Ontem, 25/02/2012, mais uma vez a AME-RIO realizou o seu encontro mensal, desta vez o local escolhido foi o Parque Estadual da Pedra Branca.
Desde o ano passado a AME-RIO e o Parque Estadual da Pedra Branca vem trabalhando em parceria para a divulgação de nossas abelhas nativas sem ferrão. Com o apoio do Alexandre, diretor do parque, dos biólogos Vanessa Teixeira, Leonardo Furtado e Eloina Mesquita e além do Christiano Figueira, nosso amigo de mais tempe, entusiasmado divulgador de abelhas sem ferrão e responsável pela execução dos projetos de meliponicultura desse parque.
Logo cedo a Mayara, a mais jovem meliponicultora da AME-RIO, aproveitava o tempo para fotografar algumas caixas de abelhas Iraís (Nannotrigona testaceicornis) em exposição perto da sede.
Antes do inicio dos trabalhos nossos associados e amigos aproveitaram o lanche que foi servido para o pessoal que chegou mais cedo.
Abaixo nossos associados Medina e Gesimar, conversando com o Matheus, ambientalista do Parque Nacional da Floresta da Tijuca.
A primeira atividade do nosso evento foi uma caminhada pelas trilhas do Parque da Pedra Branca, para conhecer o parque e observar abelhas e outros animais, em seu ambiente natural. Para isso o Leonardo Furtado reuniu o pessoal e explicou como as pessoas deveriam se comportar durante a caminhada, para que ela fosse totalmente segura e sem qualquer ofensa a natureza.
A primeira atração da caminhada foram os tanques de captação de água da Cedae, que colhem as águas dos riachos da Floresta e que irão atender parte da população de Jacarepaguá.
Depois, já entrando na mata, encontramos uma área de agregação com inúmeras tocas de abelhas solitárias, um verdadeiro condomínio. As abelhas, provavelmente do genero bombus são grandes, cerca de 2,5 cm, do tamanho das grandes mamangavas.
Infelizmente elas são rápidas demais para o operador de câmera, aqui. Cada vez que eu tentava focalizar uma, ela já não estava mais lá.
Uma parada num dos pontos de captação de água e uma aula sobre a proteção das matas e consequentemente das águas.
Encontramos um pé de cambucá.
E a entrada de uma guaraipo (Melipona bicolor bicolor)
E uma mandaguari amarela (Scaptotrigona xanthotricha)
Na volta uma preguiça foi avistada.
E um sapinho mimetizado em uma pedra úmida.
Bem, isto foi só o ínicio das atividades, na verdade tudo isso aconteceu antes do início oficial da reunião. Mas o que aconteceu na reunião vai ficar para uma outra postagem. Esta já está muito longa. Aguardem. Hoje vimos a Natureza, o doce fica para amanhã.
UGA,
José Halley Winckler
Continuação: http://www.ame-rio.org/2012/02/natureza-doce-parte-ii-o-projeto.html


