 bilhões US$, sendo que quase 7 bilhões foram graças aos 25% de polinização efetivada por abelhas. Ou seja, 7 bilhões de US$ entraram em 2020 na balança comercial brasileira em troca de néctar.
Outro dado interessante é que a produtividade por metro quadrado da soja tem subido, mas o metro quadrado ocupado não acompanha o aumento da produtividade. E isso ocorre em parte devido a ação das abelhas nessa pequena “janela temporal” em que as flores da soja conseguem ser polinizadas por abelhas, proporcionando alguns poucos grãos a mais em cada vagem colhida. Projetando-se essa variante até 2050, calculam poder aumentar muito a produtividade e ao mesmo tempo poupar terra ocupada com a cultura.
Observou-se sob essas condições três safras seguidas de soja, concluindo-se que devido a ação das abelhas existentes no campo houve um pico de incremento de produção de 6,3% em relação ao perímetro de plantação isolado da influência de qualquer tipo de polinizador. E a área sob influência de um enxame apenas de Apis houve um pico de incremento de 18,2% na produção.
Considerando a percentagem média de influência nas três safras, de 12,9% devido a presença apenas das abelhas Apis, houve um incremento de 639Kg / ha, que nos valores de cotação de 2020 representa R$1768,00 a mais por hectare!
Como o Dr. Gazzoni faz questão de ressaltar em sua palestra, sem se gastar um real a mais com sementes, fertilizantes, pesticidas, máquinas ou outro custo!
Em seguida foi apresentada outra pesquisa realizada em campos extensos de soja no Mato Grosso (Campo Novo do Parecis), que possibilitaram medir a distância de influência de abelhas de fragmentos florestais ao longo de um extenso campo de soja, e comparar com a influência da ação de abelhas Apis melífera.
Assim foi escolhido uma plantação homogênea de soja, com sementes de uma mesma variedade de soja, todas plantadas no mesmo dia, com tratamento de solo igual, exposta às mesmas condições climáticas, que apresentava um fragmento florestal centralizado que ocupava aproximadamente 10 hectares de área.
Para um dos lados (esquerdo) do fragmento florestal foram distribuídas caixas (azul) de enxames de Apis, e esse talhão de plantação é de alta produtividade. Então esse talhão estava sob a influência tanto das caixas de Apis melífera, como das abelhas nativas provenientes do fragmento florestal.
Para o outro lado do mesmo fragmento florestal (direita), não foram colocados os enxames de Apis, a influência era somente das abelhas nativas provenientes do mesmo fragmento florestal. E esse talhão de plantação era considerado um talhão de variedade de soja de média produtividade.
E aí vem a cereja do bolo e a grande surpresa, que para a AME-RIO não é surpresa, pois há dez anos temos falado e demonstrado isso sistematicamente por meio de outras pesquisas apresentadas em nossos cursos de capacitação, palestras, apresentações, etc!
Os gráficos desse último experimento do Dr. Gazzoni mostram a quantidade de abelhas por área respectivamente em cada talhão: linha vermelha abelhas nativas, linha azul abelhas Apis, linha verde total geral de abelhas.
Observa-se o ganho significativo de produtividade, que ocorreu nos dois talhões, até 100 metros de distância do fragmento florestal, atingindo picos de 4287kg/ha em um dos lados e 3316kg/ha no outro lado do fragmento florestal!
E essa influência significativa até 100 metros de afastamento do fragmento florestal decai a partir dos 100 metros até 200 metros. A redução de produtividade coincide com o aumento da distância do fragmento florestal, e a consequente redução significativa de contagem das abelhas nativas por área. A partir dos 200 metros de distância, com o rareamento das abelhas nativas, a produtividade chega a cair 710kg/ha de um lado e 629kg/ha do outro lado do fragmento folrestal.
Interessante constatar que a presença das abelhas Apis melífera não sustenta o mesmo nível de eficiência de polinização suprido pela presença das abelhas nativas.
A AME-RIO tem outras publicações comentando sobre essa capacidade de nossas abelhas, mas o que se deve destacar disso tudo é que no caso da soja a atuação de nossas abelhas nativas sobre a flor da soja é apenas complementar, pois apesar da alta eficiência devido ao Buzz Vibration a soja se autopoliniza, assim como o café e diversas outras culturas comerciais.
Mas é essencial que as pessoas compreendam que 90% das nossas plantas nativas, presentes em qualquer dos nossos 9 grandes biomas, a maioria delas só conseguem ser polinizadas se houver o Buzz Vibration produzido pelas abelhas endêmicas de seus respectivos biomas, pois cada espécie de planta evoluiu em simbiose com um grupo específico de abelhas, que são capazes de produzir a frequência certa para a liberação do pólen daquelas espécies de plantas.
Não é atoa que o Brasil tem quase 400 espécies de abelhas sem ferrão, sem contar as solitárias que exercem o mesmo papel!
Assim um bioma brasileiro, mesmo que preservado em sua área, precisa de abelhas nativas que produzam vibração correspondente a necessidade específica de polinização das espécies florais contidas naquele bioma. Se essas abelhas não estiverem presentes nesse bioma, ele estará fadado a extinção, pois suas plantas serão como múmias que não se reproduzem!
Outra conclusão que se obtém dessa pesquisa, e que a AME-RIO também vem batendo na tecla por muito tempo, é que não se deve projetar meliponários baseados em estatísticas de distâncias de alcance de vôo atingidos por cada espécie de abelha nativa. Abelha não desperdiça energia voando 1km, 2 km, 3 km de distância para trazer alimento para casa. Ela quer uma padaria na esquina, o supermercado no próximo quarteirão. Ela não vai gastar combustível para fazer compras em outro bairro!
Então quem quer produção respeite o limite do bom senso, e prepare um pasto melífero na borda do seu meliponário! E quem quiser um pomar farto, providencie caixas de abelhas sem ferrão espalhadas pela plantação!
As abelhas sem ferrão não só fazem o melhor e mais saboroso mel, mas também prepara as melhores frutas e e os maiores grãos de sua mesa! Então ...
Bon appétit, avec la petite abeille!
Medina
terça-feira, 13 de junho de 2023
Dois dias mágicos para a Meliponicultura - JESUS SANTIAGO MOURE
O que podemos fazer com os nossos finais de semana?
São dois dias para descansar do trabalho? Dormir até tarde? Passear?
Jesus Santiago Moure usava os seus fins de semana fazendo prospecções de insetos, e criou um arcabouço sólido para a meliponicultura, sendo lembrado, citado e referenciado até hoje! Iniciou sua coleção de abelhas capturando os espécimes nos arredores do Seminário e nos jardins do Convento.
Ele dizia: “A riqueza de nossa entomofauna é incrível. Pesquisas preliminares em regiões de florestas tropicais mostram que há um número impressionante de insetos desconhecidos... Continuamente encontramos espécies ainda não descritas, pois não há levantamento sistemático de nossa fauna e flora.”
A religião o fez mais curioso sobre a criação de Deus, e dedicou-se a ciência como um braço da religião: “A atitude que sempre tive em relação à natureza é a seguinte: descobrir como é que as coisas se fazem de acordo com a Lei de Deus. E a Lei de Deus é a Lei da evolução correndo no tempo.”
Padre Moure nasceu no dia 2 de novembro de 1912, em Ribeirão Preto, São Paulo, dois meses após a chegada de seus pais ao Brasil. O pai, engenheiro, deixou a região da Galícia, na Espanha fugindo da Guerra com Marrocos, para trabalhar na Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.
Na infância, lembra como começou sua curiosidade: “O primeiro estímulo que recebi no campo das ciências naturais veio de um professor do grupo escolar, chamado pela meninada de Bigodinho de Arame. [...] ele nos levava ao bosque de Ribeirão Preto para colher flores, bichinhos, pedras, e nos dava muitas explicações. Era o melhor dia da semana.”
Em uma entrevista, foi questionado por José Wille
José Wille – Para a entomologia, uma coisa positiva do Brasil é a diversidade, considerada uma das maiores.
Padre Jesus Santiago Moure – Uma das maiores diversidades do mundo! Por exemplo, um estudo feito pelo dr. Carlos Alberto Seabra, do Rio de Janeiro, que é um médico, agora já com 81 anos: durante 50 anos, ele fez coletas regulares no Cristo do Corcovado, desde quando foi instalado lá. A fauna que ele obteve de um determinado grupo de animais, cortadores de madeira, ali em cima no Cristo, ali batendo no Cristo e caindo no chão, é maior que a fauna dos Estados Unidos e Canadá juntos.
Diante dessa lembrança curiosa sobre o efeito da luminosidade nos primeiros anos do Cristo Redentor no Corcovado, salientada por Padre Moure, eu fico pensando o quanto as luzes nas orlas marinhas atraem animais para as areias das praias, quanto material foi perdido, e tal qual no Corcovado, quanto desequilíbrio causou e ainda causa aos habitantes da noite marinha.
Aranda (2014) define coleção biológica como ‘um conjunto de organismos que são conservados fora de seu ambiente natural’ e para isso é necessário que seus componentes sejam preparados e organizados de modo a informar a procedência e identificação taxonômica de cada um dos espécimes, o que lhe confere status de coleção científica.
As coleções biológicas são um repositório de material biológico que dão suporte à pesquisa científica, ao ensino e à extensão, e permite ainda a comparação de toda e qualquer pesquisa realizada.
O Brasil ganhou a sua primeira coleção biológica em 1818, quando o imperador Dom João VI fundou a Casa dos Pássaros, instituição que deu origem ao Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Em 1866 foram criadas as coleções do Museu Paraense Emílio Goeldi e em 1886 o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. No decorrer do século XX outras instituições criaram coleções zoológicas regionais que passaram a formar uma rede com proporções e representatividade ainda mal estimadas.
Algumas estimativas sugerem que existam cerca de 26 milhões de espécimes depositados em coleções brasileiras (ZAHER; YOUNG, 2003)
E a contribuição do Padre Moure para essas coleções é superlativa, principalmente sobre as abelhas sem ferrão. Seu fichário de 12 mil itens, datilografado, hoje serve de bíblia para entomólogos com um mínimo de juízo científico. Publicou 216 trabalhos e descreveu e propôs cerca de 500 nomes de abelhas – a primeira foi a Augochloropsis liopelte, em 1940. Ele é um dos três grandes nomes da Meliponicultura Brasileira
E para nós da AME-RIO não podemos deixar de lembrar sobre a Manduri Carioca, identificada por ele no Alto da Boa Vista na entrada da Floresta da Tijuca, PNT, Parque Nacional da Tijuca.
quinta-feira, 18 de maio de 2023
20 de MAIO. Chegamos nesse ano de 2023 a mais um dia oficial da abelha!
O dia foi instituído pela ONU em 2017 em homenagem a Anton Janša, nascido em 20 de maio de 1734 em Breznica, região Gorenjska da atual Eslovênia. Cresceu em uma família que possuía mais de cem colmeias, ele desenvolveu um fascínio especial pelas abelhas desde cedo. Por ser muito inventivo e observador, revolucionou a prática de criação de abelhas, ele inventou um novo design de colméia e aperfeiçoou as técnicas de produção do mel.
Maio, o mês, deriva do nome Maia,
que tem o sentido literal de ‘pequena mãe, e na mitologia romana Maia Maiestas
é a deusa da fecundidade e da projeção da energia vital, e da primavera.
E as abelhas podem ser
consideradas como pequenas “mães”. Mães que dão o fruto a cada flor que pousa,
trazendo a fecundidade e a energia vital para cada botão floral que visita.
E o Brasil é mais abençoado ainda
por ser um berço esplendido para as abelhas nativas sem ferrão. Mais de 300
espécies ocupam os quatro cantos do nosso país.
Nossas abelhas nativas
assemelham-se a varinhas de condão, transformando em uma explosão de vida até
as flores mais independentes!
Um exemplo dessa mágica é o café.
Estudos demonstram que apesar de ser uma planta independente de polinizador,
devido a sua capacidade de autopolinização, a presença de abelhas nativas nas
flores do cafezal, acarretam um incremento da produção de até 30% no arábica e
até 60% no conilon (AgroBee).
Existe uma outra pesquisa que
registrou um aumento médio de 23% no peso do tomate cereja, quando polinizado
por quadrifaciatas.
Pesquisas mais sérias catalogam a
frequência de vibração do abdômen de nossas abelhas sem ferrão no momento da
coleta de néctar no botão floral.
Sim cada uma das nossas abelhas nativas, diferentes das abelhas Apis Melífera, produzem uma vibração característica específica por espécie. Isso as tornam essenciais para o sucesso e eficiência na polinização de muitas espécies específicas da nossa flora nativa. Significa que se não houver uma abelha que atinja a vibração de uma frequência específica para uma determinada espécie floral, esse botão floral não será abençoado com a sucessão da vida.
Uma outra pesquisa, da Dra. Kayna, apresenta um levantamento sobre a dependência de polinizadores na agricultura
comercial. O gráfico revela que pelo menos 76% da cultura comercial é
dependente de polinizadores. Desse total 35% são essencialmente dependentes, ou
seja, se não houver polinizador não há produção. Outros 24% do total são
altamente dependentes.
Esse estudo já é suficiente para
entender a importância das abelhas no nosso cotidiano. Se acrescentássemos a esse
cenário a mágica da multiplicação da produção, que nossas abelhas nativas são
capazes de implementar na maioria das plantações comerciais, as abelhas nativas
deveriam não só ser comemoradas no dia 20 de MAIO, mas a cada dia do ano nas
salas de aulas de nossas crianças, para que todas crescessem reconhecendo o
quanto importantes nossas abelhas nativas são para nosso dia a dia, incrementando
a produção de alimentos, como para nossos 9 grandes biomas nacionais.
Nossas abelhas sem ferrão são as
“pequenas mães indígenas”, hoje ainda pouco valorizadas, ou ainda não
devidamente “empoderadas”, para usar um jargão da moda. Que cada dia 20 dos
maios que ainda virão, possam ser momentos de despertamento para a verdadeira
importância das abelhas nativas.
Viva todas as abelhas! E viva
nossas abelhas nativas!
Medina
sábado, 1 de abril de 2023
CURSO DE CAPACITAÇÃO EM MELIPONICULTURA MAIO 2023
Abrimos vagas no Curso de Capacitação AME-RIO que será realizado nos dias 20 e 21 de maio de 2023, no Humaitá.
Dois dias de aula;
1º Dia - 20/05 de 9:00 às 16:00 hs - com aulas teóricas que abordarão Histórico, Objetivos da criação, Aspectos de coleta, Métodos de processamento, Desdobra segura para iniciantes, Alimentação emergencial, Pragas, Aspectos legais; Intervalo de uma hora para almoço
2º Dia - 21/05 de 9:00 às 13:00hs com aula sobre Pasto melífero, Oficina de isca pet (prática), Manejo de caixas (prática); SEM intervalo de almoço
Participação em grupo de WhatsApp temporário de um mês com alunos da turma e professores.
VALOR : R$ 250,00
R$150,00 no ato da inscrição com depósito a favor da Associação
SORTEIO DE UM ENXAME DE JATAÍ ENTRE OS ALUNOS NO FINAL DO CURSO
ENVIAR MSG PARA REDATOR@AME-RIO.ORG para solicitação de vaga.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
Nunca vi rastro de cobra; Nem couro de lobisomem; Essa beia é homi? Essa beia é homi?
Medina
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